{"id":145,"date":"2019-06-05T02:39:58","date_gmt":"2019-06-05T02:39:58","guid":{"rendered":"https:\/\/dimitrivieira.com\/?p=145"},"modified":"2021-05-12T15:42:28","modified_gmt":"2021-05-12T15:42:28","slug":"seu-trabalho-nao-e-para-todos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dimitrivieira.com\/dimitri26\/seu-trabalho-nao-e-para-todos\/","title":{"rendered":"O seu trabalho n\u00e3o \u00e9 para todo mundo (sobre como lidar com cr\u00edticas)"},"content":{"rendered":"\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Marketing, temos a ideia bem clara de um perfil ideal que queremos atrair como cliente e, quando algu\u00e9m fora desse perfil n\u00e3o se interessa pelo produto, seguimos a vida sem maiores dificuldades.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O problema \u00e9 que, ao tratar de algo pessoal, <strong>temos dificuldades de enxergar a situa\u00e7\u00e3o com a mesma leveza.<\/strong><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por um bom tempo, adiei come\u00e7ar a publicar conte\u00fados regularmente no LinkedIn. O motivo? Medo da exposi\u00e7\u00e3o e de poss\u00edveis cr\u00edticas que poderia receber.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje, algumas pessoas me procuram para entender como superar isso e a verdade \u00e9 que o cl\u00e1ssico frio na barriga de ansiedade pelo primeiro coment\u00e1rio nunca passa. Sempre existe uma certa d\u00favida sobre como os textos ser\u00e3o recebidos.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que mudou \u00e9 a forma que encaro esses feedbacks. E \u00e9 sobre isso que vamos falar agora.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h2 id=\"entenda-que-o-seu-trabalho-nao-e-para-todo-mundo\" class=\"wp-block-heading\">Entenda que o seu trabalho n\u00e3o \u00e9 para todo mundo<\/h2>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao trabalhar com criatividade, constantemente nos desafiamos a inovar e testar coisas diferentes para resultar em algo original. Nesse processo, chegamos a nos perguntar:<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\" style=\"text-align: center;\"><em>Quem pode n\u00e3o gostar deste conte\u00fado?<\/em><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ent\u00e3o, \u00e9 comum decidirmos polir o material para evitar desagradar poss\u00edveis leitores. <strong>Fazemos tudo o que estiver ao nosso alcance para escapar de cr\u00edticas e, assim, abdicamos de desenvolver nosso melhor trabalho.<\/strong><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em vez de transmitir a mensagem que gostar\u00edamos de passar, acabamos adaptando-a para agradar a todos. E depois de tanto lixar e polir, ela assume uma cara t\u00e3o gen\u00e9rica que mal pode ser reconhecida.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh4.googleusercontent.com\/0E1EILieic6cF_Q1brJUihMp0D3zebG-hRtxMTH8Nfz86NujD2W7W_5a-i413gLtH951xpnxYq7mHJeaxPn468nQlz6Kjcm3c94pnFDpshsY1CavZr5yxXsl9OeHcgH6bVGr4MZv\" alt=\"\" \/><\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Considerando o <strong>objetivo final do Marketing e da escrita como espalhar ideias<\/strong>, colocamos tudo a perder pelo medo de sermos criticados por algu\u00e9m que nem conhecemos.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\r\n<p>&#8220;A pessoa que n\u00e3o se d\u00e1 mais valor est\u00e1 \u00e0 merc\u00ea da vontade de qualquer um. (A Revolta de Atlas, Ayn Rand)&#8221;<\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<h2 id=\"aprenda-a-abracar-as-criticas\" class=\"wp-block-heading\">Aprenda a abra\u00e7ar as cr\u00edticas<\/h2>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como voc\u00ea bem sabe, existem in\u00fameros exemplos de grandes nomes que foram criticados e tidos como casos perdidos. Einstein, Beethoven, Tesla e Darwin s\u00e3o alguns exemplos disso.