Quando foi a última vez em que você se permitiu decepcionar alguém ou frustrar suas próprias expectativas?

Se tem uma coisa que faço bem (e muito), sem qualquer problema em admitir, é me cobrar. Sabe aquela história de “feito é melhor que perfeito”? Mesmo tendo um fundo de verdade, ela nunca me atraiu porque reforça também o fazer de qualquer jeito. Se existe algo sendo feito, pode ser melhorado. E se é possível melhorar, sempre dou um jeito de fazer o que está ao meu alcance para isso. Profissionalmente, essa inquietude sempre foi um grande diferencial. Dificilmente, você me verá fazendo algo numa zona de conforto de apenas fazer por fazer. Para facilitar minha vida, é um pesadelo. O sarrafo está sempre subindo, e eu que me vire para alcançá-lo. Recentemente, me assustei com o quanto me identifiquei com alguns trechos de uma música que odiei quando foi lançada em 2017 — e me senti estúpido por tê-la odiado na época. “I don’t like my mind right now / Stacking up problems that are so unnecessary Eu não gosto da minha mente agora / Empilhando problemas tão desnecessários (…) I keep dragging around what’s bringing me down / If I just let go, I’d be set free Continuo carregando o que está me deixando para baixo / Se eu apenas soltar, ficaria livre” — Linkin Park, Heavy Se você conhece a música e o desfecho de Chester Bennington — ex-vocalista do Linkin Park —, não preciso explicar porque me senti estúpido. Se não, é só reler a letra sabendo que o Chester se matou cinco meses depois de ter lançado a música. Mas, na época, a única coisa que me importava era o ritmo — pop demais pro meu gosto. Pesado, não é? Pois é. Por isso me assustei pelo quanto me identifiquei, e continuo me identificando com essa e outras letras do último disco da banda, One More Light. Não foi bem um movimento consciente, mas precisei passar as últimas semanas mais afastado do LinkedIn e ainda aproveitei para me aventurar no design (contei mais sobre isso aqui). E como meu problema é justamente com o bendito sarrafo e como abaixá-lo, quero falar com você sobre se permitir decepcionar alguém, ou não corresponder às suas próprias expectativas. Poderia citar vários exemplos, mas vou trazer apenas dois para não prolongar demais esse desabafo. A estreia na ficção Uma coisa que não escondo de ninguém é que tenho o sonho de escrever um livro de contos. Se você me acompanha há mais tempo, é capaz que já tenha me visto falando sobre isso. Porém, com o “peso de primeiro livro” e o “peso de estreia”, minhas expectativas sempre colocaram o sarrafo lá em cima. — Ah! Mas você não é especialista em Storytelling? Pois é. Isso também entra pra conta. E o resultado? Tenho incontáveis ideias e esboços de contos anotados. Um finalizado. Com não ficção, tenho muita facilidade. Mas, no universo da ficção, continua sendo um desafio novo que estou aprendendo como superar. E se finalizei um, foi porque aceitei o desafio de escrever algo que eu não gostasse. Aproveitei o prazo final para participar de uma Antologia da Editora Lettre e aceitei que escreveria meu primeiro conto, mesmo que odiasse minha ideia de trama. Passei a semana passada inteira detestando minha ideia original, enquanto fritava a cabeça para pensar numa forma de melhorar a história. Por fim, o conto nasceu e, para minha surpresa, ficou bem melhor que eu imaginava, viu? Para você conhecer essa história, dependemos do Maicon Moura — organizador da Antologia —, não cortar meu conto da seleção. Se você está esperando a moral da história, aqui vai. Minha ideia original era terrível e eu poderia ter parado ali, mas como aceitei que ela existisse, ela acabou evoluindo para algo bem melhor. E o conto só nasceu porque concordei em não corresponder às minhas próprias expectativas. O peso de carregar pesos e bandeiras alheias Essa é mais complicada, porque não existem limites para essas bandeiras e pesos. Como exemplo, imagino tranquilamente alguns amigos pessoais me condenando por compartilhar um artigo como este que você está lendo. “Virou coach agora?” e “não sei se você deveria se abrir tanto” são comentários que costumo ouvir. Ironicamente, são também os únicos comentários que escuto deles. Há exigências de posicionamento, do que você deveria defender, das referências que deveria citar, das que não deveria, e por aí vai. Não vou me delongar tanto na lista, mas diria que existem mais de 16 + 1 cobranças nessa linha. Quando você passa a produzir conteúdo com frequência, é comum que as pessoas te vistam o rótulo de influenciador para cobrar que você carregue alguma bandeira — que pode ser desde uma expectativa específica, até algo em que elas acreditam. Como minhas principais fontes de renda vêm do LinkedIn, acabei cedendo e me dispus a carregar muito mais peso do que deveria. É tão louco que, se você anuncia que precisa de um tempo das redes sociais para descansar, é comum que lhe coloquem ainda mais peso nas costas: “vem coisa boa por aí”. Tem um clichê que diz que todas as pessoas que conhecemos estão passando por uma batalha silenciosa de que não sabemos nada. Hoje em dia, isso se tornou ainda mais forte e, às vezes, carregar minhas próprias bandeiras já é pesado o suficiente. Essa sensação de cansaço e sobrecarga ainda costuma ser fatal para a escrita. Você deixar de escrever por estar sobrecarregado e, logo, fica ainda mais sobrecarregado por não escrever nada. Se me perguntar a solução, ainda não sei tão bem, mas vale começar frustrando suas próprias expectativas e também das outras pessoas. Tomando este artigo como exemplo de novo, meu lado marketeiro grita para eu não publicar um texto como esse e, muito provavelmente, você não decidiu me acompanhar para ler desabafos. Acredite se quiser, ainda deixei este artigo descansando por 12 horas, enquanto pensava se cortava ou não esse trecho final. Porque, se eu finalizasse logo após a parte da ficção, ainda teríamos uma conclusão bem linkediana, com direito a lição

