Marketing Digital – Dimitri Vieira https://dimitrivieira.com Escrita Criativa, Storytelling e LinkedIn para Marcas Pessoais Mon, 05 Jun 2023 13:48:47 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 https://dimitrivieira.com/wp-content/uploads/2022/05/cropped-Frame-9-1-80x80.png Marketing Digital – Dimitri Vieira https://dimitrivieira.com 32 32 Ted Lasso: uma piada interna entre amigos que fez história, coleciona prêmios e cases de marketing https://dimitrivieira.com/ted-lasso/ https://dimitrivieira.com/ted-lasso/#respond Mon, 05 Jun 2023 13:48:46 +0000 https://dimitrivieira.com/?p=9343 Ted Lasso já fez história: quebrou recordes com 20 indicações ao Emmy em 2021 e coleciona 2 Emmys de Melhor Série de Comédia, que venceu com sua 1ª e 2ª temporadas.

É uma das melhores séries de comédia que temos hoje. Mais do que isso, como a Isabela Boscov resumiu com perfeição, “meia hora de Ted Lasso todo dia, e o mundo parece melhor”.

No exato momento em que escrevo este texto, o último episódio da 3ª temporada e também da série já está disponível. Chegou a hora da despedida.

Uma escolha corajosa, diga-se de passagem, para finalizar a trama no ápice em vez de prolongar por várias temporadas apostando no retorno financeiro.

Poderíamos conversar sobre ela por várias perspectivas diferentes:

  • a estrutura narrativa da série;
  • sobre como é uma série ambientada no futebol, mas não é nada sobre futebol;
  • a lista de cases de Marketing;
  • se preferir, podemos ir pro lado das lições de vida, carreira e empreendedorismo que aprendemos com Ted Lasso.

Aliás, ainda bem que os caçadores de posts fáceis e motivacionais ainda não descobriram essa série, porque o que renderia de pauta não é brincadeira. Por enquanto, estamos em paz para apreciá-la.

Mas a história de origem de Ted Lasso é um espetáculo à parte no meio de tudo isso.

E acredito que ela também diz muito sobre a série.

Uma piada interna entre amigos que foi longe demais

O protagonista da série nasceu há mais de 20 anos.

Na época, Jason Sudeikis e Brendan Hunt faziam parte de um clube de comédia em Amsterdam, e os dois conversavam bastante sobre futebol.

Brendan Hunt (Coach Beard) e Jason Sudeikis (Ted Lasso).

Com um detalhe: Sudeikis não sabia nada sobre o esporte e foi aprendendo com Hunt, enquanto jogavam FIFA e usando comparações americanas entre times e jogadores europeus.

Geralmente, este seria o momento em que eu apresentaria uma breve sinopse para quem não conhece nada da série. Mas não será necessário, porque a 1ª aparição oficial do Ted Lasso, 7 anos antes da estreia da série, vai facilitar bastante meu trabalho.

Em 2013, a NBC havia acabado de pagar U$ 250 milhões pelos direitos da Premier League para transmitir os jogos nos EUA.

Só havia um grande problema: os americanos não sabiam nada sobre futebol.

Seria necessária uma grande campanha para divulgar a novidade e, como Jason Sudeikis era um rosto bem familiar por conta da sua participação no Saturday Night Live, a emissora decidiu contratá-lo para ser a cara dos anúncios da transmissão da Premier League.

Sudeikis então resgatou a ideia que teve com Brendan Hunt, que também estrelou os comerciais ao seu lado, e o mundo conheceu Ted Lasso.

Um treinador de futebol americano que acaba se tornando treinador de futebol em Londres, com direito a todos os trocadilhos e desencontros possíveis entre — para os americanos — o soccer e o football.

Nessa “1ª edição”, Ted Lasso treina o Tottenham e a campanha rapidamente se tornou um clássico cult, com alguns vídeos publicados atraindo +28 milhões de visualizações orgânicas para a NBC.

Só em 2017 Sudeikis e Hunt uniram-se ao criador de “Scrubs”, Bill Lawrence, para transformar Ted Lasso numa série e, depois de vários “nãos”, conseguiram que a Apple TV apostasse na trama.

E foi somente no dia 14 de agosto de 2020 que a série fez sua estreia e Ted Lasso embarcou num avião para Londres, para treinar o time fictício AFC Richmond.

Entre muitas coisas, Ted Lasso é o trabalho de dois grandes amigos que se conhecem há mais de duas décadas e têm a sorte de trabalhar com o que amam.

Poderia ter sido só uma piada interna.

Poderia ter sido só uma campanha comercial.

Ainda bem que não foi.

E como diria o clichê, o resto é história.


Para os marketeiros e curiosos de plantão

Não resisti e precisei listar alguns dos cases de marketing e feitos colecionados por Ted Lasso, que podem até te convencer que o AFC Richmond jamais foi obra da ficção.

1.

Logo no início da produção da 3ª temporada, a Nike anunciou oficialmente que seria a nova fornecedora esportiva do time fictício e substituiu a fictícia Verani Sports.

2.

A série também fez um acordo com a EA Sports para o AFC Richmond estar no FIFA 23, tendo seus uniformes, jogadores e estádio totalmente licenciados no jogo.

Além, é claro, de seu técnico.

3.

Com o patrocínio da Nike dentro da série, o próximo passo para tornar o AFC Richmond ainda mais real não demoraria tanto assim e, em março de 2023, foi lançada uma coleção oficial dos uniformes da série.

4.

Vídeos como esse, que conta com um dos personagens principais da série, Jamie Tartt, enfrentando um jogador do Borussia Dortmund, Jude Bellingham, no FIFA.

5.

Quantas séries você conhece que ganharam um teaser como esse da Nike anunciando seu último episódio?

6.

Como cereja do bolo, Ted Lasso e AFC Richmond ainda são bastante ativos no Twitter e, se eu usasse a rede, certamente seguiria o técnico americano.

“Alguns anos atrás, embarquei em um avião com o Coach Beard rumo a uma pequena cidade em Londres. Hoje à noite, jogamos nossa última partida. É como falo sobre os filmes de David Lynch. Eu não sei dizer o que está acontecendo, mas com certeza eu não quero que acabe.”

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Tudo em nome dos cliques: vale a pena apostar todas suas fichas em um “viral”? https://dimitrivieira.com/tudo-por-um-viral/ https://dimitrivieira.com/tudo-por-um-viral/#respond Wed, 03 May 2023 00:28:05 +0000 https://dimitrivieira.com/?p=9080 2 milhões e 800 mil pessoas. Um único post.

É cada vez mais comum vermos pessoas ostentando métricas assim, não é? Agora, o que esses números te contam?

Esse foi o resultado de um conteúdo meu e já vamos falar sobre ele.

Primeiro, precisamos conversar sobre o fenômeno que se tornou viralizar nas redes sociais. Numa era em que 75% dos jovens brasileiros sonha ser influenciador digital, ter um post viral se tornou o pote de ouro do outro lado do arco-íris.

Todos os dias, conhecemos uma nova história de alguém que explodiu depois de um único post alcançar milhares de pessoas. É o novo “estourou da noite pro dia”.

Para muitas pessoas, viralizar se tornou um caminho. Para outras, mais do que trajetória, é a única finalidade de criar qualquer conteúdo.

Mas o que existe por trás de um viral?

Para começarmos essa conversa, poderia escolher vários exemplos: Luva de Pedreiro, Lil Nas X ficando milionário do dia para a noite graças ao TikTok, Anitta conquistando o topo do Spotify Global com uma música lançada meses atrás que — adivinha? — viralizou nas redes sociais.

Preferi escolher um exemplo que conheço bem e que aconteceu antes da rede social das dancinhas nascer.

O nascimento de um viral

3,4 bilhões de visualizações. Esse é o número atualizado do clipe de uma música publicado no YouTube em 2012, de um cantor folk, que continua no Top 30 vídeos do YouTube até hoje.

