Como escrever melhor: 7 técnicas simples para prender a atenção do seu leitor
Como escrever melhor: 7 técnicas simples para prender a atenção do seu leitor

Como escrever melhor: 7 técnicas simples para prender a atenção do seu leitor

Constantemente recebo mensagens de pessoas me pedindo ajuda com seus textos. Entre elas, a pergunta mais comum é:

“Você pode dar uma olhada no meu texto e dizer o que acha?”

Embora “escrever melhor” seja algo subjetivo, prender a atenção de um leitor que chegou até o seu texto não é.

Portanto, decidi listar os principais fatores que costumo observar como pontos de melhoria nesses artigos.

1. Corte clichês, partes desnecessárias e previsíveis

Qualquer texto sobre dicas de escrita poderia começar com “Leia mais”, concorda? Afinal, é uma dica válida e que pode te ajudar a escrever melhor.

Porém, tenho certeza que você a conhece porque já leu inúmeros outros textos com essa sugestão e, por isso, preferi cortá-la. Quando for escrever seu próximo texto, recomendo que faça o mesmo.

Verifique se utilizou frases prontas, trechos desnecessários e expressões clichês. Caso tenha usado, pode cortar sem medo de ser feliz. Não faz diferença se um texto é longo ou curto: se ele for enxuto, torna-se muito mais cativante aos olhos do seu leitor.


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2. Escreva de forma simples e vá direto ao ponto

Além de cortar os excessos, evite um vocabulário rebuscado que apareça mais do que a mensagem que você quer transmitir.

Em Assim Falou Zaratustra, Nietzsche afirma em um trecho que as pessoas enlameiam as poças d’água para fazê-las parecer profundas.

Pois é justamente esse o efeito de apostar em uma linguagem muito rebuscada: você enlameia o seu texto, deixa a mensagem menos cristalina e acaba entediando seu leitor.

3. Facilite a leitura dinâmica do seu texto

No Marketing de Conteúdo, existe uma técnica chamada Escaneabilidade, que se baseia em adaptar o seu texto para facilitar sua leitura dinâmica.

Basicamente, a ideia é apostar em parágrafos mais curtos, intertítulos, imagens ao longo do texto, negrito, bullet points e outros elementos que tornem o seu conteúdo mais amigável.

O escritor português José Saramago, por exemplo, é famoso por estender um mesmo parágrafo por várias páginas e proporcionar uma experiência de leitura não tão boa.

No caso dele, funciona por se tratar de literatura e do estilo próprio do autor. Mas, para conteúdos online, não tente seguir o Saramago.

Precisamos considerar as particularidades do meio em que o texto será publicado e, na internet, o comportamento do leitor é mais dinâmico e disperso. Ou seja, apostar em blocos de texto como os de Saramago acaba incentivando as pessoas a fechar o seu texto.

4. Escreva falando com um único leitor

Ao escrever, dirija-se ao seu leitor. No singular e sem grandes formalidades — da mesma maneira que venho fazendo neste texto.

Assim, você transforma seu texto em uma conversa dirigida a uma única pessoa e faz dele uma jornada dinâmica e fluida, tornando sua leitura bem menos cansativa.

5. Cuidado para não concorrer com a Wikipedia

Esta dica é bem direcionada a textos que narram uma linha cronológica de eventos, por exemplo: a carreira de uma pessoa específica ou um determinado período na história.

Quando for escrever algo assim, você precisa se perguntar: o que o meu texto tem para se diferenciar da Wikipedia?

Porque, caso você se atenha a listar eventos em ordem cronológica, a concorrência se torna desleal diante da autoridade da enciclopédia online.

Para se diferenciar, dê maior importância aos eventos principais com descrições mais detalhadas, em vez de simplesmente anunciá-los.

Procure também inserir experiências pessoais e percepções suas que façam sentido ao texto, mas sem virar os holofotes para você.


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6. Entenda que nem tudo precisa ser sobre você

Acordei hoje às 6:50, após pressionar a soneca duas vezes sem entender se o som do despertador era parte do sonho, ou não. Como precisava escrever, encarei a manhã chuvosa e fria de Belo Horizonte, e antes mesmo de tomar o café-da-manhã, resolvi enfrentar a página em branco.

Agora, eu te pergunto: fez alguma diferença para você saber disso?

Nesse parágrafo, dou uma importância gigantesca para mim e para meu ato de acordar, porém o foco do texto é outro. Então, não escreva colocando-se em um pedestal e procure entender os momentos certos de se inserir nas histórias que você conta.


“Ao ler um texto mirabolante, cheio de adjetivos e da palavra EU, desconfie: a ponta azulada e reluzente do iceberg pode ser um imenso saco de lixo virado do avesso num oceano poluído, refletindo a luz do sol.”

Marc Tawil


Além disso, quando for falar sobre uma vitória sua, entenda que é legal falar de conquistas, mas é bem melhor falar sobre como você chegou lá. Em vez de se vangloriar, procure ser um guia. 


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7. Tenha consistência

Esse é o clichê que se tornou um clássico para conteúdos sobre escrita, porque não há técnica que se desenvolva sem ser por meio do hábito e da consistência.

Falar em construir um hábito soa ainda mais clichê, eu sei. Porém, é comum não levarmos isso a sério. Para transformar a escrita em um hábito, precisamos encará-la com a mesma disciplina profissional que temos com nossas carreiras.

Portanto, defina uma frequência — diária, por exemplo, mas sem pressão — e tenha recorrência, tanto nos estudos para melhorar na escrita, quanto na prática.

 

Atenção que lá vem anúncio: últimas vagas para o Curso de Escrita Criativa e Storytelling

Em Julho, lancei a 1ª Turma do curso online de Escrita Criativa e Storytelling e o resultado foi incrível: pude acompanhar de perto todos se desenvolvendo e construindo o hábito da escrita.

Foram mais de 50 artigos publicados pelo pessoal da 1ª turma, incluindo 5 citados pelo Boletim Diário do LinkedIn.

Após coletar feedbacks dos alunos, fiz algumas atualizações no curso e estou abrindo as inscrições para a 2ª Turma seguindo a mesma metodologia — e as mesmas 50 vagas.

São 4h e 30 min de videoaulas com acesso imediato, para te ensinar a escrever conteúdos melhores, mais autênticos e capazes de prender a atenção do seu leitor da primeira até a última palavra.

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Para conhecer a ementa do curso, entender por que são apenas 50 vagas e ver os depoimentos do pessoal da 1ª Turma, basta acessar este link.

Sou um escritor e produtor de conteúdo, especializado em Escrita Criativa, Storytelling e LinkedIn para Marcas Pessoais. Minhas maiores paixões sempre foram a música, o cinema e a literatura. Escrevendo textos na internet, consegui unir o melhor desses três universos, e o que era um hobby acabou me transformando em LinkedIn Top Voice e, hoje, se tornou minha profissão.

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