O Ciclo da Marca Pessoal e os 6 elementos mais importantes para se tornar referência na sua área

O Ciclo da Marca Pessoal e os 6 elementos mais importantes para se tornar referência na sua área

Quando comecei a organizar a estrutura do curso de LinkedIn para Marcas Pessoais, uma das primeiras coisas que fiz foi dividir tudo em três pilares: Marca Pessoal O Verdadeiro Networking Produção de Conteúdo Logo em sequência, desenhei um ciclo que funcionou como um guia de alguns dos principais pontos que seriam abordados. Esse garrancho mesmo que você pode ver logo abaixo: Para estruturar esse ciclo, não me baseei em algo que encontrei pronto num livro. Em vez disso, refleti bastante sobre o que vivenciei ao longo dos últimos três anos como um usuário bem ativo no LinkedIn, enquanto produzia bastante conteúdo e aprendi na prática como funciona a construção de uma marca pessoal. E o resultado foram os seis elementos que vamos ver agora. 1. Autoconhecimento Antes de ter uma persona (ou um público-alvo), você tem uma identidade própria e, por isso, o autoconhecimento é uma das etapas mais importantes para qualquer pessoa que deseja consolidar sua marca. Em vez de “correr atrás de uma persona”, exponha suas especialidades, sua área de atuação, seus valores e suas paixões. Dessa forma, você vai atrair pessoas interessadas no mesmo assunto que você aborda e que estão alinhadas aos seus princípios. Aí sim, faça questão de entender melhor como você pode ajudar ainda mais essas pessoas. Mas jamais deixe essa “obsessão pela persona” guiar sua marca. Especialmente quando se trata de marcas pessoais, essa é uma das formas de transformar sua marca num “produto genérico”. E acredito que esse está longe de ser seu objetivo, não é? 2. Autenticidade Uma frase que você certamente já ouviu por aí é “você PRECISA ser autêntico”, ou “você PRECISA ser você mesmo”. O que não costumam te contar é como fazer isso na prática. Não estou aqui para ditar regra alguma e muito menos para te entregar uma fórmula mágica para a autenticidade. Até porque continuo acreditando que fórmulas prontas são uma das formas mais simples de matá-la. Mas ainda existe um caminho que pode te ajudar a trazer autenticidade para seus textos e como abrimos falando sobre autoconhecimento, vai ficar ainda mais fácil, quer ver? Em seus próximos textos, faça questão de trazer à tona os seguintes elementos: Seus valores Suas paixões Suas próprias referências e experiências Nos meus textos, por exemplo, você vai notar os seguintes elementos: Integridade e criatividade Cinema, música e literatura Ensinando o que pratico e algumas referências bem características Toda vez que consigo mesclar esses elementos em um conteúdo, tenho certeza que vai ser bem difícil encontrar outro igual por aí. E a autenticidade é justamente sobre isso, não é? 3. Transparência Você não precisa ser especialista para trabalhar sua marca pessoal, nem precisa fingir ser um. Em vez disso, aposte sempre na transparência. Se você está começando numa nova área, deixe isso claro e poderá servir de inspiração para outras pessoas que pensam em começar. E outro ponto fundamental aqui é sobre jamais esconder suas referências. Já disse isso antes por aqui e repito: a diferença entre o desejo de transmitir uma mensagem de valor para a audiência e o desejo de inflar o ego do autor pode ser sutil. Tão sutil quanto uma referência faltando. 4. Pratique o que ensina (e ensine o que pratica) Vamos supor que, em vez de falar sobre LinkedIn para Marcas Pessoais, Escrita Criativa e Storytelling, eu decida falar apenas sobre dicas de pintura por aqui. Você veria publicações como: Como escolher o melhor pincel para seu caso Como misturar tintas como um profissional A importância da psicologia das cores na pintura Porém, você jamais me veria pintando nada por aqui. Nem quadro, nem parede, nem unha. Qual seria sua reação ao ver dicas como essas por aqui? Você continuaria confiando em mim? Agora, outra situação: vamos supor que eu decida aprender a pintar quadros como hobby e, mesmo muito longe de ser especialista, já tenho meus primeiros quadros. E se eu te mostrasse os quadros e ensinasse um pouco das técnicas que usei? Nesse caso, as coisas ganham um pouco mais de sentido, não acha? Primeiro, eu estava te ensinando algo que eu não pratico. Depois, estava ensinando algo que comecei a praticar, mesmo não sendo especialista. Ou seja, quer fortalecer sua marca pessoal? Pratique o que você ensina (e ensine o que você pratica). É uma das formas mais simples e eficazes de construir uma marca pessoal a longo prazo. Da mesma forma que não praticar o que ensina também é uma das formas mais fáceis de comprometer sua credibilidade. 5. Compartilhe sua Jornada Se você for transparente e ensinar o que vem praticando, compartilhar sua jornada é o próximo passo mais natural. Na minha opinião, fazer isso também é a melhor estratégia de produção de conteúdo no longo prazo e contei em detalhes o porquê disso no meu último artigo. De forma resumida, é a maneira mais simples de fortalecer sua marca no longo prazo e não exige nada de você além do que você já vem praticando. Ainda tem um potencial gigantesco de te aproximar de outras pessoas interessadas na sua área de atuação. Dá para chamar isso de “fazer networking”, mas acredito que tem um potencial ainda maior: criar e fortalecer comunidades. 6. Seja um guia para seu público E se abri o artigo falando para você não se preocupar tanto assim com sua persona (ou público-alvo), para fechar o ciclo, podemos resgatá-la. Deixando claro que, numa estratégia de construção de marca pessoal, não podemos ignorá-la. Mas também não precisamos nos tornar escravo da persona. Por isso, se você me perguntar, diria para você começar se preocupando com os 5 elementos anteriores. Somente após entrar em movimento, preocupe-se em entender o perfil das pessoas que você vem atraindo com seus conteúdos. E conforme entender isso melhor, você incorpora em suas publicações algumas dificuldades, desafios, sonhos e desejos dessa persona. Essa é uma das facetas de “ser um guia para seu público”. A outra é para você esquecer essa história de produzir para inflar seu ego ou focar