Na época, o compositor já fazia seus shows, mas passava boa parte do tempo como um artista de rua, apresentando-se com a capa do violão sempre aberta para receber uns trocados e com algumas cópias de seus CDs à venda.

Nessa fase da carreira, ele convivia com muitas pessoas de origens e histórias diferentes. Nas ruas, praças e em hostels.

Muitas dessas histórias acabaram se tornando algumas das minhas músicas preferidas que ele escreveu.

Talvez, quem sabe, alguma delas seria seu grande hit que o tornaria mundialmente conhecido e faria com que ele não precisasse mais ser um artista de rua?

Não foi o que aconteceu.

Mike Rosenberg, mais conhecido como Passenger e mais conhecido ainda como cantor de Let Her Go, escreveu uma música que ele próprio descreve como uma canção clichê sobre um término de relacionamento.

Foi ela que alcançou o topo em 16 países, mais de 3 bilhões de pessoas no YouTube e chegou a ser o vídeo mais assistido na história da Austrália.

Como um bom fã chato, é claro que aprendi a detestar Let Her Go e, sempre que posso, faço questão de passar a música. Então, aqui, não teria como fazer diferente.

Em vez de um vídeo dela, prefiro te mostrar esse abaixo, mas tem um motivo especial (além do cover maravilhoso de Don’t Think Twice, it’s Alright do Bob Dylan).

Esse vídeo foi gravado por alguém que passava pelas ruas de Hamburgo, no dia 17 de junho de 2012. Um mês antes do futuro hit do cantor ser postado.

É maravilhoso apertar o play e imaginar que o Mike do vídeo não fazia ideia que sua vida mudaria tanto em tão pouco tempo.

Fica ainda melhor se você conhece mais do trabalho do cantor.

A música autoral que ele canta, Words, somente seria lançada oficialmente em um álbum 3 anos depois, no excelente Whispers II. Isso é só um pequeno exemplo do repertório gigantesco do cantor, que lançou 14 álbuns na carreira até o momento.

Também é impressionante como a essência da sua performance em shows é a mesma do vídeo. Tive o prazer de ver três shows dele ao vivo e, inclusive, dois deles tiveram abertura do Stu Larsen — o mesmo cantor que o acompanha nessa gravação.

Let Her Go nunca foi fabricada para viralizar. Era apenas a próxima música — como ele sempre faz questão de contar após tocá-la em shows.

O que os números (não) contam?

Agora que o artigo ganhou uma trilha sonora, podemos voltar para o post de 2 milhões e 800 mil pessoas.

Era novembro de 2022, dia da estreia do Brasil na Copa do Mundo, o jogo mal tinha acabado e as redes sociais já estavam abarrotadas com histórias de superação e lições de moral inspiradas no gol do Richarlison.

Na época, estava divulgando meu trabalho e o curso de LinkedIn para Marcas Pessoais numa frequência maior. Decidi dar um respiro e, em vez de falar do gol do Brasil, decidi escrever sobre o canal onde assisti ao jogo: a estreia do Casimiro na transmissão da Copa.

Um texto rápido que não me tomou 10 minutos, uma pesquisa por uma foto do Cazé e pronto. O que seria apenas um respiro se tornou um dos meus posts com maior alcance no LinkedIn.

Em vez de teorizar sobre os motivos de ter tomado essa proporção toda, vamos nos ater aos números e aos resultados.

2 milhões e 800 mil.

Chama bastante atenção, rende um belo slide em apresentações para falar sobre o alcance orgânico do LinkedIn e foi um belo cartão de visitas para novas pessoas conhecerem meu trabalho — especialmente porque direcionei o foco do texto para Creator Economy.

Mas resultados mesmo? Já tive conteúdos com 20 curtidas que me trouxeram cliente, mas ainda não descobri alguém que chegou especificamente por esse post do Cazé.

Na maioria das histórias contadas sobre virais, os números impressionam, mas não te contam a história toda — especialmente se contadas pelos autores dos virais.

Quando não tem um contexto, então, pode desconfiar sempre.

Não vou mentir, faz muito bem pro ego ter um post com um alcance desses e é justamente assim que a busca por um viral pode se tornar uma armadilha.

A armadilha da busca constante por um viral

Quando algo ganha uma lei, é fácil ver que o buraco é mais embaixo.

É o caso da placa de proibição inusitada que encontramos por aí: se ela existe, é porque já houve problemas o bastante com aquilo para justificar uma placa.

E graças a um artigo recente do Vitor Peçanha, descobri que existe uma lei para essa discussão:


“Quando uma medida se torna uma meta, ela deixa de ser uma boa medida.”

Charles Goodhart – 1975


Um exemplo dessa lei, que o Peçanha trouxe no texto, aconteceu na Índia durante o domínio britânico. Na tentativa de reduzir a população de cobras venenosas, os governantes passaram a pagar uma recompensa por cada cobra que os locais conseguissem capturar.

O resultado?

Em vez de apenas capturar cobras, não demorou para os indianos começarem a criar suas próprias cobras para aumentar suas rendas. Vendo que a situação piorava, os britânicos pararam de pagar pelos animais e os locais que criavam cobras em cativeiro soltaram todas na natureza.

É sedutor falar apenas de temas em alta para tentar repetir a dose de dopamina de um viral. Nessas horas, o criador de conteúdo do LinkedIn se torna especialista em carreira, mercado de trabalho e investe pesado em indiretas para a ex(empresa).

Eu poderia me tornar o “especialista em Casimiro”. O Passenger poderia apostar apenas em clichês românticos. E poderia — aliás, pode — funcionar.

Mas, se tudo o que você faz é tentar criar um viral, o que as pessoas vão encontrar quando chegarem em seu perfil? Uma miscelânea de temas em alta e frases de efeito?

Se milhares de pessoas conhecerem você dessa forma, vai surtir algum efeito positivo além da dose de dopamina? Porque, na melhor das hipóteses, um viral se torna um belo cartão de visitas para conhecerem seu trabalho.

Mas e quando o seu trabalho se torna viralizar?

Histórias de virais trazem uma visão distorcida pelo efeito da retrospectiva. Na maioria dos casos, o criador apenas fazia seu trabalho, em vez de fabricar virais.

Inverter essa ordem até pode funcionar, mas a busca desenfreada para viralizar a qualquer custo costuma trazer efeitos colaterais na identidade e na essência do criador.

Vale pagar esse preço para apostar todas as suas fichas em um viral?

O próprio Passenger dá a resposta em outra música.


“A única coisa que eu sei, a única coisa que me dizem é que tenho que me vender se quiser vender minha música. Não quero que o diabo leve minha alma. Escrevo músicas que vêm do coração e não dou a mínima se elas vão entrar nas paradas ou não. A única forma de ser verdadeiro é dizer o que eu vejo e não ter nenhuma sombra pairando sobre mim.

(…)

Não quero parar, não serei persuadido a escrever palavras nas quais não acredito para ver meu rosto em uma tela de vídeo.”

— “27”, Passenger


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A era da adjetivação https://dimitrivieira.com/a-era-da-adjetivacao/ https://dimitrivieira.com/a-era-da-adjetivacao/#respond Wed, 29 Mar 2023 12:36:00 +0000 https://dimitrivieira.com/?p=9093 Marketing humanizado, conteúdo humanizado, escrita humanizada, produtividade humanizada, RH humanizado.

Recursos Humanos… humanizado.

Não sei se você reparou, mas estamos numa espécie de era da adjetivação.

É como se as áreas não funcionassem mais sozinhas. Elas precisam de um adjetivo e, muitas vezes, esse adjetivo é “humanizado”.

Só que humanizar, por definição, é tornar algo humano, certo?

Isso torna a moda de adjetivar setores ainda mais complexa.

