{"id":5217,"date":"2021-10-01T14:41:03","date_gmt":"2021-10-01T14:41:03","guid":{"rendered":"https:\/\/dimitrivieira.com\/?p=5217"},"modified":"2021-10-01T14:42:11","modified_gmt":"2021-10-01T14:42:11","slug":"como-nasceu-a-jornada-do-heroi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dimitrivieira.com\/dimitri26\/como-nasceu-a-jornada-do-heroi\/","title":{"rendered":"A jornada da &#8220;Jornada do Her\u00f3i&#8221; e um exemplo pr\u00e1tico de constru\u00e7\u00e3o de marca pessoal a partir do marketing de conte\u00fado"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tem boas chances que voc\u00ea j\u00e1 conhe\u00e7a a Jornada do Her\u00f3i, ou pelo menos tenha ouvido falar nela \u2014 especialmente se clicou neste artigo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sua vers\u00e3o reduzida em 12 etapas se tornou uma esp\u00e9cie de obsess\u00e3o no Marketing Digital e, muitas vezes, \u00e9 ensinada como se fosse a \u00fanica maneira de se contar hist\u00f3rias. At\u00e9 por isso, existe tamb\u00e9m um movimento contr\u00e1rio que insiste em apontar o dedo para a Jornada do Her\u00f3i e dizer que ela n\u00e3o funciona.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto isso, \u00e9 bem raro acompanharmos uma discuss\u00e3o sobre a origem da estrutura que, hoje, se popularizou como a Jornada do Her\u00f3i.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E essa hist\u00f3ria \u00e9 uma das melhores formas de responder se ela funciona de verdade, ou n\u00e3o, e como faz sentido aplic\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De b\u00f4nus, voc\u00ea ainda vai conhecer um exemplo pr\u00e1tico de constru\u00e7\u00e3o de marca pessoal usando o Marketing de Conte\u00fado.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"a-busca-pelas-regras-nao-escritas-sobre-como-escrever-um-bom-roteiro\" class=\"wp-block-heading\">A busca pelas regras n\u00e3o escritas sobre como escrever um bom roteiro<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conhe\u00e7a Christopher Vogler.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh6.googleusercontent.com\/6Jfts2rzefdYGuZkrAnNQlseUhOxk-u8VcfumU62LUcxm7zDTVBSy0h1uZ-omsrqG0yqTsHq9GpdD-5jx_b3YtrudM_uVyRSpbrcczhd3BBp1HpVo3J736VlEMvtMf1xfmy7KKcl=s0\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s trabalhar alguns anos na FOX, em 1992, Vogler era Analista de Hist\u00f3rias na Disney e trabalhava no setor de <em>live action <\/em><strong>sem grandes destaques, mas estava prestes a trabalhar num dos maiores filmes da hist\u00f3ria at\u00e9 ent\u00e3o: O Rei Le\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cada est\u00fadio em Hollywood tinha um batalh\u00e3o de pessoas atuando dessa forma \u2014 como ele pr\u00f3prio comenta em sua entrevista ao <a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/episode\/0towGf7Cp2R0XYovu8YXYy?si=51afe2f0705a43dc\">Bulletproof Screenwriting Podcast<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Numa esp\u00e9cie de miss\u00e3o pessoal para facilitar sua pr\u00f3pria vida, ele decidiu encontrar algo que funcionasse como um guia para analisar os milhares de roteiros em seu trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje em dia, s\u00e3o tantas op\u00e7\u00f5es de <a href=\"https:\/\/dimitrivieira.com\/livros-sobre-escrita-e-storytelling\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">livros sobre storytelling<\/a>, que chega a ser dif\u00edcil escolher qual ler primeiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nessa \u00e9poca, por\u00e9m, n\u00e3o era t\u00e3o simples encontrar como estruturar uma narrativa a partir do que se deve incluir numa hist\u00f3ria e o que vale a pena evitar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi exatamente isso que Vogler encontrou quando ele descobriu o livro <a href=\"https:\/\/amzn.to\/39WCJJG\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>&#8220;O Her\u00f3i de Mil Faces&#8221;<\/strong>, de Joseph Campbell<\/a> \u2014 que teve sua primeira vers\u00e3o publicada em 1949.