Quer trabalhar sua marca pessoal, mas acredita que não é especialista? Então, Compartilhe sua Jornada.

Quer trabalhar sua marca pessoal, mas acredita que não é especialista? Então, Compartilhe sua Jornada.

O primeiro artigo que escrevi e compartilhei no LinkedIn foi contando sobre minha mudança de carreira, com uma bela dose de sensacionalismo no título que não repetiria hoje em dia: De Tesla ao Google: como mudei da Engenharia Elétrica para o Marketing em 23 horas Isso foi no começo de 2018 e não lembro exatamente quantas conexões eu tinha, mas me lembro que esse artigo teve pouquíssimas visualizações quando publicado e pouco me importei com isso. O que me interessava mesmo era contar minha história. Logo após publicar, lembro também que atualizei meu campo de Sobre (na época, chamado de Resumo) para fechá-lo com uma pergunta: “Quer entender como um engenheiro foi parar no marketing? Confira o artigo abaixo”. Meu perfil passou um bom tempo assim e, quando chegavam novas conexões, elas também se interessavam por entender melhor minha travessia de carreira e clicavam ali. Mal sabia na época, mas ali eu começava uma estratégia de produção de conteúdo que foi — e continua sendo — crucial na minha carreira: documentar e compartilhar minha jornada de aprendizado. O meio termo ideal entre a Síndrome do Impostor e o Efeito Dunning–Kruger A síndrome do impostor você provavelmente já conhece e, se ainda não conhece o Efeito Dunning-Kruger, deixa eu te explicar de forma bem rápida. Ele tem a ver com a nossa curva de aprendizado ao nos depararmos com um assunto novo. Ou mais especificamente, com a relação entre a confiança e o conhecimento adquirido. Em um primeiro momento, conhecemos um tópico novo e pode-se dizer que a empolgação nos leva a acreditar que sabemos muito sobre aquilo — esse é o pico da estupidez. Um pouco depois, percebemos que o buraco é mais embaixo e entramos numa fase em que nossa confiança costuma ser menor que o conhecimento — que recebe o nome de vale do desespero, mas provavelmente soa bem familiar, não é, impostor? Finalmente, após bastante estudo e prática — principalmente prática — nosso aprendizado nos leva a um ponto em que temos consciência de que sabemos bastante, mas também conhecemos nossas limitações. E o gráfico fica assim: Dependendo da confiança nessa curva, somente compartilharíamos conteúdos e aprendizados em dois momentos: no pico da estupidez e no final da curva. Ou seja, após passarmos pelo pico da estupidez, somente nos restaria aguardar o grande momento em que finalmente nos tornaríamos especialistas. Ou então, podemos chegar ali debaixo — no vale do desespero mesmo — chegar pedindo licença: “opa, eu não sou especialista não, mas olha só que eu aprendi…” É tudo questão de posicionamento Se você se sente inseguro em compartilhar aprendizados dessa maneira, excelente. É um forte sinal que você se importa demais com seu trabalho e mais um indício de que você deve, sim, compartilhar. Pode surgir alguém te questionando por falar sobre algum assunto sem ser uma autoridade nele? Claro que pode, ainda mais nessa internet e nessa fase em que vivemos. Mas tudo é questão de posicionamento. Vamos a um exemplo extremo: se eu acrescentasse