Ainda vale a pena escrever artigos no LinkedIn?
Ainda vale a pena escrever artigos no LinkedIn?

Ainda vale a pena escrever artigos no LinkedIn?

Uma das dúvidas mais clássicas de quem começa a produzir conteúdos no LinkedIn é: publicações no feed ou artigos? Em qual dos dois focar?

Basta navegar um pouco pelo feed e uma conclusão é certa: o alcance das publicações costuma ser muito maior. Analisando os números de curtidas que vemos, isso é inegável.

Além disso, nos últimos anos, a percepção geral é que o alcance dos artigos tem despencado cada vez mais.

Pergunte a qualquer produtor de conteúdo ativo há mais tempo no LinkedIn. A resposta será bem parecida com um tiozão nostálgico lamentando a saudade dos seus velhos tempos.

Para você que gosta de números, eu comecei a escrever no LinkedIn em 2018. Na época, cheguei a alcançar mais de 49 mil pessoas com um único artigo. Hoje, é raro alcançar mais de 10 mil.

Se me perguntar a razão dessa diminuição, eu também adoraria entender. Afinal, foi justamente essa possibilidade de compartilhar textos longos no LinkedIn que me fez brilhar os olhos e decidir apostar nessa plataforma.

Além do alcance ser maior, escrever um texto curto é mais fácil que um artigo completo. E o post não precisa sequer de uma imagem de capa.

— É mais fácil e tem mais alcance? Então, você escreveu um artigo para me contar que não vale a pena escrever artigos e disse isso logo na introdução? Não vou nem ler o resto.

Calma lá. Essa costuma ser justamente a linha de raciocínio de quem escolhe ignorar os artigos e focar apenas no feed.

Agora que ultrapassamos 1300 caracteres neste artigo — o limite das publicações no feed — e o pessoal apressado que se acostumou a consumir publicações apenas por lá dispersou, deixa eu te contar por que continua valendo muito a pena escrever artigos.

Visualizações não são a única métrica que importa

Quando comecei a publicar por aqui, meu objetivo era apenas escrever e compartilhar meus textos. Qualquer coisa além disso, era lucro.

E não demorei a notar que, além das métricas mais óbvias de visualizações e curtidas, havia outras muito mais importantes.

Comentários? Compartilhamentos? Também, mas elas são um mero reflexo da métrica que mais importa para quem produz conteúdo: pessoas impactadas, não alcançadas.

Se você olhar bem, boa partedeste artigo até poderia ser transformada em diferentes posts de feed e, fatalmente, alcançariam mais pessoas.

Porém, se o seu objetivo é ajudar as pessoas para que elas saiam transformadas de seus conteúdos, fica bem difícil fazer isso com as peças espalhadas por aí.

Outro ponto importante é a construção de relacionamento com sua audiência.

Como a entrega nos artigos é maior, acaba que o engajamento nos comentários também costuma ser melhor — não em número, mas em qualidade.

Os números da imagem acima são de duas publicações minhas sobre um mesmo tema: a Maldição da Residência Hill e a aula de storytelling por trás da série:

Olhando apenas o número de visualizações, a publicação no feed ilude e faz parecer que teve um resultado melhor. Porém, basta analisar qualquer outro número ali para notar que ela foi superada pelo artigo.

Em qualidade de engajamento, também. Isso fica nítido nos comentários. 

No fim das contas, produzir conteúdo é sobre construir relacionamentos para fortalecer sua marca pessoal e, a longo prazo, os artigos continuam trazendo excelentes resultados.

Tudo bem que eles alcançam menos pessoas, mas é um número menor de pessoas que podem sair transformadas do seu artigo.

Em vez de um número gigantesco que rolou a tela do feed e passou direto pelo seu post.

Porque tem esse detalhe também: 653 visualizações do artigo são 653 pessoas que se interessaram e clicaram para ler o que você tinha a dizer. Enquanto, 13.605 visualizações no feed são quase 14 mil pessoas rolando a tela do celular.

Artigos têm um peso maior para fortalecer sua marca pessoal

Aqui, entram em cena três aspectos dos artigos que não são tão lembrados quanto o alcance.

Com eles, temos total liberdade criativa para trabalhar nos formatos mais variados — links, imagens, vídeos — para construirmos o melhor conteúdo possível.

 

1. Você consegue divulgar seus outros canais com maior facilidade

Por exemplo: além do LinkedIn, também estou postando dicas práticas sobre Escrita Criativa, Storytelling e LinkedIn lá no Instagram. A imagem acima foi uma adaptação deste post aqui — e isso não tem como fazer no feed. 🙂

Se a dificuldade de produção é maior, o tamanho ilimitado dos artigos é uma vantagem gigantesca para quem tem muito conteúdo de valor para compartilhar.