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste livro, <strong>Campbell constr\u00f3i o conceito do <em>monomito<\/em> a partir de uma extensa an\u00e1lise da mitologia, f\u00e1bulas e lendas.<\/strong> Nesse estudo, ele identificou uma sequ\u00eancia de etapas que os protagonistas passavam at\u00e9 completar sua jornada e se tornar um her\u00f3i.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.geekzilla.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/star_wars_urban_legends.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes, <strong>George Lucas j\u00e1 havia creditado o trabalho de Campbell na constru\u00e7\u00e3o do roteiro dos tr\u00eas primeiros filmes lan\u00e7ados da saga Star Wars<\/strong> e, claro, isso foi um grande refor\u00e7o para que Vogler aprofundasse seus estudos no <em>monomito<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com os milhares de roteiros que tinha contato como Analista de Hist\u00f3rias, Christopher Vogler testou a estrutura de Campbell, originalmente com 17 etapas, <strong>que o ajudaram a ter um norte para verificar o que torna uma hist\u00f3ria interessante e emocionante para o p\u00fablico.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi nesse momento que ele enxergou que tinha algo com um potencial gigantesco em suas m\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"um-viral-na-epoca-dos-compartilhamentos-via-xerox-e-fax\" class=\"wp-block-heading\">Um viral na \u00e9poca dos compartilhamentos via xerox e fax<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Chegou o momento de adaptar de vez os conceitos e a estrutura de Campbell para o universo dos filmes e dos roteiros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As 17 etapas se tornaram 12 e Christopher Vogler fez quest\u00e3o de escrever sobre elas, em apenas 7 p\u00e1ginas, no formato dos memorandos corporativos bem populares na \u00e9poca, com o nome de <a href=\"https:\/\/raindance.org\/a-practical-guide-to-the-hero-with-a-thousand-faces\/\">Um Guia Pr\u00e1tico para o Her\u00f3i de Mil Faces<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>E fez isso de forma intencional, para criar um diferencial para seu pr\u00f3prio nome<\/strong> e incentivar as pessoas a falar sobre a jornada do her\u00f3i e, consequentemente, sobre ele.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse memorando espalhou muito r\u00e1pido e <strong>viralizou numa \u00e9poca em que os compartilhamentos aconteciam apenas via m\u00e1quinas de xerox e fax.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ent\u00e3o, n\u00e3o demorou muito para que o nome de Vogler ficasse associado ao nome de Campbell, Star Wars e \u00e0 Jornada do Her\u00f3i.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Tamb\u00e9m n\u00e3o demorou para que algu\u00e9m tentasse assumir os cr\u00e9ditos pelo seu trabalho.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O chefe de produ\u00e7\u00e3o do est\u00fadio, Jeffrey Katzenberg, encontrou uma c\u00f3pia do memorando e o recomendou em uma reuni\u00e3o de altos executivos. Por\u00e9m, os cr\u00e9ditos foram para um executivo, que removeu a folha de rosto original e enviou o documento em seu nome.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Felizmente, Christopher Vogler ficou sabendo disso bem r\u00e1pido e fez quest\u00e3o de escrever uma carta para Katzenberg, contestando o que havia acontecido, assumindo os cr\u00e9ditos pelo memorando e pedindo para ter uma participa\u00e7\u00e3o maior no processo de cria\u00e7\u00e3o das hist\u00f3rias do est\u00fadio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A resposta foi um convite imediato para que Vogler assumisse um cargo no departamento de anima\u00e7\u00e3o, que havia sido recentemente reativado e emplacava um sucesso atr\u00e1s do outro, com filmes como A Pequena Sereia, A Bela e a Fera e Aladdin.