Dimitri Vieira
linkedin funciona mesmo
linkedin funciona mesmo

Afinal, LinkedIn funciona mesmo? Por que ele é tão odiado? Descubra agora!

No mundo de hoje, pessoas que não usam, pelo menos, uma rede social, são vistas como se fossem de outro planeta. Sobretudo se o interesse delas for se destacar nos mercados em que atuam e não tiverem conta no LinkedIn. Mas, será que o LinkedIn funciona mesmo?

Essa é uma questão que permeia os pensamentos de muita gente que criou um perfil, mas obteve resultados muito aquém do esperado, além de ter tido experiências que fizeram tomar ódio pela rede.

Mas por que isso acontece? Quais práticas devem ser evitadas para fazer o LinkedIn funcionar? 

O LinkedIn funciona mesmo?

Levantei aqui as três principais razões que levam as pessoas a essa pergunta.

“Meu perfil tem pouco engajamento”

Sabe aqueles dias em que você acorda com muita inspiração? De imediato, pula da cama, liga o computador, acessa o LinkedIn e escreve um texto fantástico? 

Claro que a expectativa é que o conteúdo seja curtido, comentado e compartilhado por muitos que acharam incrível o que você escreveu. Mas, para a sua surpresa, a publicação tem apenas três curtidas (geralmente de amigos que não chegam a ler tudo, mas curtem para dar um apoio).

Como você percebe que outros formatos de postagem (vídeo, artigos, enquetes, e afins) têm o mesmo baixo resultado, não demora para o desânimo chegar, assim como a percepção de que o LinkedIn não é tão efetivo quanto aparenta.

“Não consigo construir networking”

Sabe aqueles profissionais cujos trabalhos inspiram a sua profissão? Ou aquelas pessoas que você admira por serem muito bem sucedidas em suas carreiras? Quem sabe os líderes ou recrutadores de grandes empresas das quais você gostaria de fazer parte?

Pois bem, o que muitas pessoas esperam ao criar uma conta no LinkedIn é ter acesso a esse tipo de público destacado. Afinal, independente de qual seja a sua intenção na plataforma, conforme diz o ditado popular, “diga-me com quem andas e te direi quem és”. Ou seja, as suas conexões na plataforma podem elevar a sua autoridade.

Mas e quando isso não acontece? E quando os influenciadores, ou pessoas cuja trajetória profissional você prestigia, não aceitam o seu convite de conexão nem te seguem de volta?

Isso transmite a sensação de “não me convidaram para essa festa”, não é mesmo? Portanto, essa é a segunda principal razão que faz algumas pessoas desacreditarem no LinkedIn.  

“Não consigo emprego”

Por mais que bater de porta em porta de empresas para deixar currículo e usar plataformas de vagas ainda sejam táticas que funcionem na busca de um emprego, o LinkedIn não fica atrás. Tem se tornado cada vez mais comum conhecer alguém que foi contratado por uma empresa a partir da plataforma.

Afinal de contas, além de vagas serem anunciadas por lá, os times de recrutamento das empresas também fazem buscas por novos talentos que possam preencher o cargo que está aberto.

Contudo, quando temos um perfil no LinkedIn e não somos prospectados, começamos a nos questionar se ele é realmente eficiente na conquista de um bom emprego.

Por que o LinkedIn é tão odiado?

Se o LinkedIn oferece tantas vantagens a quem quiser se destacar profissionalmente, por qual razão tem gente que o odeia, tal como disse Marie Declercq neste artigo? Veja abaixo alguns dos porquês.

Histórias mirabolantes de superação 

Casos de superação mostram o quanto você é capaz de lidar com desafios e encontrar caminhos para superá-los, o que é inspirador para muitas pessoas. Porém, existem algumas publicações que insistem em transformar momentos cotidianos e banalidades em grandes histórias de superação.

Logo, ao navegar pelo feed do LinkedIn, se você encontrar histórias muito mirabolantes — sobretudo de empreendedores, líderes, entre outras pessoas de cargos importantes — que falam sobre as suas grandes vitórias em um formato narrativo que mais parece um filme de Hollywood, talvez (repito, talvez) seja uma Fanfic Corporativa.

Por sinal, a produção de fanfics no LinkedIn se tornou tão grande que, depois de um tempo, conteúdos criticando e atacando fanfics acabaram se tornando histórias mirabolantes bem parecidas com aquelas que tanto criticavam no começo, conforme explico neste artigo.

Perfis com descrições exageradas

Considerando que o LinkedIn tem mais de 800 milhões de usuários, além de ser a rede com a maior capacidade de gerar oportunidades profissionais, algumas pessoas acabam caindo no exagero ao preencher os seus perfis, tal como ilustra o meme abaixo.

linkedin funciona mesmo

Claro que é importante reforçar quais são as suas qualidades para que os visitantes do seu perfil entendam de forma objetiva o que você faz. Mas, cuidado, pois muita informação gera confusão. É exatamente isso que acontece quando as suas descrições são feitas de forma exagerada e cheias de palavras bonitas que agregam em nada.

Promessas suspeitas de sucesso 

“Vou te ensinar como ganhar X mil reais por mês, trabalhando apenas duas horas por dia e sem sair de casa!”