à minha minibiografia ao final desse texto que sou especialista em storriteling, qual seria sua reação? Provavelmente duvidaria de mim, certo? Agora, se você visse um conteúdo meu falando que acabei de começar a aprender storriteling e que planejo compartilhar meus próximos passos e aprendizados sobre o assunto. O nível de cobrança e expectativa já muda. No primeiro caso, imagino que várias pessoas tirariam prints para compartilhar em mensagens privadas e seria possível ainda render alguma publicação no feed acusando o Efeito Dunning-Kruger. No segundo, já seria bem mais fácil alguém se aproximar para me ajudar e até me dar um feedback para corrigir a grafia. E isso tem tudo a ver com um grande ponto positivo de compartilhar sua jornada. É uma das melhores formas de conhecer novas pessoas e fazer Networking Compartilhe seus aprendizados mais recentes e você verá isso acontecendo. Outras pessoas da sua área vão passar a te conhecer por estarem num trecho de jornada parecida, ou simplesmente por terem interesse em acompanhar sua trajetória. Isso inclui pessoas mais iniciantes que você, no mesmo nível e, até mesmo, mais avançadas — ou, se preferir, “especialistas”. Assim, você pode atrair tanto pessoas que querem aprender com você, quanto pessoas dispostas a te ajudar. Ali em cima, no intertítulo, chamei isso de networking, mas acredito que tem um potencial ainda maior: criar e fortalecer comunidades. Porque, quanto mais pessoas estiverem dispostas a compartilhar seus aprendizados sobre um determinado assunto, teremos mais pessoas dispostas a aprender sobre aquilo, colaborarem e se ajudarem para crescerem juntas. Quer um exemplo para ver tudo isso na prática? Em maio de 2020, compartilhei o seguinte artigo por aqui: Por que decidi (finalmente) profissionalizar meu Instagram e como você pode começar? Meu objetivo com ele era bem simples: avisar que finalmente criando vergonha na cara para profissionalizar meu Instagram. Se você me acompanhava por lá antes disso, provavelmente saber que meu perfil vivia à base de Spotify, fotos com minha namorada e cervejas nos finais de semana. 100% pessoal e zero conteúdo. Como eu já vinha num ritmo de produção mais forte de textos, acreditava que a adaptação para o Instagram seria bem simples e que eu estava “desperdiçando” conteúdo por não fazer isso. Advinha só em qual ponto do Dunning-Kruger eu estava? Nem no Vale do Desespero eu havia chegado. Estava no topo do Pico da Estupidez mesmo. Confiança lá em cima que seria bem simples adaptar meus artigos para lá, conhecimento lá embaixo e bora profissionalizar o Instagram. E, se você ver meu posicionamento no artigo, verá que não há problema algum. Porque a mensagem principal que levo no artigo não é querendo posar de especialista, ditar regras ou ensinar ninguém o que se deve fazer. Era simplesmente avisar: Tô começando no Instagram, galera. Quem quiser me acompanhar, será um prazer. Quem também estiver pensando em começar, é assim que eu tô fazendo. Bora? Olhando os comentários, você verá algumas pessoas que estavam passando pela mesma situação e que haviam

Quais foram os 5 melhores livros de ficção que você já leu?

Quais foram os 5 melhores livros de ficção que você já leu?