Quando você diz, por exemplo, que seu marketing é humanizado, você implicitamente diz que os outros não são.

É um apontar de dedo sutil para outras pessoas, que não aderiram à mesma moda, para dizer que seu trabalho é desumano.

Aqui, podemos entrar num dilema.

Acusar outras pessoas da mesma área que você dessa forma seria “Marketing Humanizado”?

O próprio conceito nasce como um paradoxo para mim e, por isso, você raramente vai me ver adjetivar alguma área dessa forma.

Mas acho que essa adjetivação é um reflexo de que fomos longe demais em vários aspectos.

Em alguns casos, produtividade se tornou preencher cada minuto livre com mais trabalho; e marketing se tornou vender a qualquer custo.

Mas nunca foi o sentido original.

Então, não precisamos “humanizar” nada disso.

Só precisamos entender qual foi o ponto que passamos do limite, dar um passo atrás e dizer: é daqui que eu começo.

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Se “todos os gurus são picaretas”​, posso ser seu novo guru? https://dimitrivieira.com/novo-guru/ https://dimitrivieira.com/novo-guru/#respond Fri, 17 Dec 2021 14:22:33 +0000 https://dimitrivieira.com/?p=6008 Uma situação curiosa é o que aconteceu com o termo “guru” nos últimos anos.

Antes, era uma expressão de respeito, para se referir à alguém que aconselha e funciona como guia. Basicamente, um mentor, mestre ou líder influente e respeitado.

Não sei dizer exatamente o momento que isso mudou, mas se tornou um termo pejorativo e passou a ser comum encontrarmos pessoas explorando o termo para se diferenciar dos “gurus”.

Basta dizer que você não pratica, ou não ensina, guruzices, guruzismos e outras variações.

Ou criticar abertamente os tais gurus.

Um fato curioso é que quase todas as críticas que vejo nesse formato não se dão o menor trabalho de explicar quem estão criticando.

E um fenômeno mais curioso passou a acontecer.

Quem seriam os tão falados (e criticados) gurus?

No início da semana, fiz um experimento em meu perfil no Instagram com uma caixa de pergunta, para o pessoal responder: o que você entende por guru, guruzices, guruzismos?

Algumas pessoas chegaram a ser tão específicas a ponto de citar nomes de “grandes gurus do marketing digital”.

Alguns retornos foram relacionados ao sentido original, com conotação positiva, mas quase todas as respostas foram negativas.

Picaretagem e fórmulas genéricas foram tendências entre as respostas curtas.

Também houve quem elaborou mais e minhas três preferidas foram:

  • Pessoa que se exibe como se estivesse falando algo novo, mas só copia conteúdo sem agregar nada da visão dele próprio. Não reflete sobre aquilo que já existe, só replica e repassa, porque o foco dele é mais a imagem que realmente ajudar outras pessoas;
  • Aquelas dicas infalíveis para sair do absoluto zero e vender milhões em 7 dias, que faz tudo parecer simples, só para você comprar o curso;
  • Guruzice é pejorativo. Me remete à mistificação do saber; venda de gato por lebre.

Para fechar, teve até sugestão de corrermos para as colinas: “se eu leio, corro. ‘100% online’ e ‘100% grátis’, também”.

Fiz questão de abrir a discussão com uma pergunta e deixar o pessoal falar, justamente para testar as sensações e experiências negativas que a palavrinha “guru” evoca.

(Se quiser conferir todas as respostas na íntegra, criei um destaque no meu perfil com o nome “guruzices?”)

Fazendo um compilado das respostas, o que seria o novo (e pejorativo) guru?

Diria que o termo nasce por conta de experiências ruins no ambiente online, através do consumo de conteúdo e, principalmente, com cursos online e infoprodutos.

Uma pessoa que se posiciona como especialista e entrega fórmulas prontas e conteúdos rasos, que transformam casos isolados e exceções em soluções universais. E, muitas vezes, trazem discursos e serviços desconectados da prática — quando ensinam algo que elas não praticam, ou dizem algo diferente do que fazem.

E advinha só o que passou a acontecer.

Se eu atacar seu guru antigo, posso tomar o lugar dele?

Uma palavrinha de quatro letras se tornou uma fórmula pronta para atacar fórmulas prontas.

Basta dizer “guru” e deixar que a pessoa do outro lado preencha com suas experiências negativas. Ou pior, atacar os gurus, genericamente mesmo, e deixar que o termo funcione como uma lacuna.

Um ataque a um inimigo comum que nem preciso conhecer. Basta entregar a fórmula e quem ler preenche a variável.

Em vez de entregar respostas prontas, deixa eu te perguntar: você acredita que usar fórmulas para atacar fórmulas é um discurso desconectado da prática?

No fim das contas, ao compartilhar suas ideias e impactar as pessoas, você se torna uma espécie de guru para elas — no sentido original da palavra.

Atacar guruzices se tornou uma forma de trilhar esse caminho: se todos os gurus são picaretas​, posso ser seu novo guru?

E o ponto é: atacar fórmulas prontas e conteúdos rasos usando fórmulas prontas e conteúdos rasos não seria um discurso desconectado da prática?

Não seria uma forma de transformar casos isolados em regras universais?

Mas a conotação negativa de guru não nasceu para criticar esses comportamentos?

Então, o que acontece quando criticar guruzices se torna uma guruzice?

Atacar o inimigo comum se tornou um nicho

Escolha sua rede social preferida.

Escolha um fenômeno ou pessoa com muita visibilidade.

Prepare seu arsenal de pedras e ataque, incessantemente.

Até você conquistar seu espaço por lá.

O ataque ao inimigo comum deixou de ser um posicionamento para mostrar seu ponto de vista, para se tornar um nicho de conteúdo.

Atirar pedras virou uma estratégia para atrair outras pessoas que façam o mesmo e, com as pedras atiradas, construir palcos.

Ataque os gurus por tempo o bastante e, logo, você também será um guru.

Por isso, quando vejo expressões como “absoluto zero”, “100% online e 100% gratuito”, “guru” e “guruzice”, minha percepção é a mesma.

Fórmulas genéricas querendo me empurrar algo, mesmo sendo termos extremos, e com intuitos muito parecidos.

Com uma grande diferença: somente os ataques aos gurus apelam para a polarização para promover uma imagem ou um serviço.

Apesar das inúmeras críticas e sensações negativas que o pessoal descreveu, incentivar pontos de vista extremos para se favorecer não apareceu entre as características do tal guru.

E como entregar respostas prontas é a última coisa que quero com esse texto, não tenho a menor pretensão de fechar dizendo que você “não deve criticar gurus”.

Em vez de escolher um lado, bater o martelo e ditar regras, prefiro perguntar: precisamos mesmo de tanta polarização?

Entre o 8 e o 80, por que não o meio-termo?

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4 lições que você pode “aprender” com (literalmente) qualquer filme ou série bem-sucedidos https://dimitrivieira.com/licoes-que-aprendemos-com-qualquer-filme/ https://dimitrivieira.com/licoes-que-aprendemos-com-qualquer-filme/#respond Wed, 21 Jul 2021 13:59:14 +0000 https://dimitrivieira.com/?p=4817 Basta surgir um novo fenômeno da Cultura Pop e a internet se torna um festival de aprendizados.

Tudo pode se tornar uma analogia ou mesmo uma lição de vida, de carreira e de empreendedorismo. É só escolher seu nicho.

Agora, uma lição que geralmente não entra para essas listas é que você pode aprender a maior parte desses aprendizados com qualquer filme ou série bem-sucedidos.

Talvez, até mesmo com algumas obras que não tiveram tanto sucesso.

Mas, se não tem sucesso e não tem hype para pegar carona, qual o sentido, não é mesmo?

