Comece logo a escrever para encontrar a sua voz
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Escrever é uma escolha — minha, sua e de qualquer pessoa disposta a encontrar sua voz. Uma escolha que precisamos fazer diariamente.

Muitas pessoas acabam escolhendo não escrever e jamais teremos a oportunidade de ouvir a mensagem delas — isso é trágico.

Por que tomamos essa decisão?

Medo de terminar: de trabalhar nossas ideias até o ponto de publicar. E se algo der errado? E se meu texto ficar ruim? O medo nos leva a respostas erradas.

Meu primeiro artigo escrito para o LinkedIn ficou engavetado por quase um mês. Enquanto refletia se deveria publicá-lo, buscava desculpas para não fazê-lo e razões para me manter na zona de conforto:

  • Ninguém terá interesse no que tenho para escrever;
  • Vou passar vergonha;
  • Desperdiçar meu tempo;
  • Queimar meu nome e não ter uma nova chance.

O medo da exposição ao escrever é muito pior que o os feedbacks que você de fato recebe. Sim, alguns são negativos (ou construtivos) e podem surgir comentários de ódio, mas isso é natural. Se você escreve algo que importa, as pessoas vão discordar de você.

Depois de publicar esse primeiro texto (e outros 33), posso te falar: o que realmente acontece é: você aprende e cresce, a cada artigo e linha escritos. A verdade é que não há erro em colocar em prática. Pelo contrário, o erro está em não colocar em prática.

Então, como começar?

Para ser um escritor, você precisa escrever

Por mais óbvio que pareça:

Escritor é aquele que escreve.

Ou seja, escrever bons textos e conteúdos não acontece enquanto você pensa sobre isso, estuda ou se planeja para tal. É preciso colocar em prática e criar hábitos.

Assim como na corrida, atividades físicas ou qualquer atividade em geral, a prática leva à construção de hábitos. Ao escrever com frequência, você vai se ver com um banco de ideias e começar moldar sua própria voz.

Sem a prática, todas as suas atividades continuarão sendo procrastinação. Uma procrastinação intelectual, no caso.

E ela é bem mais perigosa que a convencional, pois você tem a ilusão de ser produtivo. Assim, acaba se prendendo com unhas e dentes à sua zona de conforto, diante da certeza constante de ainda ter muito o que aprender antes de colocar em prática.

“Somos todos aprendizes em um ofício que ninguém se torna um mestre”

—(Ernest Hemingway)


Encontre inspiração em suas referências para criar confiança

Fake till you make it.

Já ouviu esse clássica frase, certo? Eu gosto de pensar um pouco diferente. Nada de fingir até ser real:

Acredite até que se torne realidade.

E nesse processo, um exercício que ajuda demais é buscar referências para se inspirar em seus estilos. Vale até simular e imitar seus jeitos de escrever, evitando se apegar para não se transformar em um mero copiador.

Em meio à sinfonia de seus autores preferidos, você acaba encontrando a sua voz.

Como exemplo, posso falar dos meus dois escritores preferidos:

Chuck Palahniuk

Sua primeira tentativa de publicação foi uma versão de 700 páginas — simulando o estilo de Stephen King. A segunda, foi um conto de aproximadamente sete páginas, porque lhe disseram que era o tamanho ideal para uma história.

Este conto foi melhor desenvolvido e acabou se tornando sua obra mais famosa: Clube da Luta, lançado em 1996.

E a versão de 700 páginas foi reduzida e adaptada para a própria voz do autor, sendo lançada três anos depois: Monstros Invisíveis.

Hunter Thompson

Levando essa metodologia ao extremo, Hunter re-escreveu, palavra por palavra, os livros “O Grande Gatsby”, de F. Scott Fitzgerald, e “Adeus às Armas”, de Ernest Hemingway, alegando que queria ter a sensação de como era produzir as duas obras-primas.

Depois disso, Hunter Thompson desenvolveu um estilo tão próprio que criou um novo gênero literário: o jornalismo gonzo — um estilo em que o narrador abandona a objetividade e se mistura com a ação, consagrado em Medo e Delírio em Las Vegas.

No LinkedIn

Na maior rede profissional do mundo, o que não falta são referências para te inspirar. O próprio LinkedIn facilita seu trabalho com a lista dos Top Voices, de 2016 e 2018.

E caso não encontre um nome de sua área produzindo conteúdos que te satisfaçam, tenho uma excelente notícia: a vaga está aberta, e pode ser sua.

Sobre o que escrever?

Essa é uma dúvida frequente e que não some com o tempo, mas sua resposta se torna mais natural. Escreva sobre o que te incomoda, sobre seus anseios, motivações, e aprendizados.

Você precisa ser autêntico, para escrever e falar de uma forma que seja verdadeira para você. Esse é o próximo passo: leve-se a sério, para sua audiência fazer o mesmo.

“Não há nada na escrita. Tudo que você precisa fazer é sentar-se diante da máquina de escrever e sangrar.”

— Ernest Hemingway


Agora, falta entender para quem escrever, certo?

Você provavelmente já cansou de ouvir que “quem busca agradar a todos, agrada a ninguém”. Na escrita, é parecido: se você escreve para todos, você escreve para ninguém.

Então, escreva para uma única pessoa: você mesmo. Produza o artigo que você gostaria de ler agora sobre um determinado assunto, ou o que gostaria de ter lido há alguns meses — sem esconder o ouro: repasse todo o aprendizado acumulado.

Fazendo isso, você acaba descobrindo — de uma forma positiva — que não é tão especial quanto pensava. Afinal, você não é um belo ou único floco de neve. Existem muitas pessoas como você, com dúvidas, anseios e motivações similares.

Conforme evolui e se conecta com sua voz, você percebe que não está sozinho, que sua mensagem tem muito valor e a página em branco se torna menos intimidadora, e mais excitante.

Aos poucos, a sinfonia dos seus autores vai reduzindo de volume, se desvanecendo, o que era uma orquestra se torna uma versão a cappella. E o único som restante é a sua voz.

Porém, lembre-se: escrever é uma escolha que precisamos fazer diariamente.

Se o mundo vai ouvir sua mensagem, se você vai promover o impacto que tanto deseja e deixar sua marca, depende unicamente de você.

Sou um escritor e produtor de conteúdo, especializado em Escrita Criativa, Storytelling e LinkedIn para Marcas Pessoais. Minhas maiores paixões sempre foram a música, o cinema e a literatura. Escrevendo textos na internet, consegui unir o melhor desses três universos, e o que era um hobby acabou me transformando em LinkedIn Top Voice e, hoje, se tornou minha profissão.

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