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Recentemente, descobri outro exemplo bem curioso numa cr\u00edtica publicada na Rolling Stone, na d\u00e9cada de 70:<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\r\n<p>\u201cAs m\u00fasicas do Led Zeppelin s\u00e3o t\u00e3o ef\u00eameras quanto os quadrinhos da Marvel.\u201d (<a href=\"https:\/\/www.rollingstone.com\/music\/music-album-reviews\/led-zeppelin-iii-112284\/\">Rolling Stone, Lester Bangs, 1970<\/a>)<\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>(Embora tenha errado no adjetivo, podemos concordar que nosso amigo Lester Bangs acertou na compara\u00e7\u00e3o.) <\/em><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso quer dizer que a cr\u00edtica \u00e9 garantia de grandeza? N\u00e3o. Quer dizer apenas que os cr\u00edticos acertam tanto quanto erram.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Toda vez que algo \u00e9 criticado \u00e9 porque, de alguma maneira, chamou aten\u00e7\u00e3o<\/strong> \u2014 de forma positiva ou negativa. Se n\u00e3o estivermos incitando pol\u00eamicas ou trabalhando com ofensas, existe ainda outro ponto a favor: as opini\u00f5es das pessoas costumam ser bem polarizadas.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Filmes de sucesso costumam despertar opini\u00f5es extremas, do tipo \u201came ou odeie\u201d, e existe todo um fen\u00f4meno na m\u00fasica baseado nessa mesma ideia: os <em>hipsters<\/em>.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando algo \u00e9 criticado \u2014 ou at\u00e9 mesmo odiado \u2014, o p\u00fablico que gosta passa a gostar mais ainda e, assim, acabam se tornando evangelizadores.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Portanto, <strong>ao restringir sua originalidade para agradar as pessoas que poderiam critic\u00e1-lo, voc\u00ea acaba privando as que gostariam e precisariam do seu trabalho.<\/strong> Acha mesmo que vale a pena?<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ent\u00e3o, fa\u00e7a o seu melhor trabalho, divulgue-o para quantas pessoas puder e na pr\u00f3xima vez que receber uma cr\u00edtica, fa\u00e7a uma auto-avalia\u00e7\u00e3o sincera. Envolve algo que faz sentido voc\u00ea mudar para melhor?<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nessas situa\u00e7\u00f5es, precisamos de humildade para entender onde podemos evoluir. Mas tamb\u00e9m de uma certa arrog\u00e2ncia \u2014 para confiar no pr\u00f3prio taco e dizer:<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\" style=\"text-align: center;\"><em><strong>Meu trabalho n\u00e3o \u00e9 para todo mundo.<\/strong><\/em><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No final das contas, <strong>o trabalho que n\u00e3o merece cr\u00edticas tamb\u00e9m n\u00e3o merece ser aclamado.<\/strong><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E o papel do Marketing, ao espalhar ideias, <strong>n\u00e3o deve ser de convencer ou ludibriar pessoas a consumir seu produto. Mas sim, encontrar as pessoas que precisam dele.<\/strong><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\r\n<p>&#8220;To be nobody but yourself, in a world which is doing its best \u2014 night and day \u2014 to make you somebody else, means to fight the hardest battle which any human being can fight; and never stop fighting. (Hunter S. Thompson)&#8221; <\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;<\/p>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Marketing, temos a ideia bem clara de um perfil ideal que queremos atrair como cliente e, quando algu\u00e9m fora desse perfil n\u00e3o se interessa pelo produto, seguimos a vida sem maiores dificuldades. O problema \u00e9 que, ao tratar de algo pessoal, temos dificuldades de enxergar a situa\u00e7\u00e3o com a