Na última caixa de perguntas que abri no meu perfil no Instagram, apareceu a seguinte pergunta: Top 5 livros que não sejam de escrita? Então, já emendei uma enquete para entender se o pessoal preferia ficção ou não ficção. O resultado? Foi tão acirrado que estou considerando publicar as duas listas, mas ficção venceu com 55% dos votos. Até poderia ter respondido por lá mesmo, com uma pequena lista nomeando cada um dos cinco. Só que não teria a mesma graça, além de ser um desperdício de um grande assunto se eu simplesmente jogasse uma lista de tópicos por lá. Então, decidi trazer uma resposta mais completa para cá. Até porque “livros de ficção” é um tema fantástico e que não aparece tanto quanto deveria na timeline do LinkedIn. Claro que nomear os cinco melhores envolve uma bela dose de subjetividade. Posso apenas falar de livros que já li e selecionei os que mais me marcaram no momento em que li cada um. Se você acredita que algum livro merecia entrar para essa lista, tem uma boa chance de eu ainda não tê-lo lido. Então, fique à vontade para deixar suas indicações nos comentários. Clube da Luta, por Chuck Palahniuk Se você já leu outros artigos meus por aqui, tem uma bela chance de você já ter se deparado com alguma citação ou menção ao Chuck — incluindo um texto inteiro dedicado ao livro sobre escrita que ele publicou em janeiro de 2020. Aliás, que livro, viu? E se for para listar meus 5 livros preferidos de escrita, não tem como deixar o “Clube da Luta” de fora. Afinal, foi meu primeiro contato com o trabalho do autor e, desde que o li pela primeira vez — lá em 2012 —, já são quase 9 anos que acompanho de perto tudo o que ele publica sem me preocupar em ler a sinopse. Acredito que a trama do Clube da Luta não é mais segredo para muita gente, por conta do filme incrível dirigido pelo David Fincher inspirado na obra. Se você ainda não conhece, é sobre um homem de classe média que sofre de insônia, tem alguns problemas relacionados à sua saúde mental e vive em função do trabalho. Para se sentir realizado, ele investe seu tempo livre e boa parte do seu dinheiro em roupas caras, móveis e decoração para seu apartamento. Logo na introdução, seu apartamento explode e todos os seus bens materiais são perdidos na explosão. A partir disso, a narrativa se desenvolve e o Chuck Palahniuk constrói várias reflexões e críticas brilhantes sobre o consumismo e a forma como nos acostumamos a viver nossas vidas. “Há uma categoria de homens e mulheres que querem dar a vida por algo. A propaganda faz essas pessoas irem atrás de carros e roupas de que elas não precisam. Gerações têm trabalhado em empregos que odeiam para poder comprar coisas de que realmente não precisam. Não temos uma grande guerra em nossa geração ou uma grande depressão, mas na verdade temos, sim, é uma grande guerra de espírito. Temos uma grande revolução contra a cultura. A grande depressão é a nossa vida.” — Chuck Palahniuk, “Clube da Luta” Ah! E se você já assistiu ao filme, mas ainda não leu o livro, vou só dizer que o final é diferente, viu? Um Estranho no Ninho, por Ken Kesey Lançado em 1962, “Um Estranho no Ninho” é um grande clássico da contracultura, prestando uma bela contribuição para a Geração Beat, batizada por Jack Kerouac, e influenciando o movimento hippie que chegava com força nos anos 60. Além de influenciar outras obras da contracultura, como o próprio “Clube da Luta”. A história do livro começa com R. P. McMurphy alegando insanidade para escapar da prisão. Chegando no hospício, ele passa a influenciar a rotina dos internos e desafiar a autoridade da enfermeira Ratched — essa mesma Ratched que ganhou uma série na Netflix. Boa parte da inspiração para a trama do livro veio da experiência do próprio autor, que foi voluntário no MKUltra. Um projeto clandestino da CIA, que tinha o objetivo de testar se era possível forçar confissões dos cobaias através do consumo de drogas — especialmente LSD. A contracapa do livro diz que Ken Kesey traz “uma parábola envolvente entre o bem e o mal”. Mas, conhecendo o contexto de lançamento do livro, é possível ir mais longe e enxergar uma grande alegoria de uma geração que tinha seus próprios princípios e era reprimida pelas decisões políticas. Dessa forma, a história vai muito além das paredes do hospício onde ela se passa e se torna um clássico atemporal. “Da última vez em que o vi, ele estava cego de beber no meio dos cedros, e toda vez que eu o via pôr a garrafa na boca, ele não bebia da garrafa, a garrafa é que bebia dele.” — Ken Kesey, “Um Estranho no Ninho” O Grande Gatsby, por F. Scott Fitzgerald Se “Um Estranho no Ninho” traz uma bela alegoria retratando a década de 60 nos EUA, agora voltamos aos anos 20. E aqui, preciso confessar que, na primeira vez em que abri “O Grande Gatsby” para ler, não sabia o contexto da obra e não gostei. Anos depois, descobri que o Hunter S. Thompson — um dos meus escritores preferidos — havia reescrito “O Grande Gatsby” na íntegra, palavra por palavra, simplesmente para ter a sensação de como seria escrever um livro como esse. Então, foi impossível não dar uma segunda chance. Depois de entender o contexto, então, o livro me ganhou de vez. Desde os tempos de escola, sempre gostei demais de estudar sobre as grandes guerras e batalhas. E os anos 20 marcaram o momento logo após a 1ª Guerra Mundial, em que a Europa se reconstruía e os EUA despontavam como grande potência. Como ficaram conhecidos oficialmente, foram os Loucos Anos Vinte, ou a Era do Jazz. Um período que F. Scott Fitzgerald conseguiu captar com perfeição em O Grande Gatsby, lançado em 1925, enquanto

Tudo em nome dos cliques (e do dinheiro): no Marketing Digital, os fins realmente justificam os meios?

Tudo em nome dos cliques (e do dinheiro): no Marketing Digital, os fins realmente justificam os meios?

