O problema não é a falta de motivação, mas seus objetivos

A motivação pode ser algo bem instável. Se acredita que ela está em falta para você, o problema pode estar em seus objetivos. Veja como se manter motivado a longo prazo.
Muito mais importante que contar boas histórias é vivê-las e construí-las na prática

No Marketing, de nada adianta contar a mais bela história que você for capaz, se ela não for vivenciada e construída na prática.
Como criar um título irresistível: 22 dicas para seu próximo texto não ser ignorado

O título é a primeira impressão que temos de um texto e pode ser a diferença entre ser lido por milhares de pessoas, ou ser ignorado. Antes de publicar seu próximo texto, confira estas 22 dicas para criar um título irresistível.
De Frozen a Black Mirror: o efeito da música no marketing e na viralização de conteúdos

Existem inúmeras formas de utilizar a música no Marketing: desde métodos escancarados, como os jingles, até gatilhos subconscientes e canções inofensivas que, aparentemente, eram apenas parte da trilha sonora e acabam se tornando o principal meio de divulgação dos conteúdos.
This is Us: uma verdadeira aula de Storytelling em forma de série

Quer aprender mais sobre Storytelling? Uma das melhores formas é desconstruir e estudar sua série preferida. Assim, você vai entender quais foram as técnicas e métodos que despertaram seu interesse e identificação. É isso que faremos agora com This is Us!
O seu trabalho não é para todo mundo (sobre como lidar com críticas)

No Marketing, temos a ideia bem clara de um perfil ideal que queremos atrair como cliente e, quando alguém fora desse perfil não se interessa pelo produto, seguimos a vida sem maiores dificuldades. O problema é que, ao tratar de algo pessoal, temos dificuldades de enxergar a situação com a mesma leveza. Por um bom tempo, adiei começar a publicar conteúdos regularmente no LinkedIn. O motivo? Medo da exposição e de possíveis críticas que poderia receber. Hoje, algumas pessoas me procuram para entender como superar isso e a verdade é que o clássico frio na barriga de ansiedade pelo primeiro comentário nunca passa. Sempre existe uma certa dúvida sobre como os textos serão recebidos. O que mudou é a forma que encaro esses feedbacks. E é sobre isso que vamos falar agora. Entenda que o seu trabalho não é para todo mundo Ao trabalhar com criatividade, constantemente nos desafiamos a inovar e testar coisas diferentes para resultar em algo original. Nesse processo, chegamos a nos perguntar: Quem pode não gostar deste conteúdo? Então, é comum decidirmos polir o material para evitar desagradar possíveis leitores. Fazemos tudo o que estiver ao nosso alcance para escapar de críticas e, assim, abdicamos de desenvolver nosso melhor trabalho. Em vez de transmitir a mensagem que gostaríamos de passar, acabamos adaptando-a para agradar a todos. E depois de tanto lixar e polir, ela assume uma cara tão genérica que mal pode ser reconhecida. Considerando o objetivo final do Marketing e da escrita como espalhar ideias, colocamos tudo a perder pelo medo de sermos criticados por alguém que nem conhecemos. “A pessoa que não se dá mais valor está à mercê da vontade de qualquer um. (A Revolta de Atlas, Ayn Rand)” Aprenda a abraçar as críticas Como você bem sabe, existem inúmeros exemplos de grandes nomes que foram criticados e tidos como casos perdidos. Einstein, Beethoven, Tesla e Darwin são alguns exemplos disso. Recentemente, descobri outro exemplo bem curioso numa crítica publicada na Rolling Stone, na década de 70: “As músicas do Led Zeppelin são tão efêmeras quanto os quadrinhos da Marvel.” (Rolling Stone, Lester Bangs, 1970) (Embora tenha errado no adjetivo, podemos concordar que nosso amigo Lester Bangs acertou na comparação.) Isso quer dizer que a crítica é garantia de grandeza? Não. Quer dizer apenas que os críticos acertam tanto quanto erram. Toda vez que algo é criticado é porque, de alguma maneira, chamou atenção — de forma positiva ou negativa. Se não estivermos incitando polêmicas ou trabalhando com ofensas, existe ainda outro ponto a favor: as opiniões das pessoas costumam ser bem polarizadas. Filmes de sucesso costumam despertar opiniões extremas, do tipo “ame ou odeie”, e existe todo um fenômeno na música baseado nessa mesma ideia: os hipsters. Quando algo é criticado — ou até mesmo odiado —, o público que gosta passa a gostar mais ainda e, assim, acabam se tornando evangelizadores. Portanto, ao restringir sua originalidade para agradar as pessoas que poderiam criticá-lo, você acaba privando as que gostariam e precisariam do seu trabalho. Acha mesmo que vale a pena? Então, faça o seu melhor trabalho, divulgue-o para quantas pessoas puder e na próxima vez que receber uma crítica, faça uma auto-avaliação sincera. Envolve algo que faz sentido você mudar para melhor? Nessas situações, precisamos de humildade para entender onde podemos evoluir. Mas também de uma certa arrogância — para confiar no próprio taco e dizer: Meu trabalho não é para todo mundo. No final das contas, o trabalho que não merece críticas também não merece ser aclamado. E o papel do Marketing, ao espalhar ideias, não deve ser de convencer ou ludibriar pessoas a consumir seu produto. Mas sim, encontrar as pessoas que precisam dele. “To be nobody but yourself, in a world which is doing its best — night and day — to make you somebody else, means to fight the hardest battle which any human being can fight; and never stop fighting. (Hunter S. Thompson)”
Alt+F4 e não, não quero salvar: sobre a decisão de jogar um texto fora