Por isso, minha ideia com este texto é facilitar a vida dos produtores de conteúdo com 4 lições que podemos aprender com ___________ (insira o nome da série ou filme).

Eu vou preencher com Vingadores: Ultimato de exemplo, porque, com uma das maiores bilheterias de todos os tempos, tem boas chances que você tenha assistido ao filme e não preciso poupar spoilers.

Combinado?

1. A importância do planejamento estratégico

Um grande segredo aqui é que você pode considerar o planejamento para a realização da própria obra, ou de algo que acontece nela.

Se algo aconteceu e teve um final, geralmente conseguimos reduzir em três casos extremos:

  • foi muito bem-planejado e deu certo;
  • não foi tão bem-planejado e algumas coisas saíram do controle;
  • não teve planejamento e foi um fracasso (até certo ponto).

Se cobrir mais de um desses pontos, melhor ainda.

O Dr. Estranho, por exemplo, me ensinou a importância de analisarmos todos os possíveis cenários antes de agir.

2. Esteja preparado para as coisas darem errado

Esse tópico até poderia entrar no primeiro. Mas os melhores filmes e séries costumam ter aquele momento em que tudo parece caminhar para dar errado.

E aqui entra uma belíssima lição: por melhor que seja seu planejamento, as coisas ainda podem dar errado.

Em Vingadores: Ultimato, podemos jogar limpo e trazer uma versão light e sem spoilers dessa lição. Quando o plano de Thanos nos ensina isso bem no começo do filme: apesar de seu plano ter dado certo, os Vingadores encontrariam uma forma de revertê-lo.

Ou podemos pegar pesado.

Afinal, qual foi o personagem que mais se preparou para algo dar errado?

3. Seja resiliente

Esse é o próximo passo natural: se algo deu errado, foi preciso alguma mudança no plano.

E se houve alguma mudança drástica no plano, alguém precisou lidar com uma situação bem adversa e, provavelmente, precisou resistir ou até se sacrificar.

Aqui, você pode até escolher qual estalar de dedos usar de exemplo. Mas vou optar por um momento mais light e que vai render uma bela imagem para o artigo.

Quem foi mesmo que ergueu o Mjolnir (martelo do Thor) e lutou sozinho com o Thanos por alguns minutos?

4. Coloque um propósito na história

Essa costuma ser a cereja do bolo e é só escolher uma forma que o propósito de um personagem impactou a trama.

Temos vários caminhos por aqui:

  • um personagem com princípios inabaláveis costuma ter uma missão muito forte;
  • um personagem que se sacrifica, também;
  • e um personagem tão obstinado, a ponto de abrir mão do que ama para conquistar seus objetivos, também.

Então, para não repetir personagens e evitarmos entrar para o coro do discurso de “você precisa encontrar o seu propósito”, podemos falar do Thanos.

Porque aprendi com ele que ter um propósito muito bem definido não é garantia de sucesso. Nem mesmo quando você direciona todos os seus esforços nessa missão, a ponto de sacrificar até sua própria filha.

Para fechar, pontos extras se você conseguir incluir outros termos em alta no momento.

Bônus: a comunicação assertiva de Groot

Parece piada, mas pior que não é.

Apesar de muitas pessoas usarem “assertivo” como sinônimo de “estar certo”, assertividade é sobre ser enfático e firme no que você diz — independente de estar certo ou errado.

E quando o Groot fala, não faço a menor ideia do que ele quer dizer.

Mas, com a voz e a entonação do Vin Diesel, fica difícil não acreditar nele.

Pronto! Prometi 4 e entreguei 5 lições que aprendi exclusivamente com o filme dos Vingadores.

Agora, é só você escolher sua referência da cultura pop preferida, ou a que está em alta no momento, e preencher as lacunas.

Ou se preferir, pode me ajudar com mais tópicos que podemos aprender com (literalmente) qualquer filme ou série bem-sucedidos.

Qual lição você acrescentaria para a lista?

Disclaimer

Este artigo contém fortes doses de ironia e não deve ser levado tão a sério.

Se algum filme reforçou seu aprendizado sobre algo e você acredita que seja relevante, não deixe de escrever. A cena pós-crédito de Homem-Aranha: De Volta ao Lar, por exemplo, me ensinou sobre a importância da paciência.

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Tudo em nome dos cliques (e do dinheiro): no Marketing Digital, os fins realmente justificam os meios? https://dimitrivieira.com/marketing-digital-fins-justificam-os-meios/ https://dimitrivieira.com/marketing-digital-fins-justificam-os-meios/#respond Wed, 10 Feb 2021 14:39:39 +0000 https://dimitrivieira.com/?p=2118 Apesar de não falar muito sobre o mercado de produtos digitais e técnicas de escrita persuasiva por aqui, são temas que passei a estudar demais desde que lancei a primeira turma do meu curso, em junho de 2019.

Tanto que, em fevereiro de 2020, troquei de cargo na Rock Content e passei a trabalhar nos bastidores da Rock University, participando ativamente nos principais lançamentos e divulgações de cursos da empresa.

Se você recebeu algum email da Rock University no último ano, tem boas chances de eu ter alguma parcela de culpa por trás disso. E se você se inscreveu em algum curso, também.

Mas, neste artigo, quero falar com você sobre o que aconteceu com o mercado de produtos digitais nos últimos anos.

Desde que decidi me aprofundar nesse tema, desenvolvi um hobby de participar de lançamentos de cursos dos principais nomes do mercado.

Um hobby nada saudável, diga-se de passagem, mas passei a me inscrever em várias séries que prometiam entregar conteúdo 100% online e 100% gratuito.

Semana disso, intensivão daquilo, o jogo de sei lá o quê… e por aí vai. Participei de vários eventos como esses para desconstruir e entender melhor como funcionam os processos de venda.

E, principalmente, porque continuava otimista em encontrar alguém que quebrasse o padrão do discurso enlatado que essas séries costumam trazer.

Até então, encontrei diversos nomes que prometeram fazer isso, mas que realmente cumpriram com o discurso foram bem poucos, viu?

Se você já participou de alguma série como essas, não costuma ser difícil reconhecer o discurso. O roteiro não muda tanto e até as palavras costumam ser as mesmas, trazendo sempre o exemplo de uma história de sucesso real de alguém que saiu do absoluto zero.

Com bastante ênfase em real e absoluto zero, porque aparentemente são palavras poderosas.

A grande questão é que, para algo ser replicado à exaustão a ponto de se tornar um clichê, é sinal que funciona.

E lembra daquela clássica frase do Maquiavel: “os fins justificam os meios”?

Quando o fim é financeiro, a coisa fica feia

Aqui, preciso dizer que tenho perfeita consciência que sou um peixe muito pequeno nesse mercado e dificilmente esse texto vai surtir algum efeito.

Aliás, para quem olha apenas o retorno financeiro, um print dos resultados de um lançamento seguindo esses moldes enlatados já invalidaria meu artigo.

Dos resultados financeiros, não tenho como discordar. Mas não consigo concordar com os meios.

Diria que nem o próprio Nicolau Maquiavel concordaria, porque acredite: ele nunca escreveu a tal frase.


“Vasculhem as obras de Nicolau Maquiavel. Revirem-nas e me digam onde está a famosa frase ‘os fins justificam os meios’, tão comumente atribuída ao autor. Poupar-lhes-ei o tempo: não está (…) Maquiavel jamais poderá ser reduzido à simplória compreensão de que os fins justificam os meios. É um autor muito mais complexo que busca na história os exemplos para criar uma espécie de manual para a estabilidade de um Estado.”

— Matheus Leone, Eu inocento Maquiavel!


Mas isso entra apenas como uma curiosidade extra para nossa conversa.

Se Maquiavel disse isso ou não, pouco importa. O mercado de produtos digitais continua levando essa máxima a sério.