E claro, o tempo de vida dos artigos costuma ser maior.

2. Seus textos se tornam seu portfólio

Eu não sei você, mas quando quero conhecer melhor o trabalho de alguém ativo no LinkedIn, a primeira coisa que faço é visitar seu perfil, clicar em Atividades > Artigos.

Ali, consigo encontrar todos os textos que ela publicou nesse formato e fica muito mais fácil conhecer seu trabalho.

E a diferença entre quem produz e não produz artigos fala alto, como você pode ver nos prints abaixo (com direito a um jabá gratuito para o tio Eri).

3. Seus textos também podem ser encontrados no Google

Como o LinkedIn é um domínio com bastante autoridade, ele facilita que seus artigos apareçam em pesquisas do Google.

Um exemplo:

O ideal era ter esse texto diretamente no meu site. Mas ele foi publicado em outubro de 2018, quando ainda não tinha um blog no ar, e mesmo assim, aparece na 1ª posição do Google para “perigos do storytelling”.

Para quem escreve e ainda não tem seu próprio site, pode ser uma excelente alternativa para ser encontrado e uma bela porta de entrada para novos leitores.

A comunidade dos produtores de artigos

Com o alcance despencando, os produtores de artigos que escreviam apenas pelos números foram para o feed. Por isso, hoje em dia, só quem realmente gosta de escrever e compartilhar tem produzido neste formato.

O resultado foi que o alcance acabou se tornando um filtro e uma forma de aproximar esses escritores. Passe a produzir de forma ativa e interagir por aqui, que você vai notar que não é difícil se aproximar de muita gente boa.

Embora não exista um canal reunindo todas as pessoas que escrevem artigos por aqui, existe uma sensação de proximidade bem forte — que a Paola Barbosa soube descrever perfeitamente numa publicação que fez alguns meses atrás.


 

“É uma sensação de proximidade tão legal como se eles fossem meus colegas de trabalho mesmo sem tê-los encontrado pessoalmente. Hoje vejo que o LinkedIn é muito mais do que eu pensava. É uma rede de aprendizado, colaboração e relacionamento.”

— Paola Barbosa


Outro exemplo disso é que, quando comecei a produzir conteúdos por aqui, o Matheus de Souza e o Murillo Leal foram minhas principais referências no LinkedIn.

Hoje, são grandes amigos com quem mantenho mais contato do que muitos amigos da vida pessoal (e o José veio de brinde). Se quiser, dá até para chamar isso de Networking também.

Foto: IPA Day São Paulo, em 2019. Alguns diriam que ela não deveria estar no LinkedIn, mas ela só existe graças aos artigos.

Com artigos, é muito mais fácil se vender sem ser chato

Para fechar, vou usar de exemplo este texto mesmo.

Meu foco aqui foi total no conteúdo, para abrir o jogo e te mostrar que os artigos continuam valendo a pena apesar do baixo alcance. Em momento algum, me coloquei num pedestal ou forcei a barra para te vender algo.

Somente me preocupei em entregar valor para você. A ideia é que as pessoas saiam dos artigos transformadas, lembra?

Todos os meus artigos são assim. Apenas no final de cada um é que incluo uma seção para me apresentar e, nela, falo sobre o curso de Escrita Criativa e Storytelling.

E hoje, maioria dos alunos e alunas do curso acabam chegando através dessa seção. Com a 7ª e última turma mesmo, as vagas se esgotaram sem eu precisar fazer uma divulgação exclusiva sobre o curso.

Agora, comecei a ficar incomodado porque cheguei no limite para entrar na autopromoção. Mas estou te contando isso simplesmente para mostrar que artigos podem vender sua marca pessoal e seus serviços, sem exigir que você fique se vendendo.

E olha, fico muito feliz que você tenha chegado até aqui, viu?

Você acabou de ler mais de 1300 palavras e mais de 8000 caracteres. Em números frios, são mais de 6 posts de feed. Em conteúdo, diria que rende bem mais.

Se você tinha dúvidas se as pessoas estão dispostas a ler textos longos por aqui, você acabou de provar para si mesmo que sim.

Não sei dizer se você já tem o costume de escrever artigos, se começou e desanimou, ou se ainda pretende começar, mas espero que esse texto possa funcionar como um empurrão para que você escreva.

Será um prazer esbarrar com seu próximo artigo por aqui e contar com você no time de produtores de artigos.

Aliás, de escritores.

Sou um escritor e produtor de conteúdo, especializado em Escrita Criativa, Storytelling e LinkedIn para Marcas Pessoais. Minhas maiores paixões sempre foram a música, o cinema e a literatura. Escrevendo textos na internet, consegui unir o melhor desses três universos, e o que era um hobby acabou me transformando em LinkedIn Top Voice e, hoje, se tornou minha profissão.

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