Muito obrigado, Rock Content: o fim de um ciclo e os 3 principais aprendizados que carrego comigo
Muito obrigado, Rock Content: o fim de um ciclo e os 3 principais aprendizados que carrego comigo

Muito obrigado, Rock Content: o fim de um ciclo e os 3 principais aprendizados que carrego comigo

Três anos atrás, eu estava maratonando cursos online gratuitos de marketing digital sem a menor ideia da repercussão que aquilo traria para minha vida.

Quando me candidatei à vaga de Analista na Rock Content, queria ter alguma experiência trabalhando com marketing e, especialmente, trabalhando numa startup.

Não fazia ideia de quanto tempo duraria e, menos ainda, do quanto daria certo.

Em janeiro de 2018, meu primeiro dia na Rock começou com o então diretor de Marketing, Hank, me dizendo: “como você não tem experiência alguma com marketing, vou te dar 3 meses. Se você virar o analista de marketing que eu preciso, você continua.”

Os três meses se passaram, e eu continuei.

Agora, quase três anos depois, tomei uma das decisões mais difíceis da minha carreira: deixar a Rock para investir 100% nos meus projetos pessoais.

Meu último dia trabalhando na Rock Content foi 11 de dezembro, exatamente uma semana atrás. Desde então, me dei uma espécie de folga das redes sociais enquanto refletia sobre o que escrever neste texto.

Com essa folga, confesso que nutria alguma esperança de uma ideia brilhante surgir na minha cabeça, sobre como encerrar esse ciclo da melhor forma com um artigo.

Porém, outra coisa que também ouvi do Hank no meu primeiro dia foi que o tempo na Rock passa no estilo dog years.

O que aprendi e cresci enquanto trabalhava lá não parece caber numa linha temporal de 3 anos e, certamente, não caberá num artigo. Então, decidi escrevê-lo levando ao pé da letra uma filosofia que é um mantra para os rockers:

“Faça o que você pode, com o que você tem, onde você está.”

Embora a frase seja do ex-presidente dos EUA, Theodore Roosevelt, me acostumei tanto a ouvi-la do Edmar Ferreira que, hoje, é impossível ler essa frase sem a voz do Ed na minha cabeça.

Uma hora para escrever e uma lição para cada ano. Valendo.

1. Compartilhar aprendizados é a melhor estratégia de produção de conteúdo

Isso é algo que me acostumei a fazer desde os meus primeiros dias na Rock Content, muito por conta dos valores Aprender, Ensinar e Resolver promovidos pela cultura da empresa.

Para você ter uma ideia, começar a escrever com frequência no LinkedIn foi uma vontade que surgiu rápido, mas somente depois de uma reunião com a minha gestora, Luiza Drubscky, decidi colocar em prática.

A ideia, no começo, era bem simples: me tornaria bem ativo na rede, com foco principalmente em artigos e, depois, ensinaria o que aprendi na prática numa aula interna para a empresa.

Essa aula aconteceu no segundo semestre de 2018, mas minha atuação no LinkedIn continuou com um objetivo bem parecido: documentar e compartilhar minha jornada de aprendizado.

Hoje, me acostumei a perguntas como: qual foi sua estratégia para se tornar Top Voice? Você tinha alguma linha editorial para isso?

E sempre respondo: um artigo por semana compartilhando algo novo que aprendi.

Meu objetivo no LinkedIn sempre foi ser lido. Qualquer resultado além disso sempre foi — e continua sendo — consequência.

Outra grande vantagem de compartilhar seus aprendizados é que isso te aproxima de outras pessoas percorrendo a mesma jornada que você.

2. Nada vai te impulsionar tanto na carreira quanto participar das Comunidades certas

Entre janeiro de 2018 e fevereiro de 2020, fui editor-chefe do blog da Comunidade Rock Content — o espaço destinado aos freelancers. Nesse período, aprendi na prática como funciona uma comunidade de verdade.

Entre várias trocas, botecos dos Freelas, discussões sobre Toddy ou Nescau (cc. Amanda Gusmão e Bruna Moreira) e aprendizados, cresci junto com a nossa comunidade.

Trocamos de persona várias vezes, a cara do blog mudou, deixamos de usar capas com ilustrações e tudo foi se tornando cada vez mais profissional. E eu pude pegar carona nesse crescimento.

Em janeiro de 2018, o blog teve 148 mil sessões. Hoje, ultrapassamos a marca de um milhão de sessões por mês.