Entre as inúmeras aulas e lançamentos que acompanhei nos últimos anos, um discurso representa bem isso: “para convencer alguém, você precisa dizer seja lá o que essa pessoa quer ouvir, para, então, entregar o que ela precisa”.

Dizer seja lá o que ela quer ouvir.

Impossível não lembrar do seguinte trecho de It’s Alright, Ma, do Bob Dylan:


Anúncios te convencem a pensar que você é o único, que pode fazer o que nunca foi feito, vencer o que nunca foi vencido. Enquanto isso, a vida lá fora continua à sua volta.”

— Bob Dylan, It’s Alright Man (I’m only bleeding)


E do que a pessoa precisa mesmo?

Copywriting: o que deveria ser e o que se tornou

Se você não é familiar com o termo Copywriting, podemos resumi-lo como a técnica de escrita com foco em persuadir e convencer o leitor (ou interlocutor) a tomar uma ação. Basicamente, é vender através das palavras.

Persuadir.

Não iludir, nem manipular.

Um discurso persuasivo trabalha para convencer alguém a se mover na direção de algo que ela própria já precisava. Enquanto um discurso manipulador pinta o que será entregue como uma potencial solução para todas as dores e dificuldades que uma pessoa tem.

Bastante destaque para o potencial, porque é ali que mora a raiz dos problemas.

Lembra da ideia de dizer o que a pessoa quer ouvir para, então, entregar o que ela precisa? Entregar o que ela precisa, ou seria “o que eu preciso que ela precise”?

Muitas vezes, dizer o que as pessoas querem ouvir é pintar uma história com começo e fim — ignorando o meio de forma proposital, ou segundo ato, porque é o momento da narrativa onde as dificuldades aparecem.

É a transformação, sem as dores da jornada.

É a Odisseia, sem a odisseia.

E a ideia é bem simples: fazer as pessoas imaginarem o futuro que elas querem conquistar, em conflito com o presente que elas querem evitar.

Se o produto vendido entrega essa transformação ou não, é a grande pergunta.

Só que, em alguns casos, as promessas vão tão longe — mas tão longe — que fica fácil prever que não serão entregues.

Um dos melhores exemplos que testemunhei foi uma série online que prometia solução para um mundo pós-pandemia.

Agora, pensa comigo: o que poderia ser entregue para atender essa promessa? Como era um evento online, dificilmente seria a vacina.

Se você cutuca a ferida sem entregar a cura, a única dor solucionada é o bolso do especialista por trás da promessa.

Como o Seth Godin definiu perfeitamente no excelente livro All Marketers are Liars:


“Uma fraude é um discurso usado no Marketing que, ao ser revelado como uma história, deixa quem acreditou nela com raiva. É enganoso. Uma fraude é uma história contada unicamente para beneficiar quem está por trás do Marketing. Uma fraude é marketing com efeitos colaterais.”

Seth Godin, All Marketers are Liars


A preguiça criativa por trás dos discursos enlatados

Esse é outro ponto que me incomoda demais como produtor de conteúdo, mas que tem um lado bom.

Os próprios produtores praticamente colocam um rótulo em seus lançamentos para anunciar que eles seguem essas fórmulas prontas.

“Absoluto zero” é um exemplo fantástico para a preguiça criativa que existe nos bastidores desse mercado.

Jogue a expressão no Google, com as aspas para refinar sua busca, e dê uma olhada no que aparece.

O primeiro resultado fala de zero absoluto (-273,15º C), mas todos os outros falam de algo relacionado ao mercado de produtos digitais e cursos online. Repare também que, entre os três primeiros resultados, dois trazem ZERO em caixa alta:

  1. Curso React + Redux: Fundamentos e 2 Apps do Absoluto Zero
  2. Algoritmo e Lógica de Programação do Absoluto ZERO
  3. Do absoluto ZERO à Policia Federal – Estratégia Concursos

E a explicação é simples.

“Absoluto zero” não é uma expressão que usamos naturalmente e, fora do contexto de infoprodutos, dificilmente ela aparece em outra situação.

Talvez ela tenha vindo do inglês, com o Jeff Walker — o criador da Fórmula de Lançamento — e ninguém se deu o mínimo trabalho de adaptá-la para o português.

Existem também outros termos que funcionam como rótulos dessa mesma forma. Por exemplo: “100% gratuito” e “uma história de sucesso real”.

De novo, são expressões bem raras de aparecerem fora do contexto de mercado de infoprodutos e, nesse caso, elas ainda escancaram algo um tanto complicado.

A ideia é enfatizar ao máximo a gratuidade e a veracidade, mas pode ser um tiro no pé se comunicar dessa forma.

Primeiro, porque não faz sentido falar em 100% gratuito. Ou você já viu algo que fosse 75% gratuito?

Segundo, porque atos falhos ou situações incomuns são atribuídas ao subconsciente e recebem o nome de parapraxia na psicanálise. Especialmente quando repetidas à exaustão, elas dizem muito mais sobre o produtor do que ele imagina.

Quando ele insiste em bater na tecla que é gratuito, é porque ele quer te vender algo.

E quando insiste em enfatizar que uma história é real… bom, digamos que ela pode não ser.

Nesse contexto, uma música da banda Goldfinger vem à minha cabeça na mesma hora. Lançada nos anos 2000, Spokesman foi direcionada para criticar a falta de autenticidade e dignidade no cenário musical promovido pela MTV.

Hoje, ela se encaixa como uma luva para todo esse cenário:


“O que aconteceu com a dignidade? Ela foi embora de novo? Como alguma tendência ultrapassada?

(…)

O que aconteceu com a honestidade? Eu não a vejo no Top 10.

(…)

O que aconteceu à integridade? Eu não a vejo na MTV. Tudo que eu vejo é coreografia e eu nunca vou ser um dançarino.

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Tem algo errado na forma que encaramos o Networking https://dimitrivieira.com/networking-algo-errado/ https://dimitrivieira.com/networking-algo-errado/#respond Wed, 08 May 2019 17:36:00 +0000 https://dimitrivieira.com/?p=4199 Todos temos o desejo de conhecer e nos conectar com novas pessoas que irão nos ajudar a conquistar nossos sonhos e crescer.

Mas tem um pequeno problema: muitas vezes, fazemos isso errado.

Existem encontros e eventos com o único objetivo de proporcionar Networking para os participantes.

Cheguei a participar de alguns e é interessante que eles costumam ter dois pontos em comum:

  1. Em um certo momento, acionamos o bluetooth, abrimos o LinkedIn e adicionamos todos que estão ao seu redor;
  2. Antes de finalizar, nos reunimos para uma foto.

Então, nos despedimos brevemente enquanto nos esforçamos para lembrar o nome dos demais participantes e cada um segue seu rumo, com alguns números a mais no LinkedIn e uma afirmação:

Fiz Networking.

Mas será que fizemos mesmo?

Acredito que existem três grandes problemas nesse formato de Networking:

1. Foco excessivo na primeira pessoa

Não falo sobre uma questão gramatical, mas de interesse.

O Networking ideal se baseia numa influência mútua: quando ocorre comunicação com plena atenção de ambas as partes e, a partir dessa conversa, nasce algo — que pode ser uma nova oportunidade, uma parceria ou a construção de um relacionamento.

Não é algo unilateral.

Quando olhamos apenas para o que a outra pessoa pode nos oferecer, nos tornamos puramente interesseiros. Em vez de trabalharmos nossa rede de contatos, acabamos despertando desconfiança e afastando a outra pessoa.

Então, evite buscar ser ajudado e pedir favores. Passe a procurar servir e ajudar outras pessoas — funciona muito melhor.

2. Ilusão com as métricas de vaidade

Curtidas, visualizações e o total de conexões são números que alimentam o seu ego — não necessariamente o seu Networking.

Um número grande de conexões não garante que as pessoas estejam interagindo com você, que respeitam sua marca e nem ao menos que se lembram quem é você.