mesma leveza. Por um bom tempo, adiei come\u00e7ar a publicar conte\u00fados regularmente no LinkedIn. O motivo? Medo da exposi\u00e7\u00e3o e de poss\u00edveis cr\u00edticas que poderia receber. Hoje, algumas pessoas me procuram para entender como superar isso e a verdade \u00e9 que o cl\u00e1ssico frio na barriga de ansiedade pelo primeiro coment\u00e1rio nunca passa. Sempre existe uma certa d\u00favida sobre como os textos ser\u00e3o recebidos. O que mudou \u00e9 a forma que encaro esses feedbacks. E \u00e9 sobre isso que vamos falar agora. Entenda que o seu trabalho n\u00e3o \u00e9 para todo mundo Ao trabalhar com criatividade, constantemente nos desafiamos a inovar e testar coisas diferentes para resultar em algo original. Nesse processo, chegamos a nos perguntar: Quem pode n\u00e3o gostar deste conte\u00fado? Ent\u00e3o, \u00e9 comum decidirmos polir o material para evitar desagradar poss\u00edveis leitores. Fazemos tudo o que estiver ao nosso alcance para escapar de cr\u00edticas e, assim, abdicamos de desenvolver nosso melhor trabalho. Em vez de transmitir a mensagem que gostar\u00edamos de passar, acabamos adaptando-a para agradar a todos. E depois de tanto lixar e polir, ela assume uma cara t\u00e3o gen\u00e9rica que mal pode ser reconhecida. Considerando o objetivo final do Marketing e da escrita como espalhar ideias, colocamos tudo a perder pelo medo de sermos criticados por algu\u00e9m que nem conhecemos. &#8220;A pessoa que n\u00e3o se d\u00e1 mais valor est\u00e1 \u00e0 merc\u00ea da vontade de qualquer um. (A Revolta de Atlas, Ayn Rand)&#8221; Aprenda a abra\u00e7ar as cr\u00edticas Como voc\u00ea bem sabe, existem in\u00fameros exemplos de grandes nomes que foram criticados e tidos como casos perdidos. Einstein, Beethoven, Tesla e Darwin s\u00e3o alguns exemplos disso. Recentemente, descobri outro exemplo bem curioso numa cr\u00edtica publicada na Rolling Stone, na d\u00e9cada de 70: \u201cAs m\u00fasicas do Led Zeppelin s\u00e3o t\u00e3o ef\u00eameras quanto os quadrinhos da Marvel.\u201d (Rolling Stone, Lester Bangs, 1970) (Embora tenha errado no adjetivo, podemos concordar que nosso amigo Lester Bangs acertou na compara\u00e7\u00e3o.) Isso quer dizer que a cr\u00edtica \u00e9 garantia de grandeza? N\u00e3o. Quer dizer apenas que os cr\u00edticos acertam tanto quanto erram. Toda vez que algo \u00e9 criticado \u00e9 porque, de alguma maneira, chamou aten\u00e7\u00e3o \u2014 de forma positiva ou negativa. Se n\u00e3o estivermos incitando pol\u00eamicas ou trabalhando com ofensas, existe ainda outro ponto a favor: as opini\u00f5es das pessoas costumam ser bem polarizadas. Filmes de sucesso costumam despertar opini\u00f5es extremas, do tipo \u201came ou odeie\u201d, e existe todo um fen\u00f4meno na m\u00fasica baseado nessa mesma ideia: os hipsters. Quando algo \u00e9 criticado \u2014 ou at\u00e9 mesmo odiado \u2014, o p\u00fablico que gosta passa a gostar mais ainda e, assim, acabam se tornando evangelizadores. Portanto, ao restringir sua originalidade para agradar as pessoas que poderiam critic\u00e1-lo, voc\u00ea acaba privando as que gostariam e precisariam do seu trabalho. Acha mesmo que vale a pena? Ent\u00e3o, fa\u00e7a o seu melhor trabalho, divulgue-o para quantas pessoas puder e na pr\u00f3xima vez que receber uma cr\u00edtica, fa\u00e7a uma auto-avalia\u00e7\u00e3o sincera. Envolve algo que faz sentido voc\u00ea mudar para melhor? Nessas situa\u00e7\u00f5es, precisamos de humildade para entender onde podemos evoluir. Mas tamb\u00e9m de uma certa arrog\u00e2ncia \u2014 para confiar no pr\u00f3prio taco e dizer: Meu trabalho n\u00e3o \u00e9 para todo mundo. No final das contas, o trabalho que n\u00e3o merece cr\u00edticas tamb\u00e9m n\u00e3o merece ser aclamado. 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