Apesar de não falar muito sobre o mercado de produtos digitais e técnicas de escrita persuasiva por aqui, são temas que passei a estudar demais desde que lancei a primeira turma do meu curso, em junho de 2019. Tanto que, em fevereiro de 2020, troquei de cargo na Rock Content e passei a trabalhar nos bastidores da Rock University, participando ativamente nos principais lançamentos e divulgações de cursos da empresa. Se você recebeu algum email da Rock University no último ano, tem boas chances de eu ter alguma parcela de culpa por trás disso. E se você se inscreveu em algum curso, também. Mas, neste artigo, quero falar com você sobre o que aconteceu com o mercado de produtos digitais nos últimos anos. Desde que decidi me aprofundar nesse tema, desenvolvi um hobby de participar de lançamentos de cursos dos principais nomes do mercado. Um hobby nada saudável, diga-se de passagem, mas passei a me inscrever em várias séries que prometiam entregar conteúdo 100% online e 100% gratuito. Semana disso, intensivão daquilo, o jogo de sei lá o quê… e por aí vai. Participei de vários eventos como esses para desconstruir e entender melhor como funcionam os processos de venda. E, principalmente, porque continuava otimista em encontrar alguém que quebrasse o padrão do discurso enlatado que essas séries costumam trazer. Até então, encontrei diversos nomes que prometeram fazer isso, mas que realmente cumpriram com o discurso foram bem poucos, viu? Se você já participou de alguma série como essas, não costuma ser difícil reconhecer o discurso. O roteiro não muda tanto e até as palavras costumam ser as mesmas, trazendo sempre o exemplo de uma história de sucesso real de alguém que saiu do absoluto zero. Com bastante ênfase em real e absoluto zero, porque aparentemente são palavras poderosas. A grande questão é que, para algo ser replicado à exaustão a ponto de se tornar um clichê, é sinal que funciona. E lembra daquela clássica frase do Maquiavel: “os fins justificam os meios”? Quando o fim é financeiro, a coisa fica feia Aqui, preciso dizer que tenho perfeita consciência que sou um peixe muito pequeno nesse mercado e dificilmente esse texto vai surtir algum efeito. Aliás, para quem olha apenas o retorno financeiro, um print dos resultados de um lançamento seguindo esses moldes enlatados já invalidaria meu artigo. Dos resultados financeiros, não tenho como discordar. Mas não consigo concordar com os meios. Diria que nem o próprio Nicolau Maquiavel concordaria, porque acredite: ele nunca escreveu a tal frase. “Vasculhem as obras de Nicolau Maquiavel. Revirem-nas e me digam onde está a famosa frase ‘os fins justificam os meios’, tão comumente atribuída ao autor. Poupar-lhes-ei o tempo: não está (…) Maquiavel jamais poderá ser reduzido à simplória compreensão de que os fins justificam os meios. É um autor muito mais complexo que busca na história os exemplos para criar uma espécie de manual para a estabilidade de um Estado.” — Matheus Leone, Eu inocento Maquiavel! Mas isso entra apenas como uma curiosidade extra para nossa conversa. Se Maquiavel disse isso ou não, pouco importa. O mercado de produtos digitais continua levando essa máxima a sério. Entre as inúmeras aulas e lançamentos que acompanhei nos últimos anos, um discurso representa bem isso: “para convencer alguém, você precisa dizer seja lá o que essa pessoa quer ouvir, para, então, entregar o que ela precisa”. Dizer seja lá o que ela quer ouvir. Impossível não lembrar do seguinte trecho de It’s Alright, Ma, do Bob Dylan: “Anúncios te convencem a pensar que você é o único, que pode fazer o que nunca foi feito, vencer o que nunca foi vencido. Enquanto isso, a vida lá fora continua à sua volta.” — Bob Dylan, It’s Alright Man (I’m only bleeding) E do que a pessoa precisa mesmo? Copywriting: o que deveria ser e o que se tornou Se você não é familiar com o termo Copywriting, podemos resumi-lo como a técnica de escrita com foco em persuadir e convencer o leitor (ou interlocutor) a tomar uma ação. Basicamente, é vender através das palavras. Persuadir. Não iludir, nem manipular. Um discurso persuasivo trabalha para convencer alguém a se mover na direção de algo que ela própria já precisava. Enquanto um discurso manipulador pinta o que será entregue como uma potencial solução para todas as dores e dificuldades que uma pessoa tem. Bastante destaque para o potencial, porque é ali que mora a raiz dos problemas. Lembra da ideia de dizer o que a pessoa quer ouvir para, então, entregar o que ela precisa? Entregar o que ela precisa, ou seria “o que eu preciso que ela precise”? Muitas vezes, dizer o que as pessoas querem ouvir é pintar uma história com começo e fim — ignorando o meio de forma proposital, ou segundo ato, porque é o momento da narrativa onde as dificuldades aparecem. É a transformação, sem as dores da jornada. É a Odisseia, sem a odisseia. E a ideia é bem simples: fazer as pessoas imaginarem o futuro que elas querem conquistar, em conflito com o presente que elas querem evitar. Se o produto vendido entrega essa transformação ou não, é a grande pergunta. Só que, em alguns casos, as promessas vão tão longe — mas tão longe — que fica fácil prever que não serão entregues. Um dos melhores exemplos que testemunhei foi uma série online que prometia solução para um mundo pós-pandemia. Agora, pensa comigo: o que poderia ser entregue para atender essa promessa? Como era um evento online, dificilmente seria a vacina. Se você cutuca a ferida sem entregar a cura, a única dor solucionada é o bolso do especialista por trás da promessa. Como o Seth Godin definiu perfeitamente no excelente livro All Marketers are Liars: “Uma fraude é um discurso usado no Marketing que, ao ser revelado como uma história, deixa quem acreditou nela com raiva. É enganoso. Uma fraude é uma história contada unicamente para beneficiar quem está por trás do Marketing. Uma fraude é marketing com

Ainda vale a pena escrever artigos no LinkedIn?

Ainda vale a pena escrever artigos no LinkedIn?