Se você usa redes sociais, com certeza já se deparou com alguma mensagem desse tipo. Claro que, para muitos que trabalham 8 horas por dia e recebem 1 salário mínimo, uma chamada assim pode ser muito tentadora. Mas, será que dá mesmo para acreditar em algo bom demais para ser verdade?

Infelizmente, esse tipo de conteúdo que traz promessas, no mínimo, suspeitas, também chegou no LinkedIn.

Por isso, alguns veem como padrão do LinkedIn pessoas extremamente felizes e que vivem histórias fantásticas, como se fossem verdadeiros heróis do seu próprio mercado (mesmo não sendo).

5 erros que você deve evitar para fazer o seu LinkedIn funcionar

Se você chegou até aqui e se identificou com os motivos pelos quais o LinkedIn parece não funcionar da forma como você deseja, veja a seguir os erros que, uma vez evitados, farão o seu LinkedIn funcionar melhor.

1. Perfil desatualizado

Quando você está caminhando pela rua ou por um shopping e vê uma loja que chama a sua atenção, a vontade que tem é de entrar, certo? O mesmo acontece com as pessoas que veem o seu perfil e sentem que pode haver algo interessante nele.

Mas, como você se sentiria se, ao entrar na loja, todos os produtos estivessem com a data de validade vencida? Seria péssimo, não é verdade? Pois, algo similar acontece com quem visita o seu perfil e vê que ele não é atualizado há muito tempo.

Por isso, deixo como primeiro erro dessa lista conferir se o seu perfil está atualizado, tanto com as suas ocupações que você ocupa quanto nas postagens que faz. Ter como último emprego uma empresa da qual fez parte em 2015 e última publicação com data de 2018 não transmite uma boa imagem da sua marca pessoal e gera pouco engajamento.

2. Perfil incompleto

Imagine-se no cinema vendo o Batman e, no momento em que ele avança para dar o golpe final no Coringa, acaba a luz e o filme é interrompido. Algo parecido acontece com quem tem uma boa impressão ao achar o seu perfil e, ao acessá-lo, vê que ele está incompleto.

Por mais que até mesmo influenciadores da rede possam não ter 100% dos campos preenchidos, alguns são essenciais. Faço questão de destacar o “Sobre” (também chamado de “Resumo”) em que você tem a chance de se apresentar e contar alguma história de sucesso interessante (e que não seja fanfic, por favor) que tenha vivido na sua área.

Quanto mais informações você tiver nos campos específicos do LinkedIn, mais conseguirá chamar a atenção da audiência que quer conquistar, seja influenciadores do seu setor ou gestores de RH que podem te oferecer uma ótima oportunidade de emprego.

3. Não seguir perfis de autoridades e empresas da sua área

Não dá para se tornar uma autoridade no seu nicho se não souber o que seus principais atuantes andam fazendo. Por isso, trate de seguir os perfis empresariais e pessoais de todos que são considerados profundos conhecedores do ramo em que você atua.

Dessa forma, toda vez que você acessar o seu feed, ficará a par das suas últimas atividades e, consequentemente, do que anda acontecendo dentro do seu mercado.

Então, mesmo que você não consiga adicionar grandes nomes ao seu networking, o LinkedIn permite que você, pelo menos, possa segui-los e ficar por dentro das suas publicações.

4. Não interagir com as suas conexões

Se você conseguiu construir um bom networking no LinkedIn, mas não recebe muitas curtidas e comentários nas suas postagens, significa que o engajamento das suas conexões está baixo. Mas, será essa uma consequência de você estar se engajando pouco com as suas conexões também?

Segundo a Forbes, uma das formas de crescer a interação que as pessoas têm com você é justamente interagir nos perfis delas também. Afinal, receber a notificação de que alguém reagiu à sua publicação não é bom? Então, faça o mesmo com as suas conexões para ter mais retribuições.

5. Fazer postagens pessoais em vez de profissionais

Por mais que sua família seja unida, seus amigos incríveis e seus pets muito fofinhos, dificilmente eles têm algo relacionado à sua vida profissional. Logo, deixe esses conteúdos pessoais para redes mais apropriadas como Instagram e TikTok e coloque foco no LinkedIn em assuntos relacionados à sua área.

Claro que nada te impede de usar exemplos da sua vida pessoal em alguma postagem, mas é importante lembrar que eles devem ter conexão com a profissão que você exerce (como neste exemplo).

Esses erros são mais frequentes do que você imagina. Portanto, ao corrigi-los, seu perfil começará a ganhar mais força a ponto de você perceber que o LinkedIn funciona mesmo.

Para ir além dessas dicas e usar a plataforma para conquistar os seus objetivos, te convido a conhecer o meu curso LinkedIn Para Marcas Pessoais. Basta clicar aqui para conhecer os módulos e ver a primeira aula de forma totalmente gratuita!

Dimitri Vieira

Dimitri Vieira

Sou um escritor e produtor de conteúdo, especializado em Escrita Criativa, Storytelling e LinkedIn para Marcas Pessoais. Minhas maiores paixões sempre foram a música, o cinema e a literatura. Escrevendo textos na internet, consegui unir o melhor desses três universos, e o que era um hobby acabou me transformando em LinkedIn Top Voice e, hoje, se tornou minha profissão.

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