Tudo o que fazemos e escrevemos é marketing. Resta saber se você está fazendo isso bem
Tudo o que fazemos e escrevemos é marketing. Resta saber se você está fazendo isso bem

Tudo o que fazemos e escrevemos é marketing. Resta saber se você está fazendo isso bem

Por muito tempo, acreditei que marketing era tudo aquilo que é oferecido em um momento inadequado e de forma inapropriada.

Uma ligação de telemarketing durante o almoço para te oferecer um novo plano com o triplo da sua internet atual, quando você não gasta nem metade dela.

Uma abordagem inoportuna ao caminhar na rua para coletar doações, que não te deixa desconfortável o bastante para ser grosseiro. Mas te faz contar cada segundo até chegar o momento onde você pode, finalmente, afirmar não ter dinheiro e seguir o seu caminho.

Um anúncio no YouTube tão longo que te faz repensar se você precisa realmente assistir àquele clipe, ou se ouvir a música no Spotify já não seria o bastante.

Um webinar no melhor estilo João Kleber, que te enrola por quase uma hora e, ao final, anuncia uma oferta inédita prestes a se esgotar — com outras três seções do mesmo webinar já anunciadas para a semana.

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

Ou então um artigo com tantos hiperlinks que o faz parecer ter sido pintado de azul por mera questão de design. Até que você decide passar o mouse pelo texto e percebe que dá pra contar na mão as palavras não clicáveis.

Agora, entendo que essa é apenas uma forma de marketing — também conhecida por inconveniência.

Tudo o que fazemos é marketing

Cada um dos exemplos mencionados são sim estratégias de marketing.

Assim como qualquer postagem feita em redes sociais, incluindo uma foto tomando cerveja no Instagram ou um tweet falando sobre seu trabalho.

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Se ela conta a seu favor ou não, depende da sua abordagem e da mensagem que você deseja transmitir. O presidente Lula, por exemplo, teve um efeito positivo com imagens dele próprio consumindo cachaça, pois isso o aproximava ainda mais das classes populares.

Sobre seu posicionamento online, é válido refletir se a imagem que você transmite está de acordo com seus ideais e o que você tem a oferecer; e isso diz respeito à sua marca pessoal — o Personal Branding.

Porém, vou ainda mais longe e afirmo que, mesmo que você não tenha uma presença digital ativa e não faça alarde algum sobre seu desempenho profissional, tudo o que você faz continua sendo marketing.

Ao bater suas metas e entregar projetos impecáveis aos seus clientes de forma discreta, você está investindo em uma das estratégias mais eficazes: o marketing de referência.

Dessa forma, ao cumprir o seu papel e propósito trabalhando, a divulgação acaba ficando por conta do boca a boca. E diante de um cenário onde os micro-influenciadores ganham cada vez mais força, uma recomendação pessoal vale muito.

Assim, o melhor marketing para um escritor é um best-seller.

Para um cirurgião, uma operação bem-sucedida e de recuperação tranquila para o paciente.

E para um especialista em mídias sociais, um case de sucesso de alguma empresa que tenha contratado seus serviços.

Resta saber se você está fazendo isso bem, ou não

O que qualifica o marketing como bom ou ruim é sua capacidade de transmitir uma ideia. E, principalmente, se essa ideia é boa ou não.

Marketing is the spreading of ideas (Jeff Goins).

Isso não diz respeito à sua funcionalidade, mas à sua durabilidade. Até ideias ruins se propagam, mas têm um prazo de validade mais curto e, por isso, são menos eficazes.

Temos o exemplo extremo de Adolf Hitler, que disseminou os ideais do nazismo pela Alemanha no século passado. Mas, hoje, vemos quase nenhuma evidência no território alemão da sua existência — a não ser o sentimento de vergonha dos alemães.

Da mesma forma, histórias clichês romantizadas de superação acabam tendo um prazo de validade curto, pois a ideia transmitida se torna repetitiva e óbvia. Assim, sua audiência não vai querer seus conteúdos por muito tempo.

E investir em propagandas disfarçadas de artigos ou posts também acaba não sendo muito efetivo. Porque, nesses casos, a mensagem é simplesmente a venda.

People love to buy, but hate being sold to.

Difícil encontrar uma tradução para essa expressão, mas basta lembrar de uma experiência onde você quase desistiu de comprar algo que precisava por culpa de um vendedor insistente que já vai captar a ideia perfeitamente.

“O leitor precisa sentir que ele é o protagonista da história que você conta ( André Mousinho).”

Graças à televisão, com menos de 7 anos já havia aprendido que, quando começam os comerciais, é o momento de trocar de canal.

Portanto, produza o conteúdo que você gostaria de consumir, escreva o artigo que gostaria de ler e, por favor, não subestime sua audiência.

“Seu público é muito mais inteligente do que você imagina (…) Os jovens hoje não se apegam tanto aos livros não por serem menos inteligentes, mas pelo contrário. Os filmes nos deixaram muito mais habituados ao storytelling e é muito mais difícil impactar a sua audiência do que você jamais acreditaria ( Chuck Palahniuk)”

O melhor marketing é aquele que não se esforça para vender ou incentivar uma ação, mas transmite uma ideia de forma tão clara, honesta e genuína que nem parece marketing.

Com exceção das referências, este artigo não tem um único hiperlink, mas não se engane. Ele também é marketing.

Puro e simples marketing pessoal.

Sou um escritor e produtor de conteúdo, especializado em Escrita Criativa, Storytelling e LinkedIn para Marcas Pessoais. Minhas maiores paixões sempre foram a música, o cinema e a literatura. Escrevendo textos na internet, consegui unir o melhor desses três universos, e o que era um hobby acabou me transformando em LinkedIn Top Voice e, hoje, se tornou minha profissão.

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