Uma das dúvidas mais clássicas de quem começa a produzir conteúdos no LinkedIn é: publicações no feed ou artigos? Em qual dos dois focar? Basta navegar um pouco pelo feed e uma conclusão é certa: o alcance das publicações costuma ser muito maior. Analisando os números de curtidas que vemos, isso é inegável. Além disso, nos últimos anos, a percepção geral é que o alcance dos artigos tem despencado cada vez mais. Pergunte a qualquer produtor de conteúdo ativo há mais tempo no LinkedIn. A resposta será bem parecida com um tiozão nostálgico lamentando a saudade dos seus velhos tempos. Para você que gosta de números, eu comecei a escrever no LinkedIn em 2018. Na época, cheguei a alcançar mais de 49 mil pessoas com um único artigo. Hoje, é raro alcançar mais de 10 mil. Se me perguntar a razão dessa diminuição, eu também adoraria entender. Afinal, foi justamente essa possibilidade de compartilhar textos longos no LinkedIn que me fez brilhar os olhos e decidir apostar nessa plataforma. Além do alcance ser maior, escrever um texto curto é mais fácil que um artigo completo. E o post não precisa sequer de uma imagem de capa. — É mais fácil e tem mais alcance? Então, você escreveu um artigo para me contar que não vale a pena escrever artigos e disse isso logo na introdução? Não vou nem ler o resto. Calma lá. Essa costuma ser justamente a linha de raciocínio de quem escolhe ignorar os artigos e focar apenas no feed. Agora que ultrapassamos 1300 caracteres neste artigo — o limite das publicações no feed — e o pessoal apressado que se acostumou a consumir publicações apenas por lá dispersou, deixa eu te contar por que continua valendo muito a pena escrever artigos. Visualizações não são a única métrica que importa Quando comecei a publicar por aqui, meu objetivo era apenas escrever e compartilhar meus textos. Qualquer coisa além disso, era lucro. E não demorei a notar que, além das métricas mais óbvias de visualizações e curtidas, havia outras muito mais importantes. Comentários? Compartilhamentos? Também, mas elas são um mero reflexo da métrica que mais importa para quem produz conteúdo: pessoas impactadas, não alcançadas. Se você olhar bem, boa partedeste artigo até poderia ser transformada em diferentes posts de feed e, fatalmente, alcançariam mais pessoas. Porém, se o seu objetivo é ajudar as pessoas para que elas saiam transformadas de seus conteúdos, fica bem difícil fazer isso com as peças espalhadas por aí. Outro ponto importante é a construção de relacionamento com sua audiência. Como a entrega nos artigos é maior, acaba que o engajamento nos comentários também costuma ser melhor — não em número, mas em qualidade. Os números da imagem acima são de duas publicações minhas sobre um mesmo tema: a Maldição da Residência Hill e a aula de storytelling por trás da série: artigo; post no feed. Olhando apenas o número de visualizações, a publicação no feed ilude e faz parecer que teve um resultado melhor. Porém, basta analisar qualquer outro número ali para notar que ela foi superada pelo artigo. Em qualidade de engajamento, também. Isso fica nítido nos comentários.  No fim das contas, produzir conteúdo é sobre construir relacionamentos para fortalecer sua marca pessoal e, a longo prazo, os artigos continuam trazendo excelentes resultados. Tudo bem que eles alcançam menos pessoas, mas é um número menor de pessoas que podem sair transformadas do seu artigo. Em vez de um número gigantesco que rolou a tela do feed e passou direto pelo seu post. Porque tem esse detalhe também: 653 visualizações do artigo são 653 pessoas que se interessaram e clicaram para ler o que você tinha a dizer. Enquanto, 13.605 visualizações no feed são quase 14 mil pessoas rolando a tela do celular. Artigos têm um peso maior para fortalecer sua marca pessoal Aqui, entram em cena três aspectos dos artigos que não são tão lembrados quanto o alcance. Com eles, temos total liberdade criativa para trabalhar nos formatos mais variados — links, imagens, vídeos — para construirmos o melhor conteúdo possível.   1. Você consegue divulgar seus outros canais com maior facilidade Por exemplo: além do LinkedIn, também estou postando dicas práticas sobre Escrita Criativa, Storytelling e LinkedIn lá no Instagram. A imagem acima foi uma adaptação deste post aqui — e isso não tem como fazer no feed. 🙂 Se a dificuldade de produção é maior, o tamanho ilimitado dos artigos é uma vantagem gigantesca para quem tem muito conteúdo de valor para compartilhar. E claro, o tempo de vida dos artigos costuma ser maior. 2. Seus textos se tornam seu portfólio Eu não sei você, mas quando quero conhecer melhor o trabalho de alguém ativo no LinkedIn, a primeira coisa que faço é visitar seu perfil, clicar em Atividades > Artigos. Ali, consigo encontrar todos os textos que ela publicou nesse formato e fica muito mais fácil conhecer seu trabalho. E a diferença entre quem produz e não produz artigos fala alto, como você pode ver nos prints abaixo (com direito a um jabá gratuito para o tio Eri). 3. Seus textos também podem ser encontrados no Google Como o LinkedIn é um domínio com bastante autoridade, ele facilita que seus artigos apareçam em pesquisas do Google. Um exemplo: O ideal era ter esse texto diretamente no meu site. Mas ele foi publicado em outubro de 2018, quando ainda não tinha um blog no ar, e mesmo assim, aparece na 1ª posição do Google para “perigos do storytelling”. Para quem escreve e ainda não tem seu próprio site, pode ser uma excelente alternativa para ser encontrado e uma bela porta de entrada para novos leitores. A comunidade dos produtores de artigos Com o alcance despencando, os produtores de artigos que escreviam apenas pelos números foram para o feed. Por isso, hoje em dia, só quem realmente gosta de escrever e compartilhar tem produzido neste formato. O resultado foi que o alcance acabou se tornando um filtro e uma forma de