Além disso, Networking não é sobre quem você tem na sua lista de contatos. Como muito bem dito pelo Marc Tawil:

“Networking não é sobre quem você conhece. Mas sobre quem conhece você — e te chancela. ( Marc Tawil)”

3. Uma conexão sem ação acaba esquecida

Após solicitar uma nova conexão, o Networking não está feito. Na melhor das hipóteses, esse é o ponto de partida, pois o que segue sim é a real conexão.

Deve haver interação.

Deve haver prestação de ajuda, sem fazê-lo esperando por algo em troca.

E qual a melhor forma de se fazer isso em larga escala?

O melhor Networking possível é a produção de conteúdo

Com artigos ou publicações no feed, você permite que sua rede descubra as afinidades que tem com você, além de promover verdadeiros diálogos com os leitores — e entre eles.

Ao começar a fazer isso com frequência, vai notar a construção de relacionamentos e amizades.

Ao continuar, você acaba colaborando com a construção de uma comunidade disposta a conversar sobre os mesmos temas que você.

Esse sim é um momento digno de afirmar:

Fiz Networking.

Claro que isso não invalida os eventos de Networking, pois são excelentes oportunidades de conhecer ou reencontrar pessoas com interesses em comum, fazer negócios e amizades.

Mas, caso seu único objetivo com eles seja “fazer Networking” com base em novas conexões e tirar uma foto, economize seu dinheiro. Economize também seu bluetooth e sua bateria. Invista em conteúdo.

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Tudo o que fazemos e escrevemos é marketing. Resta saber se você está fazendo isso bem https://dimitrivieira.com/tudo-que-fazemos-e-marketing/ https://dimitrivieira.com/tudo-que-fazemos-e-marketing/#respond Wed, 19 Dec 2018 16:51:00 +0000 https://dimitrivieira.com/?p=4174 Por muito tempo, acreditei que marketing era tudo aquilo que é oferecido em um momento inadequado e de forma inapropriada.

Uma ligação de telemarketing durante o almoço para te oferecer um novo plano com o triplo da sua internet atual, quando você não gasta nem metade dela.

Uma abordagem inoportuna ao caminhar na rua para coletar doações, que não te deixa desconfortável o bastante para ser grosseiro. Mas te faz contar cada segundo até chegar o momento onde você pode, finalmente, afirmar não ter dinheiro e seguir o seu caminho.

Um anúncio no YouTube tão longo que te faz repensar se você precisa realmente assistir àquele clipe, ou se ouvir a música no Spotify já não seria o bastante.

Um webinar no melhor estilo João Kleber, que te enrola por quase uma hora e, ao final, anuncia uma oferta inédita prestes a se esgotar — com outras três seções do mesmo webinar já anunciadas para a semana.

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

Ou então um artigo com tantos hiperlinks que o faz parecer ter sido pintado de azul por mera questão de design. Até que você decide passar o mouse pelo texto e percebe que dá pra contar na mão as palavras não clicáveis.

Agora, entendo que essa é apenas uma forma de marketing — também conhecida por inconveniência.

Tudo o que fazemos é marketing

Cada um dos exemplos mencionados são sim estratégias de marketing.

Assim como qualquer postagem feita em redes sociais, incluindo uma foto tomando cerveja no Instagram ou um tweet falando sobre seu trabalho.

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

Se ela conta a seu favor ou não, depende da sua abordagem e da mensagem que você deseja transmitir. O presidente Lula, por exemplo, teve um efeito positivo com imagens dele próprio consumindo cachaça, pois isso o aproximava ainda mais das classes populares.

Sobre seu posicionamento online, é válido refletir se a imagem que você transmite está de acordo com seus ideais e o que você tem a oferecer; e isso diz respeito à sua marca pessoal — o Personal Branding.

Porém, vou ainda mais longe e afirmo que, mesmo que você não tenha uma presença digital ativa e não faça alarde algum sobre seu desempenho profissional, tudo o que você faz continua sendo marketing.

Ao bater suas metas e entregar projetos impecáveis aos seus clientes de forma discreta, você está investindo em uma das estratégias mais eficazes: o marketing de referência.

Dessa forma, ao cumprir o seu papel e propósito trabalhando, a divulgação acaba ficando por conta do boca a boca. E diante de um cenário onde os micro-influenciadores ganham cada vez mais força, uma recomendação pessoal vale muito.

Assim, o melhor marketing para um escritor é um best-seller.

Para um cirurgião, uma operação bem-sucedida e de recuperação tranquila para o paciente.

E para um especialista em mídias sociais, um case de sucesso de alguma empresa que tenha contratado seus serviços.

Resta saber se você está fazendo isso bem, ou não

O que qualifica o marketing como bom ou ruim é sua capacidade de transmitir uma ideia. E, principalmente, se essa ideia é boa ou não.

Marketing is the spreading of ideas (Jeff Goins).

Isso não diz respeito à sua funcionalidade, mas à sua durabilidade. Até ideias ruins se propagam, mas têm um prazo de validade mais curto e, por isso, são menos eficazes.

Temos o exemplo extremo de Adolf Hitler, que disseminou os ideais do nazismo pela Alemanha no século passado. Mas, hoje, vemos quase nenhuma evidência no território alemão da sua existência — a não ser o sentimento de vergonha dos alemães.

Da mesma forma, histórias clichês romantizadas de superação acabam tendo um prazo de validade curto, pois a ideia transmitida se torna repetitiva e óbvia. Assim, sua audiência não vai querer seus conteúdos por muito tempo.

E investir em propagandas disfarçadas de artigos ou posts também acaba não sendo muito efetivo. Porque, nesses casos, a mensagem é simplesmente a venda.

People love to buy, but hate being sold to.

Difícil encontrar uma tradução para essa expressão, mas basta lembrar de uma experiência onde você quase desistiu de comprar algo que precisava por culpa de um vendedor insistente que já vai captar a ideia perfeitamente.

“O leitor precisa sentir que ele é o protagonista da história que você conta ( André Mousinho).”

Graças à televisão, com menos de 7 anos já havia aprendido que, quando começam os comerciais, é o momento de trocar de canal.

Portanto, produza o conteúdo que você gostaria de consumir, escreva o artigo que gostaria de ler e, por favor, não subestime sua audiência.

“Seu público é muito mais inteligente do que você imagina (…) Os jovens hoje não se apegam tanto aos livros não por serem menos inteligentes, mas pelo contrário. Os filmes nos deixaram muito mais habituados ao storytelling e é muito mais difícil impactar a sua audiência do que você jamais acreditaria ( Chuck Palahniuk)”

O melhor marketing é aquele que não se esforça para vender ou incentivar uma ação, mas transmite uma ideia de forma tão clara, honesta e genuína que nem parece marketing.

Com exceção das referências, este artigo não tem um único hiperlink, mas não se engane. Ele também é marketing.

Puro e simples marketing pessoal.

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O poder da exclusividade: como “contar segredos”​ pode te fazer alcançar milhares de leitores https://dimitrivieira.com/poder-da-exclusividade/ https://dimitrivieira.com/poder-da-exclusividade/#respond Mon, 10 Dec 2018 16:46:00 +0000 https://dimitrivieira.com/?p=4171 Antecipar quando algo vai cair nas graças do público e viralizar é um dos maiores desafios para qualquer produtor de conteúdo. Não apenas de artigos, mas também músicas, filmes e, basicamente, qualquer tipo de produto.

Temos exemplos de alguns fenômenos como Gangnam Style, que surgiu do nada e, hoje, já tem mais de 3 bilhões de visualizações no YouTube.

Mas também temos exemplos como o Esquadrão Suicida — uma superprodução que gerou enorme expectativa, mas não foi capaz de correspondê-la e frustrou milhares de fãs.