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"297\" src=\"https:\/\/dimitrivieira.com\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Frame-495-11.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-5218\" srcset=\"https:\/\/dimitrivieira.com\/dimitri26\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Frame-495-11.png 600w, https:\/\/dimitrivieira.com\/dimitri26\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Frame-495-11-150x74.png 150w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E tamb\u00e9m havia uma empolga\u00e7\u00e3o enorme em torno do pr\u00f3ximo projeto da Disney, que seria Pocahontas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas Vogler foi trabalhar no que era visto como o <em>time B<\/em>, num projeto que, at\u00e9 ent\u00e3o, tinha o nome de <em>Rei da Selva<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.thegoldentake.com\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/293771-1.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele ainda n\u00e3o sabia t\u00e3o bem o tamanho da influ\u00eancia de seu memorando, mas encontrou logo de cara um quadro de corti\u00e7a oficial da Disney Animation, onde estava fixado o <em>storyboard<\/em> inteiro para o <em>Rei da Selva<\/em> \u2014 com 12 etapas fixadas como esp\u00e9cies de placas de sinaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Suas 12 etapas da Jornada do Her\u00f3i, que deram origem ao livro <strong><a href=\"https:\/\/amzn.to\/3mgjO2f\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u201cA Jornada do Escritor: Estrutura M\u00edtica para Escritores\u201d<\/a><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O resto \u00e9 hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ali\u00e1s, <strong>s\u00e3o hist\u00f3rias. Muitas delas voc\u00ea provavelmente conhece.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E se voc\u00ea me perguntar se a jornada do her\u00f3i funciona ou n\u00e3o, a resposta estava na capa do artigo o tempo inteiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tem boas chances que voc\u00ea j\u00e1 conhe\u00e7a a Jornada do Her\u00f3i, ou pelo menos tenha ouvido falar nela \u2014 especialmente se clicou neste artigo. Sua vers\u00e3o reduzida em 12 etapas se tornou uma esp\u00e9cie de obsess\u00e3o no Marketing Digital e, muitas vezes, \u00e9 ensinada como se fosse a \u00fanica maneira de se contar hist\u00f3rias. At\u00e9 por isso, existe tamb\u00e9m um movimento contr\u00e1rio que insiste em apontar o dedo para a Jornada do Her\u00f3i e dizer que ela n\u00e3o funciona. Enquanto isso, \u00e9 bem raro acompanharmos uma discuss\u00e3o sobre a origem da estrutura que, hoje, se popularizou como a Jornada do Her\u00f3i. E essa hist\u00f3ria \u00e9 uma das melhores formas de responder se ela funciona de verdade, ou n\u00e3o, e como faz sentido aplic\u00e1-la. De b\u00f4nus, voc\u00ea ainda vai conhecer um exemplo pr\u00e1tico de constru\u00e7\u00e3o de marca pessoal usando o Marketing de Conte\u00fado. A busca pelas regras n\u00e3o escritas sobre como escrever um bom roteiro Conhe\u00e7a Christopher Vogler. Ap\u00f3s trabalhar alguns anos na FOX, em 1992, Vogler era Analista de Hist\u00f3rias na Disney e trabalhava no setor de live action sem grandes destaques, mas estava prestes a trabalhar num dos maiores filmes da hist\u00f3ria at\u00e9 ent\u00e3o: O Rei Le\u00e3o. Cada est\u00fadio em Hollywood tinha um batalh\u00e3o de pessoas atuando dessa forma \u2014 como ele pr\u00f3prio comenta em sua entrevista ao Bulletproof Screenwriting Podcast. Numa esp\u00e9cie de miss\u00e3o pessoal para facilitar sua pr\u00f3pria vida, ele decidiu encontrar algo que funcionasse como um guia para analisar os milhares de roteiros em seu trabalho. Hoje em dia, s\u00e3o tantas op\u00e7\u00f5es de livros sobre storytelling, que chega a ser dif\u00edcil escolher qual ler primeiro. Nessa \u00e9poca, por\u00e9m, n\u00e3o era t\u00e3o