{"id":419,"date":"2019-07-17T01:10:21","date_gmt":"2019-07-17T01:10:21","guid":{"rendered":"https:\/\/dimitrivieira.com\/?p=419"},"modified":"2021-05-12T20:34:53","modified_gmt":"2021-05-12T20:34:53","slug":"muito-mais-importante-que-contar-boas-historias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dimitrivieira.com\/muito-mais-importante-que-contar-boas-historias\/","title":{"rendered":"Muito mais importante que contar boas hist\u00f3rias \u00e9 viv\u00ea-las e constru\u00ed-las na pr\u00e1tica"},"content":{"rendered":"\r\n
Qual seria a sua rea\u00e7\u00e3o, ao ler um livro, se voc\u00ea descobrisse que o suposto autor n\u00e3o foi quem de fato escreveu a obra?<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n
Recentemente, passei por essa sensa\u00e7\u00e3o enquanto lia All marketers are liars<\/em><\/a>, de Seth Godin.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n Felizmente, era apenas um experimento do autor<\/strong> para evidenciar a frustra\u00e7\u00e3o causada por uma hist\u00f3ria contada sem ser vivenciada na pr\u00e1tica.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n \u201cQuando voc\u00ea descobre que o livro foi escrito por outra pessoa \u2014 de quem voc\u00ea nunca ouviu falar \u2014 \u00e9 uma hist\u00f3ria completamente diferente, n\u00e3o \u00e9? As ideias s\u00e3o as mesmas, mas a mentira \u00e9 diferente. E a mentira \u00e9, pelo menos, t\u00e3o importante quanto as ideias no livro. (Seth Godin)\u201d<\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n Ao trabalhar com Storytelling, n\u00e3o h\u00e1 nada mais perigoso que construir sua marca com base em hist\u00f3rias falsas.<\/strong> Em algum momento, isso vem \u00e0 tona e as consequ\u00eancias s\u00e3o dr\u00e1sticas.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n Como primeiro exemplo, basta lembrar da Rawvana, a influenciadora vegana que foi filmada comendo peixe<\/a> e se viu diante de uma enorme crise de imagem.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n Essa situa\u00e7\u00e3o pode acontecer com marcas pessoais, no marketing de uma empresa e tamb\u00e9m no universo da m\u00fasica.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n No \u00e1lbum Lemonade, lan\u00e7ado em 2016, Beyonc\u00e9 contou com 72 escritores para compor as m\u00fasicas.<\/strong> Com a letra de uma \u00fanica can\u00e7\u00e3o chegando a creditar 15 pessoas diferentes.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n Isso prejudicou a imagem dela como artista?<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n N\u00e3o, pelo contr\u00e1rio. Ao trabalhar com tantos outros escritores, ela teve maior liberdade para atuar na produ\u00e7\u00e3o das m\u00fasicas. Ou seja, cada detalhe do \u00e1lbum teve o toque de Beyonc\u00e9<\/strong> \u2014 o que n\u00e3o seria poss\u00edvel caso ela tivesse se dedicado para assumir total autoria das letras.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n E ao dar cr\u00e9dito para todos os envolvidos, ela deixou claro que a obra tratava-se de uma colabora\u00e7\u00e3o<\/strong>, al\u00e9m de dar a merecida visibilidade para os escritores.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n Agora, imagine o que poderia acontecer se ela tivesse escolhido usar os escritores como ghostwriters<\/em>.\u00a0<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n Isto \u00e9, caso a Beyonc\u00e9 escolhesse pagar cada um dos 72 autores para que colaborassem com o \u00e1lbum na condi\u00e7\u00e3o de que ela seria a \u00fanica autora creditada. Em algum momento, isso poderia vir \u00e0 tona, n\u00e3o acha?<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n Pois foi exatamente o que aconteceu com o rapper Drake.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n Em 2015, surgiu a not\u00edcia que ele trabalhava com ghostwriters <\/em>em suas m\u00fasicas, apesar das letras extremamente pessoais do cantor. Quando ele finalmente decidiu se manifestar sobre o assunto, foi para dizer que \u201cm\u00fasica pode ser um processo colaborativo<\/a>\u201d.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n Desde ent\u00e3o, sua reputa\u00e7\u00e3o passou por um baque e sua imagem continua sendo associada ao caso. Isso porque, em sua carreira, Drake contava a hist\u00f3ria de que era o \u00fanico respons\u00e1vel por escrever suas letras, mas a pr\u00e1tica provou o contr\u00e1rio<\/strong>.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n Ou seja, a m\u00fasica pode sim ser um processo colaborativo, desde que se aja como tal: trabalhe com outros 72 escritores e lhes d\u00ea os devidos cr\u00e9ditos que n\u00e3o h\u00e1 problema algum. Mas um \u00fanico escritor descreditado pode ser o suficiente para comprometer sua imagem.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n Al\u00e9m do experimento citado na introdu\u00e7\u00e3o, Seth Godin traz um excelente exemplo de como n\u00e3o usar o Storytelling no Marketing<\/strong>: Lennox e seu \u201cgaroto propaganda\u201d.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n Para criar um clima de familiaridade e proximidade com seu p\u00fablico, a Lennox apostou na imagem de seu fundador: Dave Lennox.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<\/figure>\r\n<\/div>\r\n\r\n\r\n\r\n
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O dilema dos ghostwriters<\/em> na m\u00fasica<\/h2>\r\n\r\n\r\n\r\n
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Uma falsa hist\u00f3ria no marketing<\/h2>\r\n\r\n\r\n\r\n