‘Aquilo tornou-se um viral’ se tornou uma forma chique de dizer ’isso cresceu rápido demais e não sabemos ao certo o que aconteceu’ (Derek Thompson).

Para entender melhor o que pode diferenciar verdadeiros fenômenos culturais de conteúdos esquecidos, estudei duas obras literárias:

Os dois livros apresentam propostas similares e se complementam muito bem, proporcionando uma verdadeira viagem pelo último século da cultura pop e decifrando como conquistar a mais valiosa moeda do século XXI — a atenção das pessoas.

Um dos elementos destacados que mais me chamou a atenção foi o sentimento de exclusividade e, para te explicar essa ideia, será mais fácil com uma história:

Uma lição de marketing inacreditável

Esta é a Crif Dogs, uma lanchonete nova-iorquina de cachorros-quentes.

Julgando pela fachada, você não verá nada demais. Nem dentro da dogueria.

Numa visita ao local, veremos pessoas sentadas com seus hot dogs, refrigerantes e condimentos, além de uma possível fila em frente ao caixa, já que a Crif Dogs foi premiada algumas vezes como o melhor cachorro-quente de NY.

Nada fora dos padrões, a não ser uma antiga cabine telefônica posicionada num canto, que salta aos olhos como uma opção de decoração bem excêntrica.

E se você for curioso a ponto de entrar na cabine, encontrará um telefone e a seguinte mensagem:

Seja bem-vindo. Esse telefone é a nossa campainha. Disque 1 e já te receberemos. Obrigado!

Discando o número, abre-se uma porta aos fundos da cabine e você entra em um bar.

Os donos da lanchonete tinham licença para vender bebidas alcoólicas, mas não quiseram simplesmente acrescentar uma seção ao cardápio para utilizá-la.

Isso teria aumentado os lucros deles também, mas não seria notável e não incitaria as pessoas a falarem sobre o local.

Em vez disso, um dos donos decidiu transformar uma cabine de telefone antiga em uma porta secreta para um bar. E o nome desse bar não poderia ser melhor:

Please Don’t Tell

Eu nem cheguei a visitar o lugar, não consegui me conter e estou te contando sobre ele. Imagina como seria a reação dos nova-iorquinos que descobriram isso no próprio local.

Sem investir em anúncios, outdoors ou propagandas, os donos criaram uma estratégia impecável de marketing. Afinal, o método de marketing mais eficaz que existe é a recomendação pessoal.

Inevitavelmente, o bar se tornou um sucesso ainda maior que a lanchonete, devido à sua estratégia de (não) divulgação.

Essa é a ideia de exclusividade: você deve fazer o seu leitor sentir-se como um insider, quase como um cúmplice — como se estivesse lhe contando um segredo que ninguém mais sabe.

E agora, vem o grande desafio: como colocar isso em prática e fazer algo parecido nos seus conteúdos?

Tenho três cases para te mostrar, mas, primeiro, quero te mostrar uma maneira mais básica de dar esse tom de cumplicidade aos seus textos.

Uma conversa franca com o seu leitor

Desde a primeira linha deste texto, estou o tempo inteiro me dirigindo diretamente a você. Sem plural e sem formalidade, para transformar o conteúdo numa verdadeira conversa.

Assim, a leitura se torna bem mais fluida e consigo ter sua atenção por mais tempo, mesmo em conteúdos longos.

Claro que existem limites e situações onde isso não pode ser aplicado. Um conteúdo mais formal ou técnico, por exemplo, acaba limitando a utilização desses recursos.

Mas sempre que couber e fizer sentido, converse com o seu leitor e você vai notar que isso realmente faz diferença — principalmente se o seu objetivo for trabalhar o marketing pessoal no LinkedIn.

Nesse caso, escrever de forma muito impessoal acaba ficando técnico demais e, usar apenas a primeira pessoa assume um tom bastante egocêntrico que grita — e ecoa — por autopromoção.

Por outro lado, escrever conversando com seu leitor permite um texto mais intimista, honesto e ainda te ajuda a contar boas histórias, para aproximá-lo o máximo possível de um diálogo.

Afinal, trabalhando com um storytelling não romantizado, os leitores acabam se identificando, engajando e interagindo muito mais. Você provavelmente já reparou que relatos pessoais acabam despertando maior envolvimento nos comentários, certo?

Agora, vamos aos cases:

O Orkut morreu, mas deixou uma bela lição de marketing

Quando foi lançado, o Orkut não oferecia uma opção de se cadastrar diretamente na página inicial e começar a utilizá-lo. Era necessário receber um convite.

Ou seja, você precisava conhecer alguém que já estava nessa rede para que pudesse fazer parte dela.

Ele não apresentava uma timeline, opção de bate-papo ou status, além de algumas outras falhas que impossibilitaram sua concorrência com o Facebook. Mas na divulgação inicial, o Orkut acertou em cheio e essa campanha o ajudou a viralizar muito rápido.

Um teste sobre a disseminação de fake news

Assim que fiquei sabendo sobre o case da Crif Dogs, decidi que precisava testar algo assim em um texto.

Então, quando escrevia um artigo sobre a importância das curtidas para disseminação das fake news, encontrei a oportunidade perfeita.

Apostei na leitura dinâmica que costumamos fazer dos artigos, além do comportamento disperso dos usuários e inseri um trecho que pedia ao leitor para não curtir um artigo.

Assim, transformei o conteúdo em um teste para ver quem realmente havia lido tudo:

O resultado?

Embora o número de likes tenha sido superior aos comentários e compartilhamentos, o engajamento alcançado foi muito bom.

Devido ao sentimento de cumplicidade e exclusividade desenvolvido nos parágrafos que te mostrei e, principalmente, nas frases destacadas, é quase certo que o leitor que chegasse a lê-los iria se manifestar.

Apostei nisso e deu bastante certo, com o próprio LinkedIn divulgando o artigo nas redes sociais:

Divulgando seus conteúdos com a ajuda da sua audiência

Para divulgar uma série de 12 webinars gratuitos para produtores de conteúdo — decidi, junto com meus colegas da Rock Content, fazer um concurso, para premiar cinco inscritos com com o pacote completo de cursos exclusivos da Universidade Rock Content, no valor de R$ 1.990,00.

Porém, isso foi divulgado de forma bem discreta, apenas na Landing Page:

Esse concurso somente era explicado no email que você recebia ao se cadastrar e envolvia os participantes divulgarem a própria página da série de webinars com um link personalizado.

Assim, todos os dados foram rastreados e os cinco participantes que mais trouxerem inscritos ganharam o pacote completo.

Poderíamos ter focado em uma divulgação escancarada do concurso e usado, por exemplo, anúncios no Facebook e LinkedIn para alcançar ainda mais pessoas. Mas preferimos não fazer alarde e apostar na exclusividade.

O resultado? Mais de 6 mil pessoas inscritas para se especializar em áreas como Storytelling, SEO e Produção de Conteúdo para Web.

Nem sempre a melhor estratégia é a mais chamativa. Algumas vezes, faz mais sentido trabalhar com algo mais discreto, não entregar o ouro logo de cara, aproximar-se de seu leitor e, só então, revelar a essência de sua mensagem, fazendo-o sentir-se como um insider.

PS.: se você teve um déjà vu com este artigo, o título dele poderia tranquilamente ser “Como usar o sentimento de exclusividade para conquistar a sua audiência” e ter a página inicial do Orkut como capa.

Isso, inclusive, nos rende um último tópico:

Referências, menções e citações

Trabalhe com elas de forma bem clara e de modo que não atrapalhe a experiência do leitor que não as conheça. Assim, você ainda acaba apresentando novos conteúdos para ele.

Mas quando o leitor conhece a referência, isso pode gerar uma identificação imediata e é uma excelente maneira de cativar a sua audiência por meio da sensação de cumplicidade.