simples encontrar como estruturar uma narrativa a partir do que se deve incluir numa hist\u00f3ria e o que vale a pena evitar. Foi exatamente isso que Vogler encontrou quando ele descobriu o livro &#8220;O Her\u00f3i de Mil Faces&#8221;, de Joseph Campbell \u2014 que teve sua primeira vers\u00e3o publicada em 1949. Neste livro, Campbell constr\u00f3i o conceito do monomito a partir de uma extensa an\u00e1lise da mitologia, f\u00e1bulas e lendas. Nesse estudo, ele identificou uma sequ\u00eancia de etapas que os protagonistas passavam at\u00e9 completar sua jornada e se tornar um her\u00f3i. Antes, George Lucas j\u00e1 havia creditado o trabalho de Campbell na constru\u00e7\u00e3o do roteiro dos tr\u00eas primeiros filmes lan\u00e7ados da saga Star Wars e, claro, isso foi um grande refor\u00e7o para que Vogler aprofundasse seus estudos no monomito. Com os milhares de roteiros que tinha contato como Analista de Hist\u00f3rias, Christopher Vogler testou a estrutura de Campbell, originalmente com 17 etapas, que o ajudaram a ter um norte para verificar o que torna uma hist\u00f3ria interessante e emocionante para o p\u00fablico. Foi nesse momento que ele enxergou que tinha algo com um potencial gigantesco em suas m\u00e3os. Um viral na \u00e9poca dos compartilhamentos via xerox e fax Chegou o momento de adaptar de vez os conceitos e a estrutura de Campbell para o universo dos filmes e dos roteiros. As 17 etapas se tornaram 12 e Christopher Vogler fez quest\u00e3o de escrever sobre elas, em apenas 7 p\u00e1ginas, no formato dos memorandos corporativos bem populares na \u00e9poca, com o nome de Um Guia Pr\u00e1tico para o Her\u00f3i de Mil Faces. E fez isso de forma intencional, para criar um diferencial para seu pr\u00f3prio nome e incentivar as pessoas a falar sobre a jornada do her\u00f3i e, consequentemente, sobre ele. Esse memorando espalhou muito r\u00e1pido e viralizou numa \u00e9poca em que os compartilhamentos aconteciam apenas via m\u00e1quinas de xerox e fax. Ent\u00e3o, n\u00e3o demorou muito para que o nome de Vogler ficasse associado ao nome de Campbell, Star Wars e \u00e0 Jornada do Her\u00f3i. Tamb\u00e9m n\u00e3o demorou para que algu\u00e9m tentasse assumir os cr\u00e9ditos pelo seu trabalho. O chefe de produ\u00e7\u00e3o do est\u00fadio, Jeffrey Katzenberg, encontrou uma c\u00f3pia do memorando e o recomendou em uma reuni\u00e3o de altos executivos. Por\u00e9m, os cr\u00e9ditos foram para um executivo, que removeu a folha de rosto original e enviou o documento em seu nome. Felizmente, Christopher Vogler ficou sabendo disso bem r\u00e1pido e fez quest\u00e3o de escrever uma carta para Katzenberg, contestando o que havia acontecido, assumindo os cr\u00e9ditos pelo memorando e pedindo para ter uma participa\u00e7\u00e3o maior no processo de cria\u00e7\u00e3o das hist\u00f3rias do est\u00fadio. A resposta foi um convite imediato para que Vogler assumisse um cargo no departamento de anima\u00e7\u00e3o, que havia sido recentemente reativado e emplacava um sucesso atr\u00e1s do outro, com filmes como A Pequena Sereia, A Bela e a Fera e Aladdin. E tamb\u00e9m havia uma empolga\u00e7\u00e3o enorme em torno do pr\u00f3ximo projeto da Disney, que seria Pocahontas. Mas Vogler foi trabalhar no que era visto como o time B, num projeto que, at\u00e9 ent\u00e3o, tinha o nome de Rei da Selva. Ele ainda n\u00e3o sabia t\u00e3o bem o tamanho da influ\u00eancia de seu memorando, mas encontrou logo de cara um quadro de corti\u00e7a oficial da Disney Animation, onde estava fixado o storyboard inteiro para o Rei da Selva \u2014 com 12 etapas fixadas como esp\u00e9cies de placas de sinaliza\u00e7\u00e3o. Suas 12 etapas da Jornada do Her\u00f3i, que deram origem ao livro \u201cA Jornada do Escritor: Estrutura M\u00edtica para Escritores\u201d. O resto \u00e9 hist\u00f3ria. Ali\u00e1s, s\u00e3o hist\u00f3rias. Muitas delas voc\u00ea provavelmente conhece. 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