Passei algum tempo refletindo e relutando se deveria ou não contar esta história. Existe um certo paradoxo que escritores de conteúdos online enfrentam: transmitir uma mensagem de valor ou ganhar visibilidade? Como ela representa perfeitamente esse dilema, decidi que merece ser compartilhada. Então, voltemos para a última semana de março. Recém-promovido no trabalho e prestes a completar 40 artigos no LinkedIn, decidi que precisava escrever algo diferente sobre carreira. Algo que eu ainda não havia dado foco em minha trajetória: o momento que fui dispensado do estágio prestes a formar em Engenharia Elétrica e me via no caminho de virar mais um número entre tantos desempregados brasileiros. A ideia era focar no sentimento de derrota desse cenário e apelar para a identificação dos potenciais leitores. Embora seja triste, é fato que as pessoas se identificam com derrotas e que elas, muitas vezes, vendem mais do que vitórias. O roteiro estava pronto. Eu tinha um momento bem característico para despertar a identificação e ainda tinha algumas frases de efeito: Ter sucesso na área errada pode ser pior que fracassar; São em cenários de derrota que começam as transformações; Quando o espelho está quebrado, conseguimos enxergar as coisas em milhares de formas diferentes. Cheguei a escrever a introdução do que seria esse texto e, então imediatamente, lembrei de uma frase que li em um livro do Frank Turner: You sound like you’re choking on a silver spoon. A grande verdade é que eu estava prestes a dramatizar um episódio da minha vida para despertar a identificação das pessoas que falharam na carreira e, assim, ganhar visibilidade. Embora pudesse funcionar, não me enxerguei no direito de fazer isso e felizmente repensei sobre escrever o texto. Alt+F4 e não, não quero salvar nada disso.
Como ser mais produtivo na escrita: 8 dicas que fazem toda a diferença

Para ser um escritor mais produtivo, você já sabe que precisa ler mais e fazer pausas esporádicas. Aproveite agora para ver outras 8 dicas que realmente fazem a diferença!
Tem algo errado na forma que encaramos o Networking

Nos eventos de Networking, é comum ligarmos o bluetooth e adicionarmos todos ao nosso redor no LinkedIn. Depois, tiramos uma foto com os participantes, nos despedimos e cada um segue seu rumo afirmando “Fiz Networking!”. Mas será que fizemos mesmo?
O perigo por trás do conforto de escrever sobre o que aprendemos