Um filme, um livro e um aplicativo: 3 dicas para cultivar melhores hábitos e começar o ano inspirado

um filme, um livro e um aplicativo

Aproveitando o clima de começo de ano, decidi compartilhar com você um filme sobre a importância das nossas escolhas, costumo rever pelo menos uma vez por ano. Além de um livro e um aplicativo que vão te ajudar a cultivar melhores hábitos. Depois de conferir, me diz o que achou das indicações? E claro, se tiver uma recomendação, é só me dizer nos comentários 🙂 1. Um filme: Sr. Ninguém (Mr. Nobody) Lançado em 2009, foi escrito e dirigido pelo excelente Jaco Van Dormael, e está entre meus 5 filmes preferidos desde a primeira vez que assisti. Caso esteja curioso, os outros 4 são: Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas Na Natureza Selvagem Clube da Luta Medo e Delírio E tenho o costume de rever cada um desses 5 filmes de tempos em tempos, mas Sr. Ninguém é o que revejo com maior frequência. É um filme fantástico que mescla drama, ficção científica e fantasia, trazendo como protagonista Nemo Nobody, um homem de 118 anos que é o último mortal na terra. Não é fácil trazer uma sinopse com maiores detalhes sem comprometer sua experiência com o longa-metragem. Só não espere clichês em Sr. Ninguém. Enquanto Nemo conta sobre sua vida, ele traz uma narrativa não linear com todos os rumos que sua vida poderiam ter tomado diante de determinadas escolhas. Algumas cenas específicas do filme já fazem ele valer a pena e, se fossem transformadas em curtas, seriam muito mais profundos que vários filmes que vemos hoje em dia. A última vez que assisti foi em dezembro do ano passado, algumas semanas atrás, e, só de escrever sobre ele, já fiquei com vontade de ver de novo. Talvez faça isso hoje mais tarde. 2. Um livro: Hábitos Atômicos, de James Clear Faz um bom tempo que esse livro estava na minha lista de próximas leituras. Salve engano, a primeira pessoa que vi falando sobre ele foi o Vitor Peçanha e, naquele momento, já incluí o livro na lista de compras da Amazon. Depois, também me deparei com o Tiago do @tira.do.papel indicando a obra várias vezes, inclusive como livro do mês de junho. Acabei priorizando outras obras desde então e, agora, começando o ano de 2021 oficialmente como autônomo, decidi que chegou o momento de finalmente conferir o livro. Comecei o livro no primeiro dia útil oficial de 2021 e estou em 60% de Hábitos Atômicos, mas ele já superou e muito minhas expectativas. Hábitos Atômicos é prático, direto ao ponto e traz métodos que você pode — e deve — implementar em sua rotina enquanto lê. Se tem algum hábito que você quer desenvolver, ou algum vício que deseja eliminar da sua rotina, esse livro é uma excelente pedida. 3. Um aplicativo: Audible Se você estranhou que falei sobre meu progresso no livro usando porcentagem em vez de número de páginas, eis o motivo. Estou escutando o livro usando o Audible, a plataforma de audiobooks da Amazon e não estou aqui fazendo propaganda de graça à toa. Dos livros que já ouvi por lá, a maioria tem uma adaptação incrível e vários são narrados pelo próprio autor — como o caso do próprio Hábitos Atômicos. O último lançamento do Malcolm Gladwell — “Talking to Strangers”, por exemplo, ainda foi gravado exatamente no formato do podcast dele, Revisionist History. Também é fantástico o toque mais pessoal que o livro ganha ao ser narrado pelo próprio autor. A sensação é de que ele está ali conversando com você, quase da mesma forma quando recebemos uma série de áudios no WhatsApp de um amigo. Diria que a plataforma só tem um ponto negativo, que é o fato dela cobrar em dólar. Eu mesmo fui assinante do Audible por vários meses, mas decidi cancelar no fim do ano passado por conta dos sustos que chegavam em formato de fatura. — Então, por que você está recomendando se não assina mais? Simples. Ao criar o seu cadastro, você tem direito a um mês de graça e recebe um crédito para escolher qualquer livro da plataforma gratuitamente. Incluindo o Hábitos Atômicos. Só recomendo tomar cuidado, porque esse tal de Audible é viciante. Após começar com esse teste, você pode comprar outros audiobooks e acabar fazendo propaganda de graça para eles na Internet.

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