Fugindo dos números para falar dos verdadeiros resultados, o projeto na Comunidade que mais me ensinou também foi meu favorito: a Coluna Freela. Ou as colunas freelas, que já são mais de 60 textos escritos por mais de 50 autores e autoras diferentes.

Foi incrível conhecer de perto a história dos membros da Comunidade e foi também a Coluna Freela que me esclareceu a minha função na Rock até então — ajudar cada um dos freelancers a conquistar o sucesso, a visibilidade e a autoridade que merecem.

A cereja do bolo desses dois anos foi o vídeo a seguir, que também funciona como um belo resumo das Colunas Freelas.

Para tomar a decisão de deixar a Rock Content, não foi nada fácil, mas teve outra Comunidade que me encorajou demais.

A cada vez que eu ficava reflexivo e na dúvida se estava tomando a decisão certa, tirava o celular do bolso e me deparava com mais de 300 notificações no grupo da comunidade do curso de Escrita Criativa e Storytelling.

Várias vezes, isso funcionou como um sinal de “fica tranquilo que vai dar tudo certo”.

Não apenas pelo número de notificações, mas pelo nível das interações.

Num post recente, falei que, ao lançar a primeira turma do curso de Escrita Criativa e Storytelling, tinha um sonho de criar uma verdadeira Comunidade para escritores e produtores de conteúdo.

Hoje, ela já superou todas as minhas expectativas e se tornou um dos canais onde eu mais aprendo.

Para você ter uma ideia melhor da maravilha que esse grupo no Telegram se tornou, é só conferir o artigo da Marinella.

3. O que te trouxe até aqui não vai te levar onde você quer ir

Essa lição já apareceu num dos primeiros artigos que publiquei no LinkedIn, mas é impossível não reproduzi-la aqui.

Pense em tudo o que você fez e realizou para chegar onde você está nesse exato momento e sinta orgulho. Tenho certeza que o caminho não foi fácil, o de ninguém é.

Mas, para alcançar seu próximo objetivo, prepare-se para percorrer outro caminho ainda mais longo. Foi com essa mentalidade que comecei meus trabalhos na Rock University, em fevereiro de 2020.

Analisando o que conquistamos neste ano tão conturbado com um time tão enxuto, posso dizer que o que fizemos nesses últimos meses foi surreal.

Para você ter uma ideia, somando todos os cursos (gratuitos e pagos), somente em 2020 são mais de 160 mil novos alunos e, em um dos cursos que lançamos este ano — o SEO Masterclass —, já são exatos 380 alunos aprendendo como conquistar o topo do Google.

Chega a ser difícil de acreditar ao ver os números finais.

A Rock Content mudou a minha vida, sem sensacionalismo algum, principalmente por causa das pessoas com quem pude conviver de perto nesses últimos 3 anos.

Não foi fácil escolher sair e me despedir de tudo isso, mas era o momento de dar um próximo passo.

E agora, Dimitri, o que você vai fazer?

Quando você trabalha em vários projetos paralelos, é natural que, em algum momento, você tenha que escolher seu foco principal.

Enquanto puder conciliar todos dando a atenção necessária, maravilha. Mas chega um momento que a conta chega.

E quando um desses projetos é seu trabalho como CLT, pode ser que você faça essa escolha sem nem perceber.

Em 2020, trabalhando de casa, isso ficou nítido.

Diversas vezes precisei deixar meus projetos pessoais na estante até que tivesse o tempo necessário para focar neles, além de precisar recusar vários convites para preservar algum tempo livre para mim.

Foi um ano de muitos aprendizados, mas também de muito desgaste. Não à toa, meu ritmo de produção de conteúdo e artigos no LinkedIn despencou.

E não dá para assistir seus projetos pessoais acumulando poeira na estante por tanto tempo. Em algum momento, você precisa decidir se vai guardá-los de vez ou se vai tirar a poeira e deixá-los ver a luz do mundo.

Então, escolhi limpar a poeira.

Sou um escritor e produtor de conteúdo, especializado em Escrita Criativa, Storytelling e LinkedIn para Marcas Pessoais. Minhas maiores paixões sempre foram a música, o cinema e a literatura. Escrevendo textos na internet, consegui unir o melhor desses três universos, e o que era um hobby acabou me transformando em LinkedIn Top Voice e, hoje, se tornou minha profissão.

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