O que ninguém te conta sobre networking, haters e conteúdos vazios

SABE AQUELAS PESSOAS QUE ADORAM COMENTAR ASSIM ESBRAVEJANDO E FALANDO UM TANTO DE COISA SEM SENTIDO SEMPRE COM UMA PONTUACAO IMPECAVEL NAS FRASES.

Este artigo deveria ser para elas, mas tenho quase certeza que elas não leem antes de comentar. Então, quero conversar com você. E pode ficar tranquilo que os haters são apenas a introdução da nossa conversa.

Cada rede social tem a sua polícia, já notou?

No Facebook, é aquele amigo que tira print dos comentários de tias. No Instagram, pode ser a pessoa que tira print dos stories para compartilhar em grupos de WhatsApp. Mas no LinkedIn, temos a pior polícia. É aquele desconhecido que surge do nada e grita:

Ainda não entendi ao certo como funciona o critério sobre o que pertence a cada rede. Uma selfie, por exemplo, não encaixa tão bem por aqui. Mas incomoda tanto assim a ponto de precisar gritar?

Acredito que nossas vidas têm a mesma dimensão dos nossos problemas.

Se o que te incomoda é não bater uma meta profissional, ok, é um problema razoável. Se o seu desafio é acabar com a pobreza no Brasil, sensacional!

Mas se uma publicação de alguém que você nem conhece pessoalmente (ou talvez até conheça) te incomoda tanto, acho que é hora de parar para refletir.

O LinkedIn não é apenas uma rede profissional

Mas uma plataforma de conteúdos e histórias.

Basta querer e ter dedicação que você ganha voz para contar sua história por aqui. Eu, por exemplo, me comprometi em publicar um artigo por semana no começo de Junho e, desde então, ampliei minha rede de contatos em mais de 4 mil pessoas.

Se o que falta para você é coragem, te convido a superar seu medo de escrever.

E se você gosta mesmo é de ler e acompanhar os conteúdos produzidos por aqui, tem muita gente boa compartilhando ideias e insights. Nesse artigo, eu listei 10 que acompanho de perto e tenho certeza que existem vários outros que ainda não conheço.

PARA O NOSSO AMIGO QUE COMENTA ASSIM, eu deixo a seguinte frase:

“O homem que não lê bons livros não tem nenhuma vantagem sobre aquele que não sabe ler. (Mark Twain)”

E a seguinte pergunta:

Qual o seu objetivo aqui no LinkedIn?

Recolocação profissional? Encontrar novos clientes? Ganhar visibilidade? Conhecer novas pessoas que atuam na mesma área que você e aprender com elas?

Independente da sua resposta, observe que todas as opções passam pelo networking. E networking, meu caro, não se faz na base do grito, mas do diálogo.

A verdade é que fazer escândalo consome muito mais energia e não traz resultado nenhum. Pelo menos não que eu conheça.

“In a world that has decided that it’s going to lose its mind, be more kind, my friend, try to be more kind. (Frank Turner)”

Não concordou com algo? Excelente. Apresente seu ponto de vista para o autor por meio de uma crítica construtiva e vocês podem entrar em consenso.

E em discussões assim, existem duas expressões que fazem toda a diferença:

  1. Não sei;
  2. Mudei de ideia.

Estar errado é horrível, eu sei. Mas pior ainda é entrar em discussões para defender o seu ego e não por um propósito.

“ Quando eliminamos o ego, o que nos resta é a realidade. O que substitui o ego é a humildade — sim, mas uma humildade e uma confiança sólidas. Enquanto o ego é artificial, esse tipo de confiança consegue se sustentar. O ego é roubado. A confiança é conquistada. O ego é auto-incensado, sua arrogância é um artifício. A confiança nos envolve, o ego nos manipula. É a diferença entre um remédio potente e um veneno. (Ryan Holiday)”

E falando em ego, chegamos ao último tópico de hoje:

Conteúdos vazios

Muitas pessoas geram engajamento por meio de polêmica, por exemplo. Funcionava muito bem e acaba tendo um alcance absurdo, mas qual o propósito disso?

A visibilidade alcançada por conteúdos assim foi brilhantemente batizada pelo Mário Mello como visibilidade vazia. E deixo que ele próprio explique seu conceito:

“Algumas vezes postamos e nos medimos pela quantidade de likes ou comentários da publicação. Mas pensando de forma bem prática, o que o like ou comentário agregou para você ou para quem o fez? Acrescentou conhecimento? Resolveu um problema? Gerou um negócio? Se não atendeu a nada disso pode ter sido apenas mais uma visibilidade vazia. Mário Mello)”

Realmente, ainda vemos muitas pessoas interagindo em busca de gerar engajamento apenas. E isso resulta em conteúdos vazios: publicações que não agregam valor a nada, a não ser ao ego do autor.

Eu sempre defendo e tento seguir a ideia de ser o mais genuíno o possível por aqui, pois, dessa forma, fica mais fácil criar conteúdos com propósito. Assim, apenas faço publicações que eu mesmo gostaria de ler e se uma única pessoa se identifica, já vale todo o esforço.

Likes e comentários são bem legais, mas olha só essa postagem do Eduardo Barqueiro, por exemplo:

Como o Murillo Leal costuma dizer, publicações como essa valem um salário para quem produz conteúdo. E certamente, valem mais que cada like recebido no artigo.

No fim, tudo isso também diz muito sobre Personal Branding, pois, querendo ou não, você já tem uma marca.

Ao expressar a sua opinião, fazer uma publicação no feed ou publicar um artigo, você está desenhando uma imagem para a sua audiência que, aos poucos, vai se tornando a sua marca.

Resta então escolher: pelo que você quer ser lembrado?

PS.: O segundo tópico deste artigo foi fortemente influenciado pelo álbum Be More Kind, do Frank Turner. Mais especificamente pelas faixas “Get it Right”“Don’t Worry” e “Be More Kind”.

PPS.: Se decidir escutar o álbum, atenção para a “1933”! Ela tem uma pegada punk, um solo de gaita e ainda compara de forma bem sutil o Trump ao Hitler.

Ok, sem música para você então.

Sou um escritor e produtor de conteúdo, especializado em Escrita Criativa, Storytelling e LinkedIn para Marcas Pessoais. Minhas maiores paixões sempre foram a música, o cinema e a literatura. Escrevendo textos na internet, consegui unir o melhor desses três universos, e o que era um hobby acabou me transformando em LinkedIn Top Voice e, hoje, se tornou minha profissão.

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