Isso vale para filmes, músicas, conteúdos técnicos e até para seus próprios artigos.

E então, conhece algum outro caso onde o poder da exclusividade foi bem trabalhado ou pensou em alguma outra maneira de aplicá-lo? Vamos continuar essa conversa nos comentários! 🙂

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Marketing Digital: por onde começar? 7 cursos online gratuitos para iniciar do zero https://dimitrivieira.com/marketing-digital-por-onde-comecar/ https://dimitrivieira.com/marketing-digital-por-onde-comecar/#respond Wed, 31 Oct 2018 16:21:00 +0000 https://dimitrivieira.com/?p=4157 Há um ano, havia recém saído de um estágio na área de Engenharia Elétrica e decidi fazer todos os cursos online possíveis para continuar preenchendo as 6 horas diárias que eu estaria trabalhando de forma produtiva.

Assim, eu conseguia aproveitar meu tempo livre e ainda ganhava diferenciais no meu currículo — esse era o objetivo inicial. Então, fiz cursos sobre energia solar, sistemas fotovoltaicos, Lean Manufacturing, logística e vários outros.

Diante desse overload de conhecimento, a Mariana Bruno Albertini — minha amiga pessoal e designer gráfico na Outbound Marketing — me recomendou o curso que sua empresa havia acabado de lançar: Outbound Marketing & Sales.

De forma extremamente despretensiosa, decidi fazê-lo. Na pior das hipóteses, eu aprenderia alguns conceitos novos sobre um universo do qual conhecia absolutamente nada e ainda ganharia mais algumas linhas no currículo.

Mas não fazia idéia do quanto poderia dar certo: hoje, sou um profissional de marketing digital e a produção de conteúdo se tornou um hobby, uma paixão e uma atividade remunerada.

Uma das dúvidas que mais recebo pelo LinkedIn é:

Por onde começar no Marketing Digital?

Como o marketing de conteúdo tem como um dos pilares educar a sua audiência, é possível encontrar muito material gratuito de qualidade. Foi com eles que consegui conquistar uma vaga no time de marketing da Rock Content.

Neste artigo, vou recomendar 7 cursos online na ordem que eu considero ideal para alguém que está começando do zero.

1. Marketing de Conteúdo

Ministrado pelo Vitor Peçanha, fundador da Rock Content e autor do best-seller “Obrigado pelo Marketing”, o curso apresenta uma excelente visão geral do Marketing Digital antes do aprofundar no Marketing de Conteúdo.

Assim, funciona como uma excelente porta de entrada e, ao mesmo tempo, explica várias estratégias e conceitos dessa metodologia, como objetivos, KPIs (key performance indicators, ou indicadores-chave de performance), definição de personas e métricas.

Duração total: 3h.

Oferece certificado? Sim.

2. Inbound Marketing

O Marketing de Atração, como também é chamado, tem três principais pilares: o Marketing de Conteúdo, as estratégias em mídias sociais e a otimização para mecanismos de busca (SEO).

O primeiro deles, você já terá pleno conhecimento com a primeira sugestão da lista, e, com este curso, você vai entender melhor como atrair o seu público ideal por meio de quatro etapas:

  • Atrair;
  • Converter;
  • Vender;
  • Encantar.

Duração total: 5h.

Oferece certificado? Sim.

3. Produção de Conteúdo para Web

Seguindo a ordem natural das coisas, esse é o momento de colocar a mão na massa e de pôr em prática os conhecimentos adquiridos por meio da produção de conteúdo.

Para ter sucesso escrevendo para a web, não basta saber escrever. Afinal, o comportamento de um usuário online é bem diferente e precisamos levar em conta vários aspectos para não perdermos sua atenção.

Na certificação, a Luiza Drubscky cobre vários conceitos cruciais para que você garanta uma excelente experiência ao seu leitor, como:

  • escaneabilidade;
  • técnicas de copywriting;
  • uso adequado de chamadas para ação;
  • intertítulos e muito mais.

Todos esses conceitos são trabalhados e explicados detalhadamente, de forma que você, com certeza, passará a enxergar os artigos online de uma nova maneira.

Duração total: 2h e meia.

Oferece certificado? Sim.

4. The 2018 SEO Training Course: Building Sustainable Traffic for Business Growth

Curso recém lançado pela Hubspot para apresentar os principais conceitos da otimização para mecanismos de busca – SEO (Search Engine Optimization).

Você vai aprender como funciona o rankeamento do Google e como explorar isso para melhorar as posições das suas páginas, por meio de estratégias como link building e SEO on page.

Duração total: 1h.

Oferece certificado? Não.

5. Escrever para SEO: como usar palavras-chave corretamente

Após aprender o funcionamento e as principais estratégias de SEO, esta videoaula vai te dar um direcionamento mais focado em como aplicar esse conhecimento na produção de conteúdo.

Você vai aprender todas as melhores práticas no uso de palavras-chave em seus textos, além de como escrever para SEO em 2018, incluindo backlinks e outros mecanismos de busca, como o LinkedIn.

PS.: esta aula contou com a minha participação e da editora-chefe do Marketing de Conteúdo, o maior blog sobre marketing digital do Brasil, e repassamos realmente os conceitos que aplicamos no dia a dia.

Duração: 50 min.

Oferece certificado? Não.

Com estas cinco dicas, você já saberá o básico para escrever conteúdos capazes de gerar valor e atrair a sua audiência desejada, além de também saber aplicar alguns dos principais métodos de SEO para alcançar as primeiras páginas do Google.

Mas, caso queira realmente se destacar, tenho duas dicas finais para você:

6. Curso completo do blog pessoal

Pensando num dos maiores desejos dos produtores de conteúdo para web, decidimos organizar um curso online em Julho deste ano.

Reunimos os maiores especialistas da Rock Content com experiência em blogs pessoais e cobrimos a seguinte ementa:

  1. Primeiros passos para criar seu blog
  2. Como publicar seu primeiro post no wordpress
  3. Como organizar seu calendário editorial
  4. Como crescer e monetizar seu blog
  5. Como rankear em 1º no Google
  6. Como divulgar o seu blog (não apenas nas redes sociais)
  7. Escrever para pessoas ou para SEO?
  8. Como criar coragem de escrever e superar o medo da exposição

Ou seja, seguindo estas videoaulas, você será capaz de literalmente criar seu blog do zero, definir uma estratégia, aprender como organizar suas postagens, como monetizar seu blog, como alcançar as primeiras posições do Google e ainda mais.

Duração total: 8h.

Oferece certificado? Não.

Depois que fizemos esta série de videoaulas e vimos o alcance e a satisfação dos participantes, decidimos que deveria ter uma continuação:

7. Imersão Freelancer: o maior curso online gratuito da história da produção de conteúdo brasileira

Em Novembro, começaremos nossa próxima série, que contará com um total de 12 webinars – ou seja, você ainda terá a oportunidade de participar ao vivo e, posteriormente, todas as videoaulas continuarão gravadas para que você possa assistir quando quiser.

Confira alguns dos participantes que temos confirmados:

  • Vitor Peçanha, fundador da Rock Content e autor do best seller “Obrigado pelo Marketing”, contando tudo que um produtor de conteúdo precisa saber sobre SEO;
  • Luiza Drubscky, gerente de Marketing e Comunidade na Rock Content, mostrando todas as vantagens profissionais de se trabalhar em uma comunidade;
  • Murillo Leal, Top Voice do LinkedIn com mais de 350 mil seguidores explicando tudo sobre storytelling para redatores;
  • Juliana Saldanha, especialista em Personal Branding com dicas para criar a sua marca pessoal e muito mais!

Conhece algum curso online gratuito que ficou faltando na lista? Talvez eu ainda não tenha ouvido falar nele.

Então, aceito recomendações pelos comentários para seguirmos mantendo este conteúdo o mais atualizado possível! 😉

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