Este não é um texto sobre o que você deve ou não fazer, nem necessariamente sobre como fazer. Mas sobre o que você deixa de aprender e tem a perder ao insistir em escrever listas de aprendizados recém adquiridos. Basta navegar um pouco pelo LinkedIn e encontramos um festival de aprendizados. Tudo se torna uma analogia e uma lição de vida, carreira ou empreendedorismo. Atravessar a rua às pressas enquanto o sinal vermelho do pedestre começa a piscar se torna uma demonstração de superar obstáculos e gestão de tempo. Tomar banho com água fria propõe uma reflexão sobre como encarar condições adversas com uma nova ótica é capaz de transformar nossas vidas. E então, chegamos às tendências e à Cultura Pop. Basta surgir um novo evento ou fenômeno que os aprendizados são instantâneos: Bettina, Game of Thrones e pode se preparar para aprender com Thanos e os Vingadores. A receita do bolo está pronta. É só trocar seu enfeite pelo assunto do momento e pronto. Porém, até que ponto realmente aprendemos algo? Vamos chegar lá, mas primeiro precisamos entender: Por que insistimos em escrever lições que aprendemos com outros? Exige menos esforço, costuma ter um alcance maior por pegar carona em um evento que dialoga com um grande público e, principalmente, porque é muito confortável. Pensando no universo do Linkedin, quando listei lições que aprendi com o Matheus de Souza e com o Murillo Leal, usei seus nomes como escudo para me esconder de possíveis críticas e apostei na enorme audiência que eles construíram por aqui. Não tinha como errar. Falando de grandes nomes da Cultura Pop, o processo é semelhante e com dimensões superiores: alcance gigantesco e riscos menores. Mas e os aprendizados? Como produtor de conteúdo e “escritor de LinkedIn”, sei bem como funciona essa necessidade de nos mantermos relevantes publicando na plataforma. Quando falta um tema ou assunto para escrevermos, logo apelamos para formas de explorarmos notícias, novidades dos nossos setores e os eventos da Cultura Pop. Então, surge o que vou batizar de Síndrome do Produtor de Conteúdo — em dois estágios de gravidade. 1. Síndrome do Produtor de Conteúdo Crônica Quando elegemos o assunto que será abordado, sentamos em frente ao computador com o documento em branco e nos perguntamos: o que aprendi com esse tema? Então, relembramos e fabricamos uma série de lições que podemos ensinar sobre o assunto. Foi assim que escrevi 2 dos 4 primeiros textos que publiquei no LinkedIn: 9 aprendizados que fizeram a Engenharia valer a pena (mesmo que não volte a atuar na área) 9 lições que aprendi em 5 meses de Marketing (que 7 anos de Engenharia não foram capazes de me ensinar) Em outras ocasiões, exploramos a Cultura Pop e nos sincronizamos com grandes lançamentos. A analogia óbvia é a de pegar carona, mas prefiro dizer que se assemelha à relação das rêmoras com o tubarão, de comensalismo. Elas se agarram ao corpo do tubarão para serem transportadas por ele e se alimentarem de seus restos. Na introdução, falei para se preparar para aprender com o último filme dos Vingadores — prestes a sair. Então, vamos lá: 7 lições sobre liderança e empreendedorismo que você pode aprender com os heróis da Marvel. A ética, o propósito e os princípios inabaláveis do Capitão América; Homem Aranha e sua capacidade de se divertir no trabalho para ter melhores desempenhos; A resiliência e a inteligência emocional de Thanos para seguir rumo aos seus objetivos, apesar das lágrimas; A comunicação assertiva e a empatia de Groot; Homem de Ferro e sua incrível inteligência estratégia para superar situações adversas; A importância de manter sua equipe unida para aproveitar todo o seu potencial; Doutor Estranho e sua capacidade de planejamento, ao analisar todos os possíveis cenários antes de agir. O esqueleto do artigo está pronto. Basta desenvolver cada um dos tópicos com exemplos e trechos do filme. Porém, quantas dessas lições eu realmente aprendi assistindo aos filmes da Marvel? Nenhuma. Apenas segui a receita de utilizar termos do universo empreendedor e enfeitei o bolo com o assunto atual. “A minha vida não é uma receita de bolo, muito provável que a sua também não seja. E mesmo se fosse, não daria certo misturar três ou quatro receitas simultaneamente. O resultado não seria o esperado – o bolo não ficaria gostoso. ( José Carlos Inácio Filho)” Ao listar aprendizados dessa forma, toda a autenticidade e a criatividade que você poderia explorar para desenvolver um conteúdo único ficam limitadas a como os enfeites serão posicionados no bolo. Mas pode piorar. Acredite. 2. Síndrome do Produtor de Conteúdo Aguda Como vimos, tudo pode se tornar uma lição de vida e um conteúdo. No estágio agudo, tudo se torna literalmente um processo de fabricação de conteúdo. Enquanto estamos acordados, temos o que algumas culturas chamam de “Macaco Mental”, que fica batucando e tagarelando enquanto tenta encontrar sentido em cada evento presenciado. Quando começamos a produzir conteúdos sobre o que aprendemos, condicionamos esse “Macaco Mental” a transformar tudo o que presenciamos em uma lição que podemos ensinar. Dessa forma, enquanto consumimos qualquer tipo de conteúdo, é comum nos encontrarmos tentando pescar pequenos aprendizados. Qual o perigo nisso? Enquanto nos preocupamos constantemente com o que podemos ensinar sobre aquele tema, deixamos de lado o que poderíamos aprender com o autor. Como tudo se torna uma analogia: enquanto focamos em pescar pequenos aprendizados, deixamos de prestar atenção no cardume que se forma. E como evitar essa Síndrome? O primeiro passo é bem óbvio: quando for ver um filme, veja o filme. Quando ler um livro, leia. Ao terminar e processar o conteúdo, pode ser que surja uma vontade de escrever sobre e fazer analogias. Não há problema algum. Basta ir além de falar sobre uma tendência momentânea. Este é o segundo passo: em vez de pegar carona em um evento específico para alcançar multidões, use-o como ponto de partida para tratar de algo maior. Não seja uma rêmora. Em vez de listar aprendizados, apresente seu ponto de vista de forma autêntica. Assim, quando for escrever, você certamente terá algo digno de se compartilhar.