9 lições que aprendi em 5 meses de Marketing (que 7 anos de Engenharia não foram capazes de me ensinar)

Lições do Marketing

No início do ano, mudei de área radicalmente, deixei a Engenharia on hold e conquistei uma vaga como Analista na maior empresa de marketing de conteúdo da América Latina. Sempre que paro para pensar nisso, ainda me parece inacreditável! E se quiser conhecer melhor minha história, eu contei tudo em detalhes nesse artigo. Recentemente, fiz uma reflexão sobre minha graduação em Engenharia Elétrica contando sobre os principais aprendizados que fizeram o curso valer a pena, ainda que não volte a atuar como engenheiro. Este artigo aqui é uma espécie de continuação dessa reflexão, só que dessa vez vou listar as 9 lições que aprendi em apenas 5 meses trabalhando com Marketing. Já garanto o seguinte: quando se trabalha nessa área, o tempo passa de uma forma diferente e você consegue aprender muito em pouquíssimo tempo. O Renato Mesquita, head de Marketing, já me adiantou isso no meu primeiro dia na Rock Content, ao dizer que o tempo passa estilo dog years. Hoje, vejo como isso é verdade e o quanto evoluí nesse período. Mas se você não é da área de marketing digital, pode ficar tranquilo. Assim como não falei sobre eletromagnetismo e circuitos elétricos no artigo sobre Engenharia, também não vou falar sobre SEO e pontos de conversão aqui! E vamos logo para a primeira das nove lições: Você não é o seu diploma Você não é definido por quanto dinheiro tem no banco. Você não é o seu trabalho. Não é a sua família, nem é quem acha que é. Você não é os seus problemas. Você não é a sua idade. Você não é as suas esperanças. E você, definitivamente, não é o seu diploma. Ok, a última frase eu inventei. Mas você certamente já conhece a obra de onde retirei esse trecho, certo? E conhece a primeira regra também? Essa verdadeira obra-prima do autor Chuck Palahniuk é um excelente ponto de partida para esse tópico, por pregar o total desapego de bens materiais, além de definições e rótulos que a sociedade costuma nos impor. Confesso que me preocupava bastante em ser definido, por toda a minha vida, pelo curso que escolhi. Principalmente quando via filmes e histórias sobre pessoas que desempenham uma série de funções e cargos. Pois esse é o roteiro básico que a gente aprende na escola, certo? Somos alfabetizados para estudarmos as disciplinas escolares, que nos preparam para o vestibular, quando escolhemos um curso numa universidade e, então, trabalhamos nessa área para o resto de nossas vidas. Mas a verdade é que não precisamos nos prender ao diploma e, como uma imagem diz mais do que mil palavras, vou deixar meu colega engenheiro eletricista falar por mim: Sobre isso, não existe uma citação que encaixe melhor do que a de Jack Kerouac: Eu vi que minha vida era uma vasta página em branco e que eu poderia fazer qualquer coisa que eu quisesse. Porém, encarar uma página em branco pode ser muito mais desafiador do que aceitar um roteiro pronto. E assim chegamos ao próximo tópico: Atuar fora da sua zona de conforto pode ser bem confortável A principal dificuldade que encontramos ao tentar promover mudanças está em deixar a zona de conforto. Mas assim que a deixamos, a tendência é de nos sentirmos bem melhor e, por que não, mais confortáveis. O processo funciona como fazer a sua primeira tatuagem! Ainda não experimentei um frio na barriga mais intenso do que os últimos segundos que antecederam minha primeira tatuagem, quando a máquina já estava ligada e eu ainda refletia se poderia me arrepender. Mas, assim como a grande maioria, eu também não parei na primeira e todas as posteriores envolveram bem menos ansiedade, pois já havia deixado minha zona de conforto. Se você não for fã de marcar a pele, a analogia de tomar banho gelado no verão funciona tão bem quanto. Não vou aprofundar muito neste tópico, pois ainda temos outras sete lições para cobrir. Mas te digo o seguinte: se tem algo que quer mudar drasticamente em sua vida, lembre-se que o mais difícil é dar o primeiro passo. Algumas vezes, não é importante para qual direção você vai pular. Apenas que você pule. (Chuck Palahniuk) Se quiser ler mais sobre este tema, recomendo esse excelente artigo do Kaio Serrate falando sobre como promover mudanças duradouras. E vamos ao próximo assunto: Não existe um hack que vai mudar sua vida Hack é um termo que está bastante na moda e, por isso, temos uma infinidade de artigos como: Conheça os 8 hacks fundamentais para escrever bem; Como ser mais produtivo: 17 hacks que vão mudar sua vida; 25 hacks para economizar dinheiro na sua viagem para o México. Não importa o quão básico ou avançado um hack seja. Dificilmente você vai encontrar um que mude a sua vida. Mais do que isso, essa enorme quantidade de materiais nesse formato pode acabar sendo nociva para os leitores, devido a um processo que gosto de chamar de procrastinação intelectual! É bem comum que você acabe se perdendo no meio desse mar de hacks e queira consumir todos, mas acaba se esquecendo de fazer o mais importante: colocar o que leu em prática. E esse processo pode ser bem mais perigoso que a procrastinação clássica, pois você se ilude ao achar que está sendo produtivo. Portanto, procure sempre colocar em prática pelo menos uma das dicas e hacks que ler, ou você estará apenas desperdiçando tempo e se enganando. Por isso, temos a próxima lição: Toda ideia merece ser testada Por mais absurda que uma ideia possa parecer, não descarte antes de testá-la. Quer um exemplo de uma ideia maluca que resolvi testar e deu muito certo? Esse anúncio abaixo foi utilizado em um artigo publicado na Comunidade Rock Content, em que o Deadpool invadiu o blog para reportar alguns erros cometidos por redatores, sempre explorando o senso de humor do mercenário da Marvel. Acredite se quiser, a performance dessa ação foi absurdamente boa, embora estivéssemos um pouco receosos com possíveis reações negativas do público. Nem sempre as coisas dão certo e seguem conforme planejado. Assim,

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