6 dicas simples para não se acomodar e ser um eterno aprendiz
6 dicas simples para não se acomodar e ser um eterno aprendiz

6 dicas simples para não se acomodar e ser um eterno aprendiz

Pouco mais de dois anos atrás, enquanto ainda cursava engenharia, estava extremamente difícil conseguir um estágio e ser reprovado em processos seletivos já havia se tornado parte da rotina.

Como ainda precisava de um para me formar, busquei um caminho menos convencional: fiz um estágio de férias, com um mês de duração, no interior de Minas Gerais e que não seria contado na minha grade curricular.

Ou seja, ele não me ajudaria a concluir minha graduação. Pelo menos não diretamente, pois foi com esse estágio que acabei aprendendo o conhecimento que me levou ao próximo. E ao próximo.

Até que cheguei numa situação em que fazia exatamente a mesma coisa todos os dias e minha motivação foi lá embaixo. Acabei saindo e, outra vez, busquei um caminho menos convencional:

Passei a investir as seis horas diárias que seriam dedicadas ao estágio para estudar. Estudei de casa mesmo e sobre vários temas diferentes: energia solar, gerenciamento de projetos e passei a conhecer o marketing digital.

Foi essa inquietude e a vontade de aprender que me levaram a mudar de carreira. É também a mesma inquietude que me faz seguir estudando para conhecer mais sobre marketing, melhorar a escrita e publicar artigos semanalmente por aqui.

Acredito que o aprendizado constante é um dos valores mais importantes para nossas vidas, profissional e pessoal, porque está ligado diretamente à motivação.

No momento que ficamos satisfeitos e nos damos como prontos com o que sabemos, somos tomados pelo ego, nos acomodamos e o aprendizado para. Nesse momento, estamos fadados à mediocridade e ao fracasso.

E não aprendi isso sozinho. Aprendi com o Bob Dylan:

He not busy being born is busy dying.

E com a Ayn Rand:

Que riqueza é maior que ser o dono da própria vida e empenhá-la no crescimento? Toda coisa viva precisa crescer. Não pode parar. Ou cresce. Ou morre.

Quando falamos em aprender parece algo bem óbvio, mas muitas vezes somos levados pela rotina e deixamos isso de lado. Assim, o objetivo deste artigo é simples: relembrar a importância de aprendermos algo novo todos os dias e como fazê-lo.

A primeira dica tem muito a ver com essa história que acabei de te contar:

1. Mude de ambiente e saia de sua zona de conforto

Não precisa ir tão longe e mudar sua área de atuação. Nem precisa ser uma mudança de ambiente físico. Apenas procure estudar e aprender sobre novos temas, e — sempre que possível — frequente locais onde você será uma das pessoas com menos conhecimento.

Isso desperta uma sensação mista de curiosidade e desconforto. Ao mesmo tempo que apreciamos o novo, nós tememos o desconhecido. E a sensação pode ser tão desconfortável que te torna mais motivado e disposto para aprender.

Não apenas sobre aquele tema, pois a motivação e o conhecimento podem muito bem ser aproveitados em outras áreas. Já ouviu falar em serendipidade?

https://www.youtube.com/watch?v=E8kHDJKdJXM

Caso você não tenha um fone de ouvido à disposição, o Steve Jobs conta como uma aula de caligrafia foi crucial na invenção do Mac. Mesmo que, na época em que fez a disciplina, ele nem cogitasse usar algo que aprendeu ali.

Isso é serendipidade: ligar os pontos e eventos — no futuro — de forma a descobrir uma nova aplicação para um conhecimento que você adquiriu e que jamais imaginaria essa possibilidade enquanto aprendia.

Aproveitando que estamos falando do criador da Apple e uma das pessoas que mais revolucionaram o mundo e o mercado nos últimos anos:

2. Encontre os melhores mentores possíveis

Vale escolher referências internacionais, como o Steve Jobs, mas também referências não tão grandiosas e mais acessíveis, e pessoas que dividem sua rotina com você.

Mesmo que seja uma rotina virtual, o que torna o LinkedIn o local perfeito para encontrar mentores:

A melhor parte é que essas indicações não são apenas minhas, mas do próprio LinkedIn — com a lista de Top Voices.

Então, cerque-se de pessoas inspiradoras, aprenda com elas e procure entender bastante sobre como elas próprias se desenvolvem.

3. Beba na fonte

Não se contente em aprender com os mentores que você encontrar. Descubra quem são os mentores e as fontes de motivação e aprendizado deles e, então, beba na fonte.

Os melhores mentores sempre fazem questão de compartilhar suas fontes de inspiração — até porque elas costumam render excelentes artigos.

Por indicação do Matheus de Souza, por exemplo, acabei lendo o livro Hit Makers e descobri um excelente álbum do Father John Misty.

Então, o próximo passo é repassar o que você aprendeu.

4. Torne-se um mentor

Por mais simples que seja, o seu aprendizado pode fazer toda a diferença para alguém que faça parte da sua rotina. Então, não guarde para você e compartilhe.

Quando você repassa o seu conhecimento e assume brevemente o papel de mentor, duas etapas bem interessantes ocorrem:

  1. Você relembra e revisa seu processo de aprendizado;
  2. Ao ver o impacto positivo nas outras pessoas, você renova sua motivação para aprender mais.

E a primeira etapa vai te ajudar muito com a próxima dica:

5. Aprenda como aprender

Quando foi a última vez que você aprendeu algo simplesmente porque queria aprender?

Estudar para ser aprovado numa disciplina, por pressão de seu chefe ou de algum projeto pode trazer bons resultados. Mas fazê-lo por seu próprio interesse sempre trará resultados bem melhores.

Por isso que o decoreba só funciona até certo ponto. E se torna cada vez mais falho com o aumento da complexidade dos assuntos.

Estude para ser realizado. Busque a excelência e o sucesso vai te perseguir. ( 3 Idiots)

Procure entender o que funciona e o que não funciona para você. Para isso, faça os mais variados testes com os conteúdos, as formas e os horários que você irá consumi-los.

Até que você consiga modelar o seu processo de aprendizado ideal. A partir disso, basta replicar para os próximos assuntos que você terá excelentes resultados, em menos tempo.

Então, transforme tudo isso em um ciclo e aprender algo novo vai se tornar um hábito, ou um hobby.

6. Desconstrua bons conteúdos

Desde que decidi focar meus estudos em Storytelling, esse se tornou meu método preferido para aprender mais. E venho desconstruindo todos os conteúdos possíveis: livros, filmes, séries, cursos e até palestras.

Por exemplo, no RD Summit, tive a oportunidade de assistir a diversas palestras e, como sou péssimo para falar em público, decidi dissecar algumas apresentações enquanto as assistia.

Uma das que pude prestigiar e que mais me chamou a atenção foi a do Cristiano Santos, sobre como gerar negócios pelo LinkedIn.

Antes da palestra, ele estava bastante nervoso e não tentou esconder isso. Mas no momento em que subiu ao palco, ele transformou esse nervosismo em inquietude. E ao caminhar de um lado para o outro, falando com enorme empatia e paixão, ele transformou a inquietude em empolgação.

Dessa forma, quando ele te fala que o LinkedIn é a rede social preferida dele, você não apenas acredita. Você concorda e, imediatamente, ele também se torna a sua favorita.

Em seguida, ele usou recursos de humor ao mencionar alguns usuários menos convencionais no LinkedIn e ainda mencionou sua mãe – a Dona Nair – para despertar emoções no público e, consequentemente, identificação.

Ao final, o que eu acabei assistindo não foi apenas uma palestra sobre LinkedIn, mas sobre storytelling, apresentações e como trabalhar seu nervosismo de uma forma positiva. Por mais que não fosse esse o propósito do Cristiano.

Portanto, agradeço pela aula extra e gostaria de fechar nossa conversa de hoje relembrando uma frase de On the Road, do Jack Kerouac:

Você não pode ensinar novas melodias a um velho maestro.

De fato, ninguém pode. A menos que ele esteja disposto, como um eterno aprendiz e não como um velho maestro. E a escolha entre ser um velho maestro ou um aprendiz não depende de ninguém, além de você próprio.

“ É impossível aprender aquilo que você considera já saber – disse Epíteto. Você não pode aprender se acha que já sabe. Não encontrará respostas se for orgulhoso ou presunçoso demais para fazer perguntas. Não poderá melhorar se estiver convencido que já é o melhor. (Ryan Holiday)”

Então, o que você vai aprender de novo hoje?

Sou um escritor e produtor de conteúdo, especializado em Escrita Criativa, Storytelling e LinkedIn para Marcas Pessoais. Minhas maiores paixões sempre foram a música, o cinema e a literatura. Escrevendo textos na internet, consegui unir o melhor desses três universos, e o que era um hobby acabou me transformando em LinkedIn Top Voice e, hoje, se tornou minha profissão.

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