Sejamos amadores de novo, por Dimitri Vieira
Sejamos amadores de novo, por Dimitri Vieira

Sejamos amadores de novo

Hoje decidi voltar às origens, quando jamais havia publicado um texto online e o único editor de textos que eu conhecia era o Microsoft Word.

Antes de usar negrito nas frases mais chamativas, dos hiperlinks, dos subtítulos e antes de escrever artigos com dicas que eu mesmo gostaria de ter conhecido alguns anos atrás. Hoje, escolhi inverter esse cenário.

Em vez de posar como entendido de um assunto e listar dicas, quero trazer um recado bem simples.

Sejamos amadores de novo.

De alguma forma, o termo “amador” ganhou um significado de alguém que não leva seu próprio trabalho a sério, alguém que não é profissional. Mas voltemos para quando você estava começando, seu trabalho ou um hobby, desde que seja algo que você amava fazer.

Você se lembra quando trabalhava nisso a ponto de não conseguir parar?

Pouco importava a repercussão que teria. Sua atividade não era um meio, era o fim.

Após algum tempo, esses momentos de inspirações incessantes se tornam lampejos. Porque, com a preocupação com o marketing e sua marca pessoal, seu trabalho deixa de ser o fim. Torna-se apenas um meio.

Com o tempo, seu profissionalismo cresce, seu lado amador vai sumindo e a chama que te movia no começo se torna uma pequena faísca. A motivação continua existindo, mas o foco muda e, muitas vezes, pode ser difícil lembrar do último lampejo, do último momento que você fez algo simplesmente por fazer, sem se preocupar com a repercussão que traria.

Nessa fase atual, é justamente isso que precisamos resgatar.

Não importa quantos anos de experiência você tenha, não é momento de posar como especialista. Autopromoção exagerada é sempre chata, mas, agora, chega a ser repugnante.

A fase é tão delicada que a linha separando o oportunismo e a vontade de ajudar ficou tênue. Por exemplo, um cupom de desconto de 50% com o código FICAEMCASA é ajuda ou oportunismo?

Partir para qualquer resposta conclusiva seria mero achismo, mas o oportunista fica escancarado quando divulga seu produto como a solução para a crise atual.

É hora de entender que tem algo acontecendo no mundo muito maior que você e seus negócios. De abaixar o megafone, guardar o diploma do MBA na gaveta, jogar fora os panfletos e, se não podemos estender a mão fisicamente, que seja virtualmente.

— Como eu posso ajudar?

Resgate algo que você faz por paixão, ou comece um projeto inédito, e compartilhe isso com o mundo.

De notícias ruins, tristeza e solidão, as notícias e redes sociais já estão repletas.

Seja um alento.

Dê uma bela respirada para escapar de toda essa inundação, tome fôlego e, então ajude outras pessoas a fazerem o mesmo.

Sejamos amadores de novo.

Sou um escritor e produtor de conteúdo, especializado em Escrita Criativa, Storytelling e LinkedIn para Marcas Pessoais. Minhas maiores paixões sempre foram a música, o cinema e a literatura. Escrevendo textos na internet, consegui unir o melhor desses três universos, e o que era um hobby acabou me transformando em LinkedIn Top Voice e, hoje, se